quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Na Rodoviária de Porto Alegre, prestes a embarcar para Santa Catarina...

Bacana este canguruzinho da foto, não?
Assim como times de futebol, várias empresas de ônibus adotam animais como seus símbolos...Ou coisas que evoquem velocidade, como um ''cometa'', etc...
Talvez para distrair-nos da realidade, em que viajar pelas péssimas estradas brasileiras continua a requerer bastante paciência e sorte...
Para evitar o forte risco de acidentes noturnos na eternamente inconclusa BR-101- no trecho que liga as capitais gaúcha e catarinense- decidi embarcar desta vez durante o dia. Só não esperava que, novamente, fosse atrasar nos arredores de Florianópolis, exatamente por causa destas obras...Como o trecho ainda não está duplicado, o engarrafamento decorrente desdobra-se por quilômetros...
Mas esta é uma outra estória, assim como a própria viagem, que mostraremos nos próximos posts...
Alcnol.

Prestes a deixar Porto Alegre: passeio pelas ruas da capital gaúcha...

A proximidade entre as 3 capitais do Sul do Brasil( 450 km de Porto Alegre a Florianópolis, e apenas 300 km entre esta última e Curitiba)faz com que seja possível- e até mesmo recomendável- percorrer estas distâncias de automóvel ou de ônibus. 
Lamentavelmente, todas as vezes que faço estas viagens( não, esta não a primeira vez)fico com uma indisfarçável sensação de ''quero mais''. Estes 3 dias em Porto Alegre, por exemplo, passaram ''voando''...Logo chegará a hora de pegar a estrada, rumo a mais uma cidade...
Poderia ficar pelo menos uma semana na capital gaúcha, e ainda seria pouco: tanto para rever lugares já mostrados aqui( como a espetacular Rua Padre Chagas, lugar ''badalado'' no bairro Moinhos de Vento)como para conhecer outros lugares. Acreditem: eu ainda não fui a uma churrascaria em Porto Alegre...Algo ''imperdoável'' em um Estado que se notabiliza pelo alto consumo de carnes...
Tudo bem que, no exato momento em que fazia este último passeio e tirava estas fotos, eu havia acabado de ''traçar'' um javali em um restaurante do bairro Moinhos de Vento. Criação local, do Estado...
Assim como as visitas a restaurantes, há que se dosar bem as nossas viagens: ir sempre a lugares novos, desconhecidos, nos daria uma eterna sensação de ''desenraizamento'', ''estranheza''. Por outro lado, ir sempre aos lugares conhecidos é monótono, repetitivo. Aqui, como em outros assuntos da vida, fico com o meio-termo: não me importo de rever cidades onde já estive, desde que seja para descobrir coisas novas...
Até que ponto podemos afirmar ''conhecer'' uma cidade qualquer, mesmo que seja aquela em que vivemos? ''Viajar'' por nossa própria cidade é a proposta deste blog, aliás...
Alcnol.

Almoçando um javali em Porto Alegre...

Interrompemos a programação normal, em que estávamos mostrando a viagem que fizemos a Buenos Aires e ao Sul do Brasil no final do ano passado, para acelerar as postagens sobre o Rio de Janeiro- que estavam atrasadas...
Agora, após concluirmos finalmente a série sobre a capital fluminense, voltamos a Porto Alegre e suas atrações. Este é o restaurante ''Peppo''( Rua Dona Laura, 161- Moinhos de Vento): por dentro um restaurante fino, chique, contando- na parte externa- com esta área apropriada para eventos. Um deles, que ocorre às quintas-feiras, conta com a participação de DJ's...Surpreendente este ''Peppo'', não?
Também em seu cardápio, onde encontramos até Javalis...
Segundo o garçom, o estado do Rio Grande do Sul já conta com criação própria destes animais. Um motivo a mais para prestigiarmos a produção local...
Pedimos um carré de javali ao molho de vinho tinto, com cebolas caramelizadas e risoto de amêndoas.
Notem que a carne de javali é um pouco mais dura do que a de cordeiro, mas isto não compromete seu sabor. Ao menos no meu caso, é raríssimo encontrar similares no dia-a-dia, o que dificulta comparações. Mas não me esquivo de avaliar: a mim me pareceu que estava ''muy bién''...
Fechamos com uma torta de chocolate.
Alcnol.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um restaurante japonês meio diferente: ''Nakombi''...

O frescor e a leveza dos  pratos da culinária japonesa me conquistaram de vez. Ainda mais neste ''tórrido'' verão paulistano( com temperaturas de até 33 graus centígrados)...
De modo que não estranhem minhas cada vez mais frequentes referências a estabelecimentos que seguem esta linha. Fui a vários neste último mês, e das mais diversas categorias: dos mais simples, ou aqueles situados nas praças de alimentação de shoppings, aos mais sofisticados( como o Kinoshita, que mostrei no post anterior). Posso ainda não ter habilidade para manusear os ''hashis'' ( talheres de madeira, também chamados popularmente de ''pauzinhos''...)de modo apropriado, mas ao menos creio que já virei o ''rei'' dos hashis...infantis...aqueles ''amarradinhos''...
Como o ''Nakombi'' está espalhado por alguns bairros da cidade de São Paulo, já tinha ouvido falar nele. Mas, embora o nome lembre o famoso carro popular da Volkswagen( e, pela foto de cima, é realmente dele que se trata...), com o tempo acabamos lendo o nome do estabelecimento como se fosse uma palavra oriental qualquer. Se não vimos a kombi ainda, ao vivo, não fazemos  ideia do que se trata realmente...
O projeto, dizem, era criar uma frota de kombis que servissem sushis e sashimis como se serve cachorros-quentes. Felizmente, com o tempo, o plano ''sofisticou-se'': hoje, o estabelecimento matriz- este da Rua Pequetita, Itaim Bibi- possui, além da kombi em que são preparados os pratos, vários ambientes. Fonte de água, jardim interno, salas fechadinhas ou ao ar livre, mesinhas estilo oriental( onde senta-se no chão mesmo), etc. Em suma, um restaurante muito bonito- e inesquecível...
Felizmente, os pratos estão no mesmo padrão de qualidade...
De entrada, pedimos um levíssimo ceviche( é, aquele mesmo tão popularizado na culinária peruana...). Com pedacinhos de abacaxi, além do peixe...Palmas para este ceviche ''abrasileirado''...
Como prato principal, decidimos escolher o ''Nakombi Premium''( combinado de sushis e sashimis, com opções para uma ou duas pessoas). Uma escolha que faz jus ao nome, fugindo das opções mais simples da culinária japonesa ''fast food''...Lembro, para exemplificar, que comi um sashimi de polvo...
Por mais que o impacto visual seja marcante- quem é que ousaria ignorar esta kombi na entrada?- o restaurante não teria durado tantos anos, e aberto outros pontos pela cidade, se não fosse muito bom. O ''Nakombi'' é especial, e vale bem mais do que uma simples visita...
Alcnol.

''Extravagância'' total: almoço no restaurante japonês Kinoshita, em São Paulo...

Qual é o verdadeiro valor de um objeto? Ou de uma experiência?
E o que é ''barato''? Ou ''caro''?
A priori, jamais digo que algo é ''caro''. Sempre estabeleço uma relação entre o custo e o benefício de algo. Ingressos para shows de artistas internacionais, na capital paulista, chegam a ultrapassar a barreira dos R$500,00. Para mim é ''caro'', uma vez que não valorizo tanto alguns destes nomes famosos a ponto de dispender tal quantia para assistir seus espetáculos...No entanto, ao mesmo tempo, vários destes shows tem seus ingressos esgotados em poucas...HORAS...
O chamado ''time do povo''( o Corínthians)chega a cobrar, por ingressos para áreas VIP em suas partidas, até R$1.000,00...E não faltam interessados, pelo contrário...
Claro que JAMAIS dispenderia tal quantia, uma vez que torço para outra equipe( o São Paulo). Mas o que interessa é não apenas o custo em si, mas o valor que atribuímos a um evento...
Por sinal, jogos de futebol- na Europa- tem ingressos custando, em média, mais de 100 Euros- e, mesmo assim, os estádios estão quase sempre cheios de torcedores...
Toda esta introdução para falar desta ''extravagância'' cometida no ano passado, quando fomos ao Kinoshita( Rua Jacques Félix, Vila Nova Conceição). Eis um lugar que realmente faz jus a sua fama de ''caro'', e não busca esconder isto...
Claro que não é sempre, nem todos os dias: eles possuem até um Menu Executivo durante os dias da semana. Evidentemente mais ''barato'', comparando-se com os padrões do próprio restaurante...
Percebemos, no decorrer de nosso almoço( um menú- degustação intermediário, entre o de menor número de pratos e o maior), dois importantes diferenciais que talvez  expliquem porque a casa é tão renomada: o arejado ambiente, ao contrário do que se vê em alguns estabelecimentos de culinária japonesa( vários fechados e meio escuros), é um destes fatores...O Kinoshita é belo, e isto pode ser constatado até mesmo do lado de fora...
O segundo diferencial é o serviço- e este, muito mais do que a matéria-prima que se vai degustar, é realmente a ''mercadoria'' mais importante quando se trata de estabelecimentos na área gastronômica...Diria mesmo que em nenhum outro lugar, até hoje, fui tão ''mimado'' pelos atendentes. Sempre atentos, eles nos atendem de imediato ao menor sinal. Ao contrário de outros restaurantes, a pergunta ''está satisfeito'' não é apenas uma mera formalidade...
Assim, voltamos à questão do valor: se cirurgiões plásticos faturam milhares de reais/dólares/euros até mesmo em procedimentos simples, nada mais natural que chefs também sejam bem remunerados por seus serviços. Ainda mais quando são os ''tops'' de suas categorias( como é o caso do chef Murakami, deste Kinoshita). Até mesmo porque dificilmente algum ''chef amador'', no recinto de seu lar, conseguirá ''replicar'' estas maravilhas de que falaremos a seguir...
Fotos( de baixo para cima): 1- tiras de atum com molho picante de soja;
2- cogumelos japoneses servidos dentro de um limão;
3- carpaccio e sequência de sushis( com shoyo orgânico feito na casa: mais leve, pode-se até mesmo bebê-lo...).
4- camarão empanado.
Claro que, e por isto chamei este almoço de ''extravagância'', esta não é uma experiência que- pelos meus padrões econômicos atuais- possa ser repetida todos os dias...
Felizmente, de vez em quando até dá para fazer uma ou outra destas ''extravagâncias''( que, no seu caso, pode ser uma roupa ''carésima'' dividida em várias prestações, uma viagem especial, uma aplicação de botox, uma lipoaspiração, etc...). 
O melhor de tudo é concluir que, comparado o custo-benefício, valeu a pena. E muito...
Alcnol.
PS: Infelizmente as fotos das duas sobremesas- bolinho de arroz com chocolate e sorvete de café branco e ravióli de manga- não ficaram boas. Motivo pelo qual decidi excluí-las deste post...
PS2: No fundo, quando as pessoas dizem que algo é ''caro'', estão dizendo que, na verdade, não pagariam o preço pedido por um objeto ou experiência. Quando se quer algo, de verdade, nenhum preço é obstáculo...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A cidade onde o pôr-do-sol recebe aplausos...E não é que merece mesmo?

Estranhos são os seres humanos. A imensa maioria afirma gostar de dias ''limpos'', ensolarados. E então, quando o sol começa a baixar no horizonte, praticamente sumindo de nosso campo de visão, eles também apreciam...
Um momento como este deveria ser o preferido dos notívagos ou daqueles que não gostam muito de sol- como no meu caso- mas o pôr-do-sol é praticamente uma unanimidade: todos gostam. E é um dos mais belos momentos do dia, onde quer que estejamos...
No Rio de Janeiro, então, ele recebe até aplausos. Sério: cariocas, e turistas, aplaudem este especialíssimo momento em que o astro-rei se despede, marcando o final de mais um dia...
Vendo estas imagens, meio atabalhoadas- tive de correr para registrá-las, pegando só um restinho de sol atrás da montanha- é possível entender o porquê: o que já é belo, como a Cidade Maravilhosa, torna-se ainda mais em horas como estas...
Dá até mesmo um arrepio...Pensar que só mesmo uma Força Superior seria capaz de criar tanta harmonia e beleza...
Alcnol.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Praça Antero de Quental, no Leblon( Rio de Janeiro)...


Rio- Humaitá- Rua Fonte da Saudade...

Saudade. Palavra forte. Confesso que não conheço similares em outras línguas- vocês podem me corrigir se estiver errado...
Herança de nossa colonização portuguesa. Os patrícios, afinal, são um povo marcado pela nostalgia, palavra de significado assemelhado...
Mas, em suma, qual a razão- além do fato de estar passando pela Rua ''Fonte da Saudade'', no bairro carioca do Humaitá- para evocar este sentimento em uma tórrida tarde de domingo?
Saudade da infância é que não é. Embora não queiram confessar, inúmeras pessoas sofrem tanto nesta época quanto na juventude- períodos normalmente tidos como os mais ''felizes'' de nossas fugazes existências.
Talvez o melhor seja, ao invés de um ''deja-vú'', criar um novo conceito: ''saudade das coisas que não fui, das que não vivi ainda''. Vontade irreprimível de ''ver tudo'', ''conhecer tudo'', impossibilidade física/material/financeira de que este blog é nada mais do que um exemplo...
Fiquemos com isto: com a ''saudade'' do que queremos ser mas ainda não somos...E talvez nem cheguemos a ser algum dia...
Alcnol.
PS: Com este post fechamos o passeio pelo bairro carioca do Humaitá, mas não a última viagem- em novembro/2010- que fizemos ao Rio.
Quanta saudade- no exato significado do termo- o Rio de Janeiro nos evoca...

Rio: kombi decorada no Humaitá...


Rio de Janeiro( bairro do Humaitá): obras artísticas nos muros de uma Clínica Médica. O tema? Rio de Janeiro, claro...