sábado, 9 de maio de 2009

''Condomínio Brasília'', na Angélica...

Sou nascido na Capital da República e, quando viajava para fora de Brasília, costumava evitar informar a origem para não dar margem ás tradicionais piadinhas sobre a ''terra dos políticos''...Uma vez esqueci a cautela habitual, e acabei ouvindo a pergunta de um motorista de táxi apreciador de futebol: ''então você torce pelo Brasiliense?''. ''Não, respondi. Eu sou são-paulino''. Surpresa de um nativo incapaz de imaginar uma localidade sem tradições regionais...Em Brasília todos são Flamengo, ou Vasco, ou Botafogo, ou São Paulo, ou Corínthians. Difícil encontrar algum brasiliense que torça para a equipe de mesmo nome, que acabou de sagrar-se ''hexacampeã''( seis vezes seguidas campeã)do Campeonato do Distrito Federal...Em Brasília não há um sotaque específico( há vários sotaques, oriundos de diversos outros Estados e Municípios), nem uma comida típica regional( como o Barreado, no Paraná, ou a moqueca baiana...). Feita para ser a ''síntese'' de toda uma nação, a Capital da República ainda não assumiu a sua identidade. Costuma servir, isto sim, como ''campo de pouso'' de políticos, lobistas e aventureiros- que lotam os vôos rumo aos seus locais de origem nas sextas-feiras...Brasília, assim como a antiga capital alemã Bonn, não ocupa o imaginário nacional, não é objeto de referências e homenagens em estátuas ou nomes de ruas( à exceção de uma pequena rua que achamos por acaso no bairro do Itaim Bibi...). A ela o restante do país costuma reservar um misto de ódio e silencioso temor...O Rio de Janeiro sim, a antiga capital, continua a ocupar espaço em nossos corações e mentes. Haja vista a série de lugares que mostramos aqui, em plena cidade de São Paulo, que fazem referência à Cidade Maravilhosa...No entanto, para concluir, em plena Avenida Angélica, que já percorremos inúmeras vezes nos dois sentidos, está abrigado um prédio com o nome de ''Condomínio Brasília''( discreto, parece sentir uma certa vergonha da homenagem que faz...). Providencialmente situado nas proximidades da ''Rua Goiás''- uma prova de que a geografia das ruas paulistanas- que é capaz de fazer uma incrível ligação entre a ''Praça Buenos Aires'' e a ''Rua Piauí'', que são vizinhas)- também consegue, por exceção, fazer pequenas conexões que seguem a lógica da realidade: ''Brasília- Goiás''...Alcnol. PS: Alguém perguntará: ''E as grades?''. O problema maior é o fato de estarmos quase todos vivendo atrás das grades, e não aqueles que se esperaria que estivessem atrás das mesmas...

Detalhes dos casarões da Angélica...

Cada vez que se profere as pomposas palavras ''proteção do patrimônio histórico- cultural'', podemos ter dúvidas sobre o real significado e alcance disto. Mas, ao ter contato com objetos antigos- e insubstituíveis- como estas pequenas estátuas que servem de arranjo para casarões que hoje tem destinação comercial( são lojas, restaurantes, agências de turismo)na Avenida Angélica, somos capazes de compreender um pouco a importância e o significado daquelas mesmas expressões citadas acima...Tudo isto representa também arte e beleza, algo de que estamos tão carentes na atualidade...Quantos prédios, hoje, não passam de um aglomerado de pessoas e tijolos, sem aqueles painéis pintados tão comuns nos edifícios mais antigos do bairro de Higienópolis? Estas pequenas estátuas da Angélica também são a expressão de uma época clássica da nossa cidade, simbolizam tudo aquilo de que a arquitetura atual anda tão carente: poesia, diversão e arte...

Estação da Luz...

Ontem foi dia de mais um passeio, desta vez em direção da tradicional Estação da Luz. O meio escolhido foi o metrô( última foto, em baixo), mas a famosa estação continua a receber- como originalmente- trens. Com destino aos subúrbios, localidades próximas e, novidade, agora há inclusive um passeio turístico até Jundiaí...Qual será o nosso destino? Uma dúvida que os próximos posts se encarregarão de esclarecer...Alcnol.

Star Trek ''teen''...

Não vou aqui criticar o novo filme ''Star Trek'' em nome do purismo e dos ''velhos tempos''. Mas, diante de uma quase unanimidade de público e crítica- todos louvando a ''boa'' obra do diretor J.J.Abrams( o mesmo de ''Lost'')- algumas ressalvas se fazem necessárias. Comecemos, porém, pelo que há de melhor: a atuação de Zachary Quinto( o vilão ''Sylar'' da série ''Heroes'')como Spock é uma das melhores coisas desta película, assim como a participação especial de Leonard Nimoy( o Spock da série clássica)e a reinvenção da tenente Uhura como uma garota ''sexy'', disputada pelos dois futuros amigos e companheiros de nave...Porém, para se qualificar qualquer obra como ''boa'' ou ''ótima'' torna-se necessário antes fazer uma perguntinha: '' boa em relação a que?''. Estamos falando de ''Star Trek''( Jornada nas Estrelas), série surgida no ano de 1966( 43 anos de história, pois)que durou apenas 3 temporadas na TV e foi encerrada sob inúmeros protestos de seus espectadores( uma minoria qualificada pois, considerando o total de espectadores, a audiência específica da série era ''baixa''- o que não possibilitaria, segundo seus produtores, a sua continuidade). Mas o ardor dos protestos deu ao estúdio uma noção de que haveria ali um ''filão'' a ser explorado. Seis filmes foram feitos com os mesmos personagens, e outras séries surgiram como desdobramento da série original. ''Star Trek'', a mesma série que foi cancelada por falta de público, tornou-se um ícone da nossa civilização. Seus atores originais- William Shatner, o Capitão Kirk, e Leonard Nimoy, o Doutor Spock- permaneceram umbilicalmente ligados à obra que os notabilizou, fazendo inúmeras participações especiais em outras séries e filmes. Feitas estas considerações iniciais, voltemos ao filme que acabou de entrar em cartaz nas salas de todo o Brasil. Ressalte-se que não dá para, neste contexto, considerá-lo isoladamente...O fantasma deste ícone chamado ''Star Trek'' permanece o tempo todo ao lado da obra recente. Lembremos que a série original, além de ''lenta'' para os padrões atuais, tinha um cunho mais filosófico: a ''Federação''( da qual a tripulação da nave ''Enterprise'' era um dos representantes)defendia a paz e a intervenção não-violenta para a solução de conflitos com outros povos, várias referências a diferentes períodos históricos da Terra- como a Grécia Antiga- eram feitas cotidianamente, apesar do baixo orçamento do programa, e os problemas e conflitos colocados eram bem mais complexos- exigindo uma solução não-convencional que ,em geral, era dada nos minutos finais de cada episódio...A ''Star Trek'' atual, aquela que originou o filme que estamos a debater, é uma obra de arte convencional, marcada pelo estilo narrativo da atualidade( muita ação, muitos efeitos especiais, ritmo acelerado e ruído alto). Quem não tem a série dos anos 60 como referência- como não tê-la se todo o seu conteúdo está disponível atualmente em DVD's?- e está acostumado a filmes de ação do gênero sairá satisfeito da sessão. Ao contrário, ao final dos longos 126 minutos de projeção, eu já dava sinais evidentes de cansaço. Tentava fechar os olhos por momentos, para descansar um pouco os mesmos e a mente, mas o barulho incessante de tiros e bombardeios era inevitável...Zachary Quinto, o mesmo que se revelou um bom Doutor Spock com seu temperamento contido, mal revelava o seu ''prazer''( com os mesmos olhos vidrados de ''Sylar'', o vilão de ''Heroes''...)ao eliminar os seus inimigos- os mesmos que mataram sua mãe e destruíram o planeta Vulcano...O ''bad boy'' Capitão Kirk é apenas isto: um adolescente brincando de trocar socos e murros e que, tal como seus iguais, costuma atribuir-se os nomes de seus ídolos( impossível acreditar que ''aquilo'' representava o Capitão Kirk, por mais que tentasse...). Não negamos o caráter de entretenimento, e a capacidade que esta obra tem de divertir o seu público por- digamos- duas horas de projeção. Acostumados que estão a películas semelhantes, é bem capaz que esta gere um movimento por sua continuação( e se verá, pelos anos seguintes, um ''Star Trek 2'', ''Star Trek 3'', etc. ). Isto mais pela força de algo que está no imaginário coletivo contemporâneo do que por este filme em especial...Para julgar se isto é mesmo um bom filme, invertamos a ordem dos fatos para fazer uma pergunta em especial: caso este fosse o marco inicial da série ''Star Trek'', seria capaz de provocar tanto efeito como a série clássica provocou? Seria capaz de, após 43 anos de existência, continuar a causar a admiração de seus fãs e provocar comentários? A ''Star Trek teen'' produzida por J.J.Abrams parece condenada a padecer do mesmo mal da cultura atual: muito barulho, poucas idéias, alguns comentários mais apressados, milhões de dólares de arrecadação para, ao final de tudo isto, restar definitivamente condenada ao esquecimento...''O show deve continuar''...Alcnol. PS: Felizmente, em ''Lost'' J.J.Abrams dispõe de mais tempo para contar uma estória como se deve, em um ritmo mais palatável e com inúmeras surpresas e reviravoltas...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Almoço de ontem em Pinheiros, ao lado da Fnac...

No último fim-de-semana estive na Fnac- Pinheiros para comprar uma câmera digital, que breve será utilizada neste blog...Ao passar pela Praça dos Omaguás rumo à livraria, deparei com um charmoso restaurante com vista para as árvores. Decidi conhecê-lo durante a semana. O nome é ''Gardênia'', e é comandado pela jovem Chef Marina Moraes( também à frente do ''Casa Europa'' da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 726). A especialidade da casa: o cordeiro. Em duas entradas e diversos pratos principais( paleta, stinco, lombo...). De criação própria, vindos da fazenda do pai de Marina, em Itu. Sentei em uma mesinha no lado de fora, de frente para a Praça. De entrada, escolhi bolinhos de arroz( muito bons, especialmente com um pouco de pimenta tabasco...). Prato principal: lombo de cordeiro, mas pedi para trocar o acompanhamento( de risoto, como tradicionalmente se faz, para arroz integral- uma das inúmeras opções da casa...). A carne macia, lembrei de imediato de outra de minhas melhores referências gastronòmicas aqui em São Paulo: o Ici Bistrô...Quando ligamos algo novo a uma de nossas experiências mais agradáveis é sinal de que pretendemos retornar, e essa é a conclusão lógica: este é um lugar que vale a pena ser revisitado...Afinal, estamos longe de esgotar as várias opções de cordeiro e o restante do cardápio...De sobremesa optei pelo bom ''pudim de pão da vovó''( quente!)com bola de sorvete de canela. Antes de ir embora passei mais uma vez na Fnac- como não fazê-lo?- e fiz mais alguns registros de Pinheiros que serão mostrados aqui no blog, nos posts seguintes. Eu sentia falta de uma referência gastronômica no simpático bairro de Pinheiros( afinal, até aqui só mostramos lugares que ficam na região ''limítrofe'' com a Vila Madalena( ''Le Manjue Bristô'' e o natural indiano na Fradique Coutinho, sem contar as várias visitas que já fizemos à ''Alternativa Casa do Natural''- em frente à Livraria da Vila...). O ''Gardênia'' é a nossa primeira referência de Pinheiros mesmo. E, pelo que vimos, não dá para não voltar...Alcnol.

''Não há distinção entre real e virtual'', afirma o psicanalista Contardo Calligaris...

Quanta polêmica esta frase irá causar...Mas o seu autor, que a proferiu em entrevista para o suplemento ''Link'' do jornal ''O Estado de São Paulo''( edição de 4 de maio de 2009), sabe do que está falando: Contardo Calligaris, que também é colunista da Folha às quintas-feiras, é famoso psicanalista. Fantasias e desejos reprimidos são o seu material de trabalho. Calligaris os sintetizou na peça de teatro ''O Homem da Tarja Preta'', em cartaz na Livraria Cultura do Conjunto Nacional( SP). Mas vejamos os seus argumentos, antes de mais nada. Segundo o ''Estadão'', ''para ele, amizades ou romances mantidos na web valem o mesmo que os mantidos fora dela. E comportamentos muitas vezes exóticos assumidos virtualmente são só o reflexo de características já existentes no indivíduo''. O psicanalista vê na Internet um papel libertário: ''Quem tem uma fantasia vê que não está mais só''. E exprime todo o seu ceticismo em relação ao chamado mundo ''real'', ao afirmar que ''quando se conhece alguém no mundo físico, é como um baile de máscaras. Você nunca sabe tudo. Mesmo fisicamente, as pessoas fazem cirurgias plásticas''. E não é que ele está corretíssimo? Vivemos há muito em um ''mundo de máscaras''. Por isto admiramos tanto as chamadas artes visuais, como o cinema: nele é possível espiar outras vidas, como que pela fresta de uma porta...É a arte que nos conecta em um mundo onde a maior ilusão é a de estarmos ''sós''...A arte, as artes( a literatura, o cinema, a música) quebram as barreiras, fazem as pontes entre os seres. A Internet vista aqui como arte pura, o meio de comunicação que veio para fundir todos os demais meios...Concluindo a entrevista com Contardo Calligaris, ele diz que ''o jogo de esconde e mostra da Internet- tanto na personalidade como fisicamente- faz parte da ''parte lúdica''. A Internet veio para quebrar esta noção limitada de que o homem- como diz o personagem de Tom Cruise em um filme- é apenas isto: ''What you see is what you get''( o que você vê é aquilo que você pode ter). Deixemos as aparências para os incautos, e façamos dos nossos sonhos e fantasias o nosso material cotidiano e inesgotável...Afinal, é isto- e não os nossos peitos e bundas- o que nos diferencia realmente dos demais animais...Alcnol.

Edifício- Garagem no centro...

O cenário parece de guerra, mas o lugar é apenas um edifício-garagem no centro da cidade. Mal cuidado, necessitando de uma pintura, mas continua a abrigar automóveis que disputam lugares em uma cidade que está tão carente deles. Infelizmente a objetiva não foi capaz de captar a imagem de alguns daqueles veículos, vários andares acima de nossas cabeças. Estranha a sensação de olhar para cima e, mesmo ali, observar máquinas motorizadas...Alcnol.

Mais centro da cidade: Praça da República...

A tradicional Praça da República virou um canteiro de obras. O objetivo é finalizar as obras da ''Linha Amarela'' do metrô, que será inaugurada no ano que vem( ligando o centro até as imediações do Estádio do Morumbi). Mas o Colégio Caetano de Campos continua como sempre, imperturbável em meio ao ''corre-corre'' dos passantes e ao ruído das obras na cidade que se orgulha de ''nunca parar''...Alcnol.

Fachada de hotel no centro...

Vejam só como são belas estas curvas da fachada do Hotel ''Marion Palace'', no centro. Estamos na região da Rua Cásper Líbero...

25 de Março sem camelôs...cena incomum...

Apesar de nosso texto antigo sobre as réplicas, alguém poderia apontar que havia uma lacuna neste blog: ''Como falar em réplicas sem mostrar o ''templo'' delas, a Rua 25 de Março?''. Mesmo sabedor disto, adiei por meses a inevitável visita a este templo das quinquilharias e muambas da capital paulista. Talvez imaginando que ''provavelmente não há uma pessoa neste país que ainda não tenha passado por ali''. Mas e os leitores de outros países? E aqueles que, no Brasil, ainda não tiveram oportunidade de visitar a capital paulista? Por mais incrível que pareça, conheço pelo menos duas pessoas no Planalto Central que nunca vieram a São Paulo, e não sabem o que estão perdendo...Enfim, na segunda decidi dar uma passada no centro e, quando dei por mim, estava cruzando o Viaduto Santa Ifigênia, nas imediações da Estação São Bento do metrô. ''Já que estamos tão próximos da 25- que alguns chamam orgulhosamente de ''twenty five''- por que não dar só uma passadinha?'', pensei. Pois justo neste dia a Prefeitura de São Paulo estava realizando uma operação de garantia a reformas urbanas naquela região, e para viabilizá-la proporcionou uma cena inédita aos visitantes: uma Rua 25 de Março sem camelôs, com as calçadas e asfalto livres...Embora vários comerciantes e alguns fregueses tenham gostado, o clima era de tensão... Inúmeros guardas civis metropolitanos em formação, consumidores habituais surpresos, e os tradicionais camelôs acabaram invadindo ruas vizinhas para poder continuar com sua atividade normal...Só a ladeira que dá para uma das entradas da Estação São Bento continuou como sempre- lotada...Vide a primeira foto, de cima para baixo deste post...Alcnol.

Prédio antigo na Alameda Jaú...

Fazer o que? Estes prédios mais antigos, sem pilotis e com poucos andares, saltam aos nossos olhares. Não pedem. Exigem a nossa atenção...Isto porque, por mais que o ser humano queira e julgue melhor ser ''normal'', estar dentro dos padrões, o padrão é morto, invisível. A natureza preza a diferença, a originalidade. A chamada ''normalidade'' nunca nos conduzirá a lugar algum, salvo a uma vida tediosa e uma vaga garantida no cemitério( quem sabe com um túmulo ''normal'', que não será visitado nem olhado por ninguém...). Quanto mais coisas ou pessoas disputam os nossos olhares/nossa atenção em um meio repleto destes dois componentes( objetos e pessoas), maior a necessidade- até mesmo por sobrevivência- de diferenciar-se, de destacar-se em meio ao conhecido. Até mesmo para conseguir um emprego é preciso fazer algo especial, que seja necessário para o nosso futuro empregador. ''O que você sabe fazer de melhor?'', nos perguntarão. ''Ah, não sei. Sou normal. Sou igual a todo mundo.''. ''OK. Fique aguardando em casa que nós ligaremos para você. PRÓXIMO!''. Gostei da chef de um restaurante que, após ouvir o meu comentário de que ''nunca havia provado nada bom naquele estabelecimento, pois aqui tudo é ótimo, excepcional, e não há o menor risco de provarmos pratos apenas razoáveis'', replicou de pronto afirmando que ''quando algo é apenas mediano nós o tiramos imediatamente do cardápio''...Felizmente o criador de todas as coisas é um pouco mais tolerante conosco e com as nossas ''normalidades''/ mediocridades, renovando todos os dias a possibilidade de, enfim, fazermos algo que seja único, só nosso e que, por mais críticas que receba, deixe em nós a sensação de termos deixado a nossa marca pessoal neste mundo tão corrido e frenético...Mas e o prédio das fotos, o prédio que originou este pequeno manifesto em defesa das diferenças? O prédio era só um pretexto...Alcnol.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Produtos mais saudáveis no supermercado...

Claro que o lugar escolhido- o mercado Casa Santa Luzia, na Alameda Lorena- não serve como amostra da média do que é disponível destes produtos nos demais mercados. A razão? O Santa Luzia possui um segundo andar só para comercializar alimentos ''light'', ''diet'', à base de soja ou sem glúten...Mas também é preciso reconhecer que, aos poucos, uma linha de produtos alternativos começa a ocupar cada vez mais inclusive as prateleiras dos demais supermercados. É preciso paciência para procurar e, caso não encontremos, sempre dá para utilizar aquele recurso que as caixas nos dão ao perguntar- ''faltou alguma coisa?''. Lembremos que produtos ''diet'' não são exatamente menos calóricos que os tradicionais, uma vez que a eles são adicionadas gorduras para compensar a falta de açúcar...E os ''diet'' e ''light''- antes raros- hoje já possuem um vasto mercado, e inclusive lojas especializadas em várias capitais. Mas e a soja? Mal começamos a explorar este substituto dos produtos à base de leite de vaca, ainda amplamente predominante. O número de pessoas com reações alérgicas à lactose é muito maior do que o divulgado oficialmente, já que nem todo mundo faz o exame de reação a esta substância animal. O fato é que, seja por considerações de saúde ou por gosto, cada vez mais pessoas optam por produtos à base de soja, como podemos ver pelas fotos a seguir...De cima para baixo: 1- Biscoito de Aipim da empresa carioca Cultivar Brasil, inteiramente sem glúten e delicioso...2- Pão orgânico e 100% à base de farinha integral( coisa raríssima...); 3- Pão com alto teor de centeio( é mais duro, tal como os pães alemães...), fabricado na cidade mineira de Contagem; 4 e 5- bolachas recheadas de morango ''Marilis'', outro produto sem glúten e delicioso...6- Leite de soja sabor ''frapê de coco'' da Ades- delicioso e ''viciante''( quem resiste a tomar mais de um copo por dia???); 7- Iogurte de leite de cabra da linha ''Capri Milk'', sabor morango( muito bom também, assim como o de coco...); 8 e 9- barras de cereal feitas à base de soja, fotografas no mercado e em casa...Como podemos ver, a linha de produtos alternativos( de soja, sem glúten, feitos de leite de cabra)é extensa e meramente exemplificativa. Claro que nem todos os mercados da própria cidade de São Paulo contam com uma lista de produtos tão extensa quanto a do Santa Luzia, assim como os mercados de outras cidades. Mas o importante é saber que existem alternativas aos produtos tradicionais, e quanto maior for a cobrança por parte dos consumidores mais provável será a sua disposição nas prateleiras por parte das empresas- que não querem perder dinheiro...E já existe, para concluir, um iogurte à base de soja da linha ''Naturis'', fabricado pela Batavo, nos sabores frutas vermelhas( delicioso) e pêssego- mas infelizmente não foi possível fotografá-lo para este post...Alcnol.

Padaria Vegetariana...

Saindo do restaurante indiano da Rua Antônio Carlos- ''Gopala Hari''- e caminhando dois quarteirões pela Rua Augusta sentido centro, chegamos á Rua Fernando de Albuquerque- local da primeira ''padaria vegetariana'' de que já ouvi falar...E o pessoal parece estar falando sério quando emprega o termo ''vegetariana'': vários produtos à base de soja( sorvete, tofu- queijo de soja- refrescos, pães integrais são alguns dos produtos que identifiquei nesta primeira visita...)formam a base do novo estabelecimento. Cartazes de shows com bandas punks vegetarianas( incrível, mas existem...), mensagens de apoio à causa ''vegan'', panfletos e jornais em defesa desta linha podem ser achados na nova loja. O cartaz da frente, anunciando a nova padaria vegetariana ''para breve'' foi colocado provisoriamente, pois eles estão aguardando a autorização da Prefeitura de São Paulo para colocar uma placa definitiva da loja naquele lugar...Longa vida para a primeira Padaria Vegetariana da cidade de São Paulo e- quiçá- de todo o país! No próximo post mostraremos o que foi possível achar na linha vegetariana- e à base de soja- em um supermercado da capital paulista. E não foi pouca coisa...Alcnol.