terça-feira, 22 de maio de 2012

Passado o susto inicial, prosseguimos em busca da ''verdadeira'' Feira do Livro...

Caso eu houvesse visto um mapa da Feira do Livro, teria percebido que há vários pavilhões. Cada um com uma cor diferente: vermelho, amarelo, verde, etc.
E isto teria reduzido um pouco o susto inicial, ao passar por um pavilhão que tinha tudo menos...livros...
Naturalmente, eles colocaram o melhor no final- bem longe da entrada...
Mas eu enfrentei um voo de quase 3 horas para chegar ali, e não iria desistir por pouca coisa...
Há uma tese interessante para usar quando estamos ''perdidos''( ou quase, como no exemplo acima): ''siga o fluxo''. Haveria algo similar em inglês? ''Follow the flow''?
Isto significa que, ao buscarmos o lugar que estamos procurando( quando se trata de um restaurante, para dar um exemplo), devemos experimentar seguir uma multidão para ver no que isto vai dar...
Os adeptos desta estranha tese advogam que dificilmente um bom restaurante estará vazio...
''A multidão sabe o que está fazendo'', eles completam. ''As boas coisas se divulgam pelo boca-a-boca...''
Claro que há coisas de péssima qualidade que são populares, inclusive na área gastronômica, mas esta discussão interminável daria material para vários posts...
Aqui havia dois ''fluxos'': um saindo das dependências da Feira do Livro- formado pelas pessoas que já viram o que estamos buscando- e outro entrando na Feira.
Se ainda não encontramos o que buscávamos, basta seguir este último fluxo para ver o que vai acontecer...
O que temos a perder?
Nada...
Espero que você também não desista diante desta introdução interminável, pois já adianto que encontraremos enfim o que estávamos buscando ao final deste trajeto que parecia ''interminável'' pelas  dependências da Sociedade Rural Argentina, em Buenos Aires...
A seguir, a ''verdadeira'' Feira do Livro de Buenos Aires...
Alcnol.

sábado, 19 de maio de 2012

Enfim, a Feira do Livro de Buenos Aires...

Chegamos à entrada da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires( localizada na Sociedade Rural, proximidades do Jardim Botânico de Buenos Aires) sem saber o que esperar.
O pavilhão de entrada, então, foi de assustar: apenas algumas tendas representando diversas cidades e províncias. E POUQUÍSSIMOS LIVROS...
Seria este, então, o quadro da leitura em uma cidade que, por si só, possui mais livrarias que o Brasil inteiro?
Estariam os argentinos necessitados de ''injeções'' como as que sofreram as nossas Bienais do Livro- mais repletas de ruidosos colegiais felizes por estarem de ''folga'' de suas aulas do que por verdadeiros leitores?

 As respostas para estas, e outras, perguntas nós teremos no decorrer desta série de posts sobre a Feira do Livro de Buenos Aires.
Claro que não deixaremos de passear por esta belíssima cidade enquanto isto...
Alcnol.

Breve paseo por la Avenida 9 de Julio, en Buenos Aires...

Que sacrilégio: até o célebre Obelisco da Avenida 9 de Julho está parcialmente coberto pela propaganda de uma empresa da Internet...
Não se respeita mais sequer os símbolos nacionais...
Qual será o próximo passo? Uma propaganda na Casa Rosada? De algum creme de beleza ou shampoo?
Se há um ''reparo'' que pode ser feito a este Restaurante ''Tomo I''( Hotel Panamericano, na Avenida 9 de Julio- Buenos Aires)- e acho que este será o único que faremos no decorrer deste post- é o fato de não ter a tão esperada vista para a famosa Avenida...
Tudo porque, para estes turistas brasileiros, uma bela vista sobre a Avenida 9 de Julio não faria nada mal...
Mas, como vocês podem comprovar na foto acima, o Restaurante ''Tomo I'' é do tipo fechado e meio escuro. As cortinas estava baixadas, e a varanda externa meio desativada...
Nada que, conforme íamos provando o ''couvert'' e as entradas, não pudesse ser largamente compensado pela excelente cozinha da casa. O ''carro-chefe'' que já fez este estabelecimento ser apontado como o ''melhor restaurante de Buenos Aires''.
A julgar pelas excelentes carnes que comemos neste almoço ali( de ''cerdo''- porco, e de ''cordero''), a qualificação foi mais do que justa...
Claro que a busca pelo ''melhor''- ou, para fazer justiça a uma cidade que prima pela qualidade de sua culinária, pelos ''melhores''- não acaba ali. Caso contrário, repetiríamos todos os dias o(s)mesmo(s)lugar(es)...
Na alimentação uma coisa é certa: mais do que a chegada, o que vale é o caminho...
Alcnol.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Arredores da Biblioteca Nacional, na Recoleta( Buenos Aires)...

Algumas amostras do belíssimo bairro da Recoleta.
A seguir: almoço e, enfim, Feira do Livro de Buenos Aires( o motivo de nossa viagem...).

Biblioteca Nacional da Argentina: ''agora vai''...

Uma das grandes frustrações de minha viagem anterior a Buenos Aires foi ter ''perdido'' a única foto que tirei da Biblioteca Nacional Argentina.
Com este formato pouco usual, ela desperta de imediato a atenção dos turistas que circulam pelos seus arredores...
Por isto, desta vez decidi tirar não uma. Mas sim VÁRIAS fotos da Biblioteca, de vários ângulos, para não correr o menor risco de ''perdê-las'' quando voltasse ao Brasil...
Neste post você confere o resultado...
Claro que há um pequeno ''pega'' aqui: uma das fotos retrata apenas um antigo prédio nos arredores...
Alcnol.

Cruzando a ''rua''...


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Onde ir agora? Que tal começar pelos arredores?

Atravessamos a Avenida del Libertador, nas proximidades da ''Floralis'', e deparamos com este cenário: uma imensa área arborizada, pela qual faremos agora um breve passeio.
Repare que as ciclovias- ao contrário de algumas cidades brasileiras, que apenas ''pintam'' uma estreita faixa ao lado das pistas para automóveis- estão separadas fisicamente da Avenida. Compartilham uma ampla calçada com os pedestres...Metade para cada um, e é mais do que suficiente...
Mas a área em frente à  ''Floralis Generica'' é também conhecida por outra característica: abriga algumas esculturas bem interessantes...
Queria revelar a ''surpresa'' agora, mas a desconexão entre a publicação do texto e das imagens fez com você já tenha visto o ''cidadão'' aí de cima uns dois ou três parágrafos antes...
Uma característica do que chamarei de ''Capitais do Sul''- Curitiba, Porto Alegre, Montevidéu, Buenos Aires- ou ''Capitais do Frio''( podemos incluir aqui também a capital do Chile, Santiago)é a existência destes amplos parques abertos, sem muros.
Ainda que se questione cada vez mais o risco que isto representa à noite, como área de concentração de drogados e assaltantes- o que já levou a diversas restrições em Porto Alegre e na própria Buenos Aires- de dia é delicioso ''mergulhar'' por suas amplas veredas.
Um verdadeiro ''convite'' para ciclistas ou ''flaneurs'' como eu...
O ''risco'', aqui, é não querer parar mais...
Só quando as solas dos pés começarem a dar sinais de ''alarme''...
A capital argentina, depois de umas duas ou três visitas, não tem mais mistérios do ponto de vista de sua extensão: trata-se de uma longa área ao redor do Rio da Prata. De um lado, temos a Boca. Depois, Puerto Madero e Retiro. Estamos passeando pelos arredores da Recoleta. Após o que, passamos por Palermo e a região em torno do Aeroparque( Aeroporto urbano de Buenos Aires, que lembra o paulistano ''Congonhas''), até chegarmos a Nuñez( o bairro do River Plate).
O que pode ''complicar'' nesta cidade de retas e amplas Avenidas é quando vamos um pouco para ''dentro''...
Adianto que até faremos isto no decorrer desta viagem, mas usando o ''subte''( metrô)...
Por enquanto, nos satisfazemos com esta caminhada ao ar livre, com muito verde e algumas esculturas.
Já ''enjoaram''?
Encerremos este post por aqui, então...
O passeio, porém, continuará no próximo blog...
Alcnol.