quinta-feira, 16 de julho de 2009

Viagem ao Rio de Janeiro- IV

Este é o ''Ano da França no Brasil''. Por isto, nada mais natural que busquemos aqui e ali pequenos sinais- nos filmes, vinhos, restaurantes e patisseries oriundas daquela charmosa nação- da fortíssima presença francesa em nosso país. Nestas horas, o Rio vira ''Riô'', e os cariocas se tornam ''carriocas''...Ano passado já registrei aqui- em outra visita à capital fluminense- o surgimento de dois restaurantes no último andar do shopping Fashion Mall. Nada mais natural que, aproveitando a curta estadia, voltar lá para conferir um deles. Escolhemos o ''CT Brasserie'', um típico bistrô francês. O melhor do surgimento destes dois estabelecimentos é que o público pode também, finalmente, voltar a desfrutar da belíssima vista para as montanhas que circundam o Shopping( um ''plus'' que só o Rio possui...). Tal como na época do extinto restaurante ''Guimas''. Aqui um parêntese: quando se fala em shopping, normalmente o que vem à cabeça são corredores lotados e o cheiro fortíssimo de ''fast food'' que estes lugares emanam...Nos últimos tempos, sinais expressivos de mudanças nesta área ocorreram. Porto Alegre conta com bons restaurantes em shoppings- já mostrei um deles em minha última passagem por lá- o Park Shopping Barigüi, em Curitiba, acaba de criar uma ala especial com restaurantes tradicionais, em São Paulo podemos contar com excelentes opções tanto no Iguatemi( Gero, Armani Café)quanto no Cidade Jardim( Nonno Ruggero e Due Cuochi), e este Fashion Mall( no Rio)apostou nas grifes internacionais e em bons restaurantes como parte de seu projeto de recuperação. Antes de falar na comida do CT, outro parêntese. Quase que ao lado de nossa mesa podíamos ver também uma gigantesca bola com diversos nomes autografados( Camila Pitanga, Giovanna Antonelli, Fernanda Paes Leme, Betty Goffman, Renata Ceribelli, entre outras...), e várias expressões de entusiasmo pela casa. Bom sinal. Que só fez aumentar quando vieram os pratos escolhidos( frango caipira orgânico e bife de chorizo com farofa de ovos). A carne estava maravilhosa, concorrendo em pé de igualdade com os bifes argentinos( melhor elogio não poderia haver...). O ''fecho de ouro''( por isto é que os franceses investem tanto nas sobremesas)veio em forma de ovos nevados com amêndoas caramelizadas. Para chegar ao ''paraíso'' completo , só faltou mesmo a presença de uma das atrizes mencionadas acima...Ah, sim. Não falamos do ambiente do ''CT''. Fugindo um pouco do ''escurinho'' tradicional dos restaurantes franceses- muitos inteiramente fechados e iluminados apenas com luz artificial- a casa é arejada, contando com uma bela varanda que dá para o shopping. Passamos ''batido'' pela mesma, pois nossa principal meta- ao contrário dos habitantes da cidade, que até conseguem se sentar de costas para toda esta vista- era almoçar de frente para a ''naturreza'', digo, natureza espetacular da Cidade Marra, digo, Maravilhosa...Mais detalhes sobre o chef eu darei no post sobre a segunda atração gastronômica do dia, também francesa...Alcnol.

Viagem ao Rio-III

Encerramos neste post o nosso pequeno passeio pelo que poderia ser qualificado como o ''lado B'' dos badalados bairros de Ipanema e do Leblon: pequenas ruas onde as fronteiras entre presente e passado parecem querer dissolver-se...É, mesmo o Rio de Janeiro continua a possuir estes pequenos ''oásis'' onde, nestas horas, mergulhamos para ,logo a seguir, podermos voltar à tona, à chamada ''realidade''. O Rio já foi chamado de ''cidade partida'' pelo jornalista Zuenir Ventura em um de seus livros, e realmente não haveria um termo mais apropriado. Enquanto estávamos fotografando estas ruas, parte significativa da mesma cidade- a Zona Norte- se preparava para logo mais, à noite, entrar em ''toque de recolher''( ou seja, todos os moradores procuram voltar logo para casa, ao cair da tarde, antes que bandos de criminosos tomem as principais vias públicas...). Mas deixemos as análises para os jornais. Nosso propósito é meramente turístico, de entretenimento. Neste instante, voltamos ao final do Leblon- junto aos canais que separam o ''Baixo Leblon'' do ''Alto Leblon'' ou o Leblon da Gávea. Os prédios antigos e baixos que mostramos aqui estão a poucos passos da ''badalada'' rua Dias Ferreira, a mesma que mostramos neste blog o ano passado...Repleta de livrarias, bons restaurantes e lojas ''transadas'' em pequenos edifícios e galerias. Isto também é ''a cara do Rio'', sem querer desmerecer aqueles que tem a sua atenção voltada para o outro lado( o das mazelas)...Sobre isto, um pequeno conselho: temos de tomar cuidado com aquilo a que damos importância, pois o nosso foco age como uma pequena ''lente de aumento''- redimensionando, para mais, aquilo que é objeto dos nossos olhares. Depois, me diga se estas senhoras passeando com um carrinho de bebê também não parecem ''reais''? No próximo post, almoço em São Conrado...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Viagem ao Rio de Janeiro- II

Transposta a invisível ''fronteira'' entre os bairros de Ipanema e Leblon, é neste último que decidimos continuar ''fuçando''( vasculhando) as ruas mais calmas da sua parte de dentro- distante do mar. Em locais como este- como vocês verão na paisagem retratada- o Rio de Janeiro ainda possui, em especial durante o dia, a aparência de uma pequena vila do interior...Mesmo com todo o noticiário sobre violência( na última sexta-feira um heróico policial do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar- o BOPE, mostrado no filme ''Tropa de Elite- foi morto ao dar combate a bandidos que estavam realizando um assalto no bairro carioca da Tijuca), ainda é possível abstrair um pouquinho de toda esta cruel ''realidade'' mostrada nos meios de comunicação para descobrir um pouco mais da verdadeira paisagem carioca: daquilo que foi, é e continuará sendo o nosso principal móvel nestas pequenas iniciativas com o intuito de conhecê-la. Em meio aos horrores do dia-a-dia o Rio ainda (sobre)vive também em pequenos ''oásis'' como um entardecer à beira-mar com o pôr-do-sol que é aplaudido pelos presentes, nos prédios antigos de Ipanema e do Leblon, em uma caminhada à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, em um delicioso suco de ''fruta do conde''( pinha)tomado em uma casa de sucos, nas horas que passamos sem sentir em uma das várias livrarias da região( Renovar, Letras e Expressões, Argumento, Travessa da Visconde de Pirajá e do Shopping Leblon), nos cafés da manhã tomados nas mesinhas espalhadas na calçada em um de seus vários Cafés, no comércio de rua e nas várias Galerias por que passamos neste pequeno ''tour'' por um dos dois bairros. A cultura desta região ainda é, predominantemente, uma cultura de rua: e é isto que a torna um pequeno espaço com ares europeus( em especial franceses, parisienses)em plena Cidade Maravilhosa...Alcnol. PS: Em uma das fotos até consegui captar um edifício alto e vistoso com um jardim externo( raridade na capital paulista)e sem muros visíveis. Detalhe: aqui já estamos mostrando exclusivamente o Leblon...Nos próximos posts fotos do canal que separa o Leblon da Gávea e, enfim, a primeira experiência gastronômica( local: Shopping Fashion Mall...).

Viagem ao Rio de Janeiro- I

Enfim revelado o destino da viagem do último fim-de-semana: Rio de Janeiro. Como sempre, seja qual for o número de dias que passemos na Cidade Maravilhosa, a sensação é de ''quero mais''...Tal como a capital paulista, o Rio é simplesmente inesgotável. Nossos passeios refletem muito mais os nossos próprios gostos e curiosidades do que uma ''lógica/coerência'' típica dos pacotes turísticos...Mesmo com pouco tempo- apenas dois dias ao todo- foi possível conhecer lugares( e restaurantes)novos, que mostraremos deste post em diante. Vista em retrospectiva, do ponto de vista gastronômico sobretudo, esta curta viagem poderia ter como tema o ''Ano da França no Brasil''...Mas não vamos revelar de pronto as surpresas na área culinária...Antes, um pequeno passeio por esta região que não deixa de ser um pequeno ''enclave francês'' na capital fluminense( com todos os seus bistrôs, varandas, edifícios baixos e uma intensa vida cultural e de rua): estamos falando de Ipanema e do Leblon...É ali que, logo após desembarcar de um vôo que saiu de Campinas e me instalar em um confortável hotel no qual não me hospedava há um bom tempo, decidi dar os primeiros passos. Começando por uma região ainda meio que inexplorada por mim: a parte interna- mais próxima à Lagoa Rodrigo de Freitas- dos dois bairros...Com vocês um pouco da mais bela cidade de todo o mundo( a opinião não é só minha: milhões de turistas internacionais já comprovaram isto...): São Sebastião do Rio de Janeiro... Alcnol.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Edifício ''quase invisível'' na Alameda Lorena...

Nosso próximo post mostrará um local conhecido. Exatamente para contrabalançar, decidi mostrar neste um local pouco conhecido na região da Alameda Lorena, quase esquina com a Avenida 9 de Julho. Área em que já estive de passagem inúmeras vezes. Só que, nesta especificamente, enfim reparei em um edifício de apartamentos que- claro- está lá há bastante tempo( mas permanecia ''invisível'' aos nossos olhares). Por que será? Quem é que pode afirmar, com autoridade, que ''conhece'' determinadas regiões da cidade, mesmo que sejam familiares aos nossos próprios olhares? O que é ''conhecer'' algo? Até que ponto ''conhecemos'' as pessoas ao nosso redor, nosso país, o mundo, nossa casa, etc? Esta foi uma boa ''lição'' para a minha própria ''presunção'' de pensar que conheço alguma coisa. De repente, olhando melhor, eis que surgiu algo novo...Alcnol. PS: Poderia alegar, em minha defesa, que o prédio está parcialmente coberto por uma árvore na frente...

Saindo do Estación Sur, restaurante argentino, arredores e Alameda Lorena...

Esqueci de informar no post anterior que o restaurante ''Estación Sur'' está localizado na Alameda Joaquim Eugênio de Lima quase na esquina com a Alameda Lorena. Saindo de lá, ''flagramos'' um sofisticado edifício da região- e a esquina da Lorena com a Rua Pamplona...

Churrasco argentino melhor que em Buenos Aires...

Estive na capital argentina por volta de 2004. Apenas 3 dias de viagem, tudo muito corrido. Na ânsia de experimentar o famoso churrasco argentino, estive em dois lugares- um deles em Puerto Madero, o bairro à beira do Rio da Prata- especializados. Resultado: decepção. Embora muito macia e suculenta, o churrasco ''á moda argentina'' não tinha o mesmo gosto do nosso churrasco- e não estou sendo ''patriota''( ninguém mais do que eu aprecia a cultura portenha...). Melhor dizer que não tinha sabor, era insosso. Por isto, embora tenha ficado entusiasmadíssimo a ponto de ''infernizar'' a vida de meus amigos e familiares por mais de um ano com os comentários insistentes sobre a cidade de Buenos Aires, voltei para o Brasil com esta pequena decepção na bagagem...São Paulo, a cidade onde vivo há pouco mais de 2 anos, já viveu a sua ''febre'' de restaurantes argentinos. Em uma determinada época parecia até que surgia um a cada semana, todos prometendo a ''carne ideal''. Depois, com o tempo, o setor se estabilizou. Os melhores se firmaram, alguns mudaram de ramo ou fecharam seus estabelecimentos. Bom, aqui entro propriamente no assunto deste post. Passando pela Alameda Joaquim Eugênio de Lima- Jardins- na hora do almoço nesta última terça-feira, tive a minha atenção voltada para uma placa de restaurante que informava as cidades em que ele está presente: ''São Paulo- Buenos Aires''. Decidi entrar. O lugar é dotado de um belo jardim, com árvores e um toldo que permite a visão do céu lá fora. Mais ao fundo, em um ambiente pintado de vermelho, uma espécie de salão especial para eventos- próprio para a noite. O restaurante oferece um ''menu executivo'' por módicos 29 reais( entrada, prato principal e sobremesa). Mesmo assim, como estava entrando em contato com a casa pela primeira vez, decidi ousar: perguntei para o garçom qual era a ''melhor carne do restaurante, seu carro-chefe''. ''Bife ancho'', ele respondeu. Parte do cardápio, custa um pouco mais que as opções de pratos executivos. E foi o que pedi de imediato. Como é possível constatar pelas fotos, uma posta substancial de cerca de 300 g de carne( aposto até que isto é mais do que comemos em muitas das churrascarias rodízio, que costumam encher-nos com inúmeras outras opções: pães, massas, peixes, salada, etc...). No ponto ideal, salivo só de lembrar...Acompanhada unicamente, por minha opção, de uma farofa com ovos. Como as carnes são procedentes da Argentina, país de origem deste ''Estación Sur'' , posso afirmar com certeza absoluta que enfim comi um churrasco argentino de primeira, melhor- como expliquei no início deste post- do que os das duas tentativas frustradas em Buenos Aires...Dois detalhes: 1- o salão especial ao fundo estava repleto de chineses em uma das mesas, com aquele ar de encantamento e surpresa que eles fazem quando estão diante de coisas novas( os chineses, por sinal, são frequentadores assíduos das nossas churrascarias: em quase todas é possível esbarrar com um deles...); 2- outro destaque vai para as belíssimas músicas argentinas ao fundo, que realmente são capazes de nos dar verdadeiramente a impressão de que ''estamos na Argentina'', mesmo sem sair da cidade de São Paulo...Alcnol.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Jardineiras fazem percurso turístico pelos principais pontos do bairro do Ipiranga...

Antes que você pergunte o que são ''jardineiras'', dê uma olhada atenta às fotos...Elas são veículos da década de 30 do século passado...Em uma boa iniciativa, foram recuperadas e estão em ação em frente ao Aquário de São Paulo( Rua Huet Bacelar,407- Ipiranga). Por módicos cinco reais por passageiro...Nosso destino: um passeio pelo bairro do Ipiranga, e suas principais atrações...PS: Vocês precisam ver a cara de espanto de pedestres, motoristas e passageiros de ônibus quando deparavam com a ''jardineira'', esta em ritmo- claro- bem mais modesto...