terça-feira, 12 de outubro de 2010

''O outro lado de Curitiba''...

Visitei a cidade de Curitiba-PR pela primeira vez em 2004.
Como um mês antes havia viajado para Buenos Aires, as comparações foram inevitáveis. Rua  Florida x Rua das Flores. As inúmeras praças que visitei na capital argentina, e os inúmeros parques e praças da capital paranaense...
Recentemente estive em Montevidéu, e as comparações mentais com Porto Alegre também foram inevitáveis.
Observe-se que estabeleço parâmetros de familiaridade, e não de detrimento de uma ou de outra cidade...
Nestes seis anos de constantes visitas à cidade de Curitiba, imaginava conhecer ao menos o chamado ''centro expandido'': regiões como Água Verde, Portão( Shopping Palladium), São Francisco, Mercês( que abriga uma torre com uma visão panorâmica de toda a cidade), Centro Cívico...
Julgando conhecer ao menos esta região, havia estabelecido algumas ''fronteiras'': o Estádio Couto Pereira, do Coritiba, era uma delas. Fui ao Couto inúmeras vezes, inclusive a pé, mas sempre voltando dali para os hotéis em que me hospedara...Passear ao redor do estádio, em especial após clássicos de ''muita adrenalina'' como Coritiba x Atlético-PR- em que normalmente vários ônibus são depredados e há até mesmo confrontos entre torcedores- não me passava pela cabeça...
No entanto, em rápida visita à capital paranaense para participar da Bienal do Livro do Paraná, me veio desta vez à cabeça a ideia de, pelo menos, dar uma volta pelos arredores do Estádio Couto Pereira, no bairro Alto da Glória. Afinal, o clube havia sido suspenso por vários jogos graças à confusão que havia ocorrido no jogo contra o Fluminense no final do ano passado, que marcou mais um rebaixamento do alviverde paranaense para a Segunda Divisão...Recentemente o ''Coxa'' voltou para a sua casa, para os braços de sua torcida, e eu ainda não conhecia direito o bairro Alto da Glória( em que já havia estado há muitos anos, quando ainda era uma criança, em rápida passagem por Curitiba com destino a Foz do Iguaçú...).
Até aquele momento, me julgava um ''semi-conhecedor'' da capital paranaense. Suas ruas, seu traçado, suas desconfortáveis calçadas de pedra, seu terreno semi-plano, tudo me parecia ''familiar''...Inúmeras viagens me davam esta ''certeza''...
Comecei este passeio pelo centro, subindo a Rua XV de Novembro até o bairro que é conhecido como ''Alto da XV''. A partir dele é que faremos este passeio que batizei no título deste post como ''o outro lado de Curitiba''- aquele que eu ainda não conhecia... 
Alcnol.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Praça Rui Barbosa, Curitiba: uma estranha ''simbiose'' entre um ônibus e flores da mesma cor...

Praça Rui Barbosa, Curitiba.
O õnibus parado em uma das ''estações-tubo''( paradas de vidro espalhadas por toda a cidade)parece se misturar às flores de mesma cor da árvore acima...

Para que servem estas Bienais do Livro?


Há algo em comum entre todas as  Bienais do Livro que visitei nos últimos anos( Rio, São Paulo e, agora, Curitiba): a busca por inflar seus números, com a presença de muitos( e ruidosos)escolares, o que acaba por irritar frequentadores em potencial( os leitores).
A Bienal do Livro do Paraná/2010, que visitamos recentemente, não foge deste padrão.
No horário em que a visitamos- no início da tarde- mal se podia entrar no recinto, tal a quantidade de alunos das mais diversas escolas dispostos na porta...
Talvez fosse muito melhor, com o intuito de  angariar novos adeptos para a leitura, que se levasse livros para a própria sala de aula- propiciando discussões e polêmicas...
Do jeito que estão  ali, mais parece que aqueles escolares estão na hora do ''recreio''. Aos gritos, passam de estande em estande sem demonstrar muito interesse- salvo raras exceções...
Então foi ruim esta Bienal? Tempo perdido estar ali?
Nem tanto. Mostramos no post anterior uma atividade de contadores de estórias, bastante concorrida( a foto não saiu lá muito boa...).
Estandes, como o da Livraria Curitiba- que dispôs obras de cerca de 17 editoras separadamente- foram os mais concorridos.
Destaque-se também o ''Café Literário''( naquele dia um debate entre o cartunista Laerte e o escritor Marçal Aquino, marcado para 19h30m, ao qual só não compareci porque estava com os pés doloridos após um extenso passeio pelas ruas da cidade...).
O que perguntamos é se não seria melhor realizar um evento menos concorrido, porém frequentado por interessados, ao invés destas Feiras e Bienais lotadas- que só dão uma falsa impressão de ''sucesso'' aos editores e algumas notinhas nos jornais...
Além do desinteresse de uma sociedade mais voltada para bens de consumo- como automóveis, TV's e celulares último tipo, apartamentos e casas, etc.- a cultura literária se vê diante de uma ameaça muito mais forte: a dos ditos ''livros eletrônicos''.
Com descontos expressivos, eles representam um risco expressivo para as pequenas livrarias francesas- segundo matéria da ''Folha de São Paulo/New York Times".
Soltar um bando de colegiais para correr, aos gritos, pelos corredores de uma Bienal não é lá uma grande contribuição para o aumento do número de leitores...
Alcnol.
PS: Nos próximos posts, o que batizei como ''o outro lado de Curitiba''. Veja por que...

Bienal do Livro do Paraná( 2010), em Curitiba-PR: introdução

São Paulo realiza uma Bienal do Livro há muitos anos( desde os anos 90, ao que eu me recorde).
Enquanto isto, até o ano passado, a capital paranaense tinha apenas um evento similar na mesma área, de proporções muito menores: a feirinha do livro da Praça Osório...
Este ano, o mercado editorial do Paraná foi sacudido pelo novo evento: uma Bienal do Livro em Curitiba. E nós aproveitamos o ensejo para dar uma passadinha lá, em uma verdadeira viagem ''vapt-vupt''.
E, invertendo a ordem dos passeios, decidimos começar a série de posts sobre mais esta viagem para a capital paranaense pela Bienal. No próximo post discorreremos sobre ela com mais detalhes...
Alcnol.
PS: Duas das fotos mostram os arredores do Estação Convention Center, local da Bienal do Livro, situado no nono andar do Shopping Estação...

sábado, 9 de outubro de 2010

Ei: eu estou na Avenida Paulista. Será que você me viu?

Paulistanos são tão apressados, mas tão apressados, que a melhor maneira de fazer uma exposição de arte é esta adotada recentemente pelo MASP: ao ar livre...
Estas, claro, são réplicas...
Quem sabe assim os passantes possam, ao menos por 1 segundo, apreciar o melhor da arte de todos os tempos...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Você conhece o Brooklin? Nem eu, ao menos até aquele momento...

Uma vez mais, neste pequeno passeio no bairro paulistano do Brooklin, fiz de minha curiosidade a maior ''arma''.
Isto porque não conheço ninguém que resida naquela região. E não conheço tampouco algo que, além do impulso pela novidade, me levasse até ali naquele dia chuvoso...
Não tinha mapas ou planos. Nada além de uma câmera fotográfica.
Visto ''a posteriori'', este programa acabou ''rendendo'' muito mais do que eu esperava: primeiro pelas belas ruas arborizadas, que distinguem o bairro de boa parte da cidade de São Paulo. E depois por algumas surpresas que mostraremos adiante...
Se valeu? Valeu...Você verá porquê...Aguarde...
Alcnol.

Passeio no Brooklin...

O bairro paulistano do Brooklin, como veremos nesta sequência de posts, é muito mais do que o ajuntamento de ruas com nomes estrangeiros(  Avenida Portugal, Rua Flórida, Rua Nova Iorque, etc.).
Estamos acostumados a percorrer a Avenida Santo Amaro quase que inteira com destino a outros lugares. Desta vez, descemos na parada de ônibus logo após a Avenida Roberto Marinho. Cruzamos a Santo Amaro, e chegamos ao Brooklin- logo ali, nos arredores de ''Nova Iorque''...
No Brooklin, como se pode ver, ''Indiana'' e ''Nova Iorque'' estão muito mais próximas do que se imagina...
E, como se mostrará nesta sequência de posts, o bairro é muito mais do que um simples ''ajuntamento de concreto''- como se  constata em determinadas regiões da cidade...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Marina e Erenice juntas? Coisas da revista ''Carta Capital''...

Tudo bem que Erenice não foi condenada, ainda. É uma simples suspeita, investigada. Mas a ideia da revista ''chapa-branca'' Carta Capital, em sua edição especial sobre as eleições de domingo, de colocar Marina Silva e Erenice Guerra juntas na chamada de capa foi de uma infelicidade impressionante...
Como eleitor de Marina, fico até indignado.
A impressão é a de que, mesmo a título de ilustração de uma reportagem que explica porque teremos segundo turno, a publicação governista deseja( nas entrelinhas)  ''queimar'' a figura da Senadora do PV- a grande vencedora destas eleições...
Alcnol.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O significado do voto em Marina Silva...

Já tratamos neste blog, anteriormente, de nosso desconforto diante de toda a manipulação ''emocional'' promovida em especial pela televisão.
Nossa relação diante de um meio como o jornal, de que podemos discordar ou não, é bastante diferente da que temos com um meio que apela a todo momento para os nossos sentimentos.
Com pouco tempo para contar uma estória, os telejornais e comerciais vivem de clichês: imagens de criancinhas, ruas vazias nos anúncios de automóveis, até ovelhas e lontras já utilizaram para fugir da ''pasmaceira'' geral que atinge nossa sociedade.
Os noticiários de TV também são repletos de estórias ''construtivas'', geralmente de cunho também emocional, que buscam vencer as defesas de seus espectadores...
Notem que o estilo dos ''vendedores de sabonete'' não se altera na época de campanhas eleitorais. E contribui, significativamente, para a apatia generalizada com que deparamos de Norte a Sul.
Peguem o programa da candidata oficial: em ritmo frenético, Dilma corre o país anunciando obras futuras( mesmo sem ter concluído ainda boa parte do PAC-1). Em São Paulo, governado pelo PSDB, o mesmo estilo é adotado pelos tucanos: é Alckmin quem mostra, em segundos, as obras de seu Governo e as de José Serra.
Em seus  discursos, só utilizam a primeira pessoa: ''eu fiz'', ''só eu posso fazer''...
O oposto do ''nós'', que caracteriza a verdadeira cidadania...
Tão iguais os programas, só poderiam gerar mesmo confusão entre os eleitores...
Até surgir Marina Silva. A Senadora despertou, ao menos em mim, aquele ''frisson'' que eu tive em diversos processos eleitorais- ao menos até a eleição de Lula, em 2002. Sabe aquela coisa de ficar aguardando com ansiedade a hora do voto, com a convicção de estar fazendo a coisa certa?
Pelo visto, outros 20 milhões de brasileiros tiveram a mesma sensação...
A moderação com que Marina Silva soube intervir no debate para discutir propostas, criticando o caráter plebiscitário que queriam dar a estas eleições, bem como o forte conteúdo ético de sua trajetória, tudo isto fez com que saudássemos com alegria o retorno do componente ''novo'' nos processos eleitorais. Afinal, desde a decepção com Fernando Collor o ''novo'', a ''mudança'' ,estava praticamente abolido das eleições.
Não se diga que Lula representava alguma novidade em 2002, depois de participar de 3 eleições presidenciais anteriores...Ele simplesmente modificou seu discurso, e fez alianças inéditas até então, com o objetivo de chegar ao Planalto...
Este dia 3 de outubro, confesso, voltei a me arrepiar votando em Marina Silva.
O frescor que ela trouxe a este morno- para dizer o mínimo- processo eleitoral é algo marcante.
Chegado o Segundo Turno, escolheremos um ou outro candidato- pelas mais diversas razões.
Mas a incrível ''Onda Verde'', de caráter quase ''viral''- como estas ondas que sacodem frequentemente a Internet- parece ter vindo definitivamente para ficar. Nos últimos dias de campanha, parecia que ''todo mundo''- ao menos nos grandes centros urbanos- estava aderindo à candidata do PV. Derrubamos todas  as pesquisas de intenção de votos, salvo a honrosa exceção do Datafolha...
Marina mostrou, inclusive a ''marqueteiros'' e profissionais da pesquisa, que hoje- como ontem, e como sempre- o que deve marcar o processo eleitoral é a discussão de ideias. E, por que não?, uma pitadinha de emoção- mas verdadeira, não manipulada...
Alcnol.
PS: Por muito pouco Marina não vira o nosso Obama...

A vitória política de Marina Silva...

O projeto político do PT, ao bombardear candidaturas alternativas como a de Ciro Gomes, era fazer destas eleições um plebiscito- obtendo uma vitória consagradora para sua candidata Dilma Rousseff.
Serra- ''paulista demais'', pouco carismático- era o nome ideal para perder, ainda mais diante do desgaste de sua escolha em detrimento do Governador Aécio Neves( sem primárias).
No meio do caminho apareceu a candidatura da Ex-Ministra e Senadora Marina Silva. À frente de uma legenda fraca, sem muitos ''quadros'' políticos, e sem coligações( com um tempo de TV de pouco mais de um minuto), parecia fadada a se tornar mais uma candidata ''nanica''( pouco votada)...
Em uma campanha política marcada pela despolitização e pela onipresença dos Institutos de Pesquisa, Marina chegou a setembro estagnada na faixa de 9%/10% das intenções de voto.
Mesmo assim Marina Silva não esmoreceu...
Continuou sua pregação moderada- reconhecendo os avanços dos Governos Fernando Henrique e Lula, defendendo a discussão de propostas no lugar de uma polarização cega, colocando na arena política temas tradicionalmente relegados a segundo plano pelos políticos tradicionais( o desenvolvimento Sustentável, a proteção do Meio Ambiente- temas do Século XXI).
Diante do ''plebiscito'' que se desenhava entre os candidatos que estavam à frente nas pesquisas, Marina Silva mais parecia uma ''professorinha'' tentanto apartar uma briga entre alunos em plena sala de aula...Confesso que esta postura me incomodou a princípio, em função da origem da Senadora( ex-PT). Parecia que ela não havia assumido seu lado oposicionista. 
Neste momento, começaram a ''pipocar'' as várias denúncias: violação do sigilo fiscal dos tucanos e, por fim, o ''caso Erenice''.
Discutia-se se  era ou não uma ''armação da imprensa'' para favorecer o PSDB( cheguei a ouvir uma asneira semelhante em uma banca de jornal daqui de São Paulo...).
Nesta hora Marina não pestanejou: exigiu uma ampla investigação sobre estes assuntos. Fortaleceu-se politicamente.
Contra a eleição de ''cartas marcadas'', começava a se esboçar uma nova alternativa.
Muitos decidiram votar em Marina, para romper o ''cercadinho'' em que os dois maiores partidos nos colocaram nestes últimos 16 anos pós-Plano Real. Queriam mudanças, mas sem colocar em risco as conquistas- econômicas e sociais- obtidas neste período.
Naquele momento Marina  Silva parecia a muitos, inclusive a mim, uma espécie de ''voto de protesto'': a vitória de Dilma era apregoada como ''certa'' por quase todos os Institutos de Pesquisa, e Serra fora abandonado pela maioria de seus  apoiadores...
Com os debates, a candidatura do PV acabou assumindo uma espécie de ''efeito viral''. Na lista dos 10 ''trending topics'' do Twitter, ouvia-se agora inúmeras pessoas( famosas ou não)declarando voto em Marina...
Falamos no post anterior sobre a dificuldade de escolher candidatos do Partido de Marina Silva( o PV), uma agremiação com poucos ''quadros políticos''( apoiadores de renome). Tudo isto só ressalta a importância destes quase 20 milhões de votos da candidata: que vão de tradicionais ecologistas a membros de denominações evangélicas, sem contar os que- indignados diante dos escândalos- queriam dar uma ''lição'' no Governo do PT...
Que se reconheça o papel involuntário do Presidente Lula neste processo: depois de um operário, muitos brasileiros agora reconheciam ser possível a eleição de uma mulher negra para a Presidência do Brasil...
Por outro lado, o Partido que está no Governo começa a sofrer o processo de desgaste que varreu outras legendas: inicialmente fortes nos grandes centros, elas vão progressivamente se tornando os partidos dos ''grotões'' e das regiões em que há o domínio de uma só força política( como o Nordeste). Desgastado, o PT deixou há muito de ser a ''novidade''...Ao contrário: parece ser a continuidade do ''antigo'', das conhecidas práticas de corrupção e cooptação de outros partidos políticos...
Seja qual for o resultado final destas eleições, Marina Silva e sua candidatura mostraram que se esboça no país uma ''Terceira Via'' entre PT e PSDB- que governaram o Brasil nestes últimos 16 anos.
O crescimento meteórico de Marina, já analisado antes por aqui, deu aos brasileiros um inesperado Segundo Turno: a chance de analisar melhor as propostas dos dois candidatos mais votados e, principalmente, as consequências da eleição de cada um deles...
Sobre isto nós nos manifestaremos mais à frente...
Alcnol.

Dificultades na votação...

Podemos ter uma ideia da importância política de uma votação nacional em torno de 20% para a Senadora Marina Silva diante dos números obtidos por seu próprio partido( o PV)- bem menores.
Não tive nenhuma dificuldade para escolher candidatos a Governador( Fábio Feldmann- 43)e Senador( Ricardo Young- 430- e Aloysio Nunes- 451). Até mesmo ontem ouvi pessoas dizendo que iam votar 43 ''de cabo a rabo'', ao que eu alertava que para o Senado não era possível votar na legenda- situação em que os votos seriam anulados...
A maior dificuldade de votar no Partido Verde, aqui em São Paulo, era a ausência quase absoluta de ''quadros''( nomes  conhecidos, ''grifes'' políticas). Apesar do grande número de candidatos, vários não resistiam a uma pesquisa mais aprofundada...Muitos sequer tinham uma biografia mínima a oferecer- divulgando apenas seus nomes e a relação de bens publicada na Justiça Eleitoral...
O resultado é que, mesmo na véspera da eleição, eu pesquisava ainda freneticamente em busca dos melhores candidatos...
A heterogênea base de apoio de Marina também não ajudou muito: uma original combinação de ex-esquerdistas, evangélicos e ecologistas em que havia ''um pouco de tudo''...
Mesmo assim, acabei escolhendo em primeiro lugar um nome a Federal( um ''quadro'', ex-deputado federal pelo PT, Luciano Zica).
Restava escolher um deputado estadual. Votar na legenda eu descartei, com medo de ajudar a eleger algum ''Tiririca'' infiltrado no PV...E haja pesquisa no Google, até depois da meia-noite de sábado...
Até preparei uma justificativa para votar em algum partido de esquerda, como PSOL ou PSTU: a esquerda, como o PT de antigamente, é melhor nos Parlamentos do que nos Executivos, governando...Isto porque os parlamentares de esquerda são mais combativos, contestadores, fazem uma forte oposição( características que, logicamente, não mais se aplicam ao Partido dos Trabalhadores, no Governo Federal...).
Porém, depois de muito tempo, achei um candidato ''verde'' com um mínimo de biografia suficiente para receber o meu voto...
Observe-se que os candidatos escolhidos para cargos majoritários- Governador e Senador- não mereceram tantos cuidados. Fábio Feldmann é um conhecido político, ligado ao Meio Ambiente. Ricardo Young, apesar de semi-desconhecido, mereceu o nosso apoio devido a suas propostas- que incluiam até o ''exótico'' direito dos animais...
A grande vitória política dos verdes neste pleito foi, com Ricardo Young, ter conseguido superar a votação de Romeu Tuma- político mais do que conhecido...Young teve mais ou menos 11%( tinha 4% nas pesquisas)e Tuma ficou com cerca de 10%...
Qual a razão de discorrer tão longamente sobre meus votos?
Para ressaltar a diferença entre estes números e os obtidos pela candidata Marina Silva.
Por que Marina cresceu tanto às vésperas do dia 3 de outubro?
É o que analisaremos nos próximos posts...
Alcnol.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O que é que a Parrilla tem? Final...

Vocês acreditam que, passando pela rua inicialmente, eu não liguei este ''Corrientes 348'' ao nome do restaurante ''348 Parrilla Porteña''?
Talvez minha mente tenha ficado literal em excesso depois de alguns anos vivendo em São Paulo...
E a ideia de fazer pequenos passeios pelos arredores, enquanto esperava ser chamado, acabou se revelando temerária: quando saí a chamada estava em 127. Ao voltar já estava em 149, passando por meu número( 146)...É, eu perdera o lugar...
A solução oferecida pela atendente era esperar novamente, ou ficar em uma das mesas da entrada. Sem cobertura no teto...Ou seja, se chovesse...
Mesmo assim, já faminto, decidi arriscar...
De entrada, esta bela linguiça da foto de baixo...
Nem bem acabei, e já estava servido desta picanha de cordeiro da foto 2...
Aí percebi que toda a espera havia valido a pena...
Se não tenho lá uma longa vivência internacional, ao menos conheço já nossos vizinhos Uruguai e Argentina- países notórios por seus cortes de carne...
E esta- do ''348 Parrilla Porteña''- não perdia em nada para as melhores carnes que já comi em toda a minha vida...
Entendi neste momento o porquê de todo este alvoroço para almoçar em um estabelecimento situado em uma área repleta de bons concorrentes...
O ''melhor de São Paulo'' em qualquer categoria- em uma metrópole célebre pela concorrência feroz em todos os ramos, especialmente na gastronomia- é sinal garantido de excelência. 
A capital brasileira mais ''aberta para o mundo''- graças a sua mistura incomum de raças e povos de todos os países- revelou-se mais uma vez capaz de superar pratos que inicialmente apenas mimetizara/copiara: as pizzas italianas, refeições turcas ou árabes, e- por que não?- também parrillas uruguaias e argentinas...
Alcnol.

Em busca da melhor parrilla...

Não pensem que quero enrolá-los.  Porém, mesmo chegando antes de duas da tarde, deparei com uma fila de espera de mais ou menos uma hora...
Sinal de que a coisa é boa, pensei.
Com todo este tempo, e todas as mesas do bar e da entrada ocupadas também, o jeito foi esperar de pé...
Enquanto isto, aproveitando o longo tempo que teria à frente, resolvi conhecer melhor os arredores...
As duas ruazinhas acima, uma das quais tão estreita que só permite a passagem de um carro de cada vez, foram fruto desta curiosidade...
A sua será satisfeita no próximo post...
Alcnol.
PS: Deu tempo até para conhecer a Rua Clodomiro Amazonas, uns 150 metros abaixo do restaurante...