sábado, 20 de novembro de 2010

A caminho da Feira do Livro de Santiago: Parque Forestal e Museu de Belas Artes...

A maior vantagem de se fazer certos percursos a pé é a descoberta de lugares interessantes como estes...

Mal comportamento no trãnsito: em Santiago também tem...

É possível ver alguns veículos parados sobre a faixa de pedestres no final da tarde. Assim como automóveis impedindo a passagem de outros em cruzamentos( vide foto). A ''praga'' da má direção parece ter se disseminado mundialmente...
Por outro lado, o comportamento de boa parte dos motoristas em relação a pedestres é bem distinto do de São Paulo. Lá eles dão preferência aos pedestres( ''peatons'')nos cruzamentos...Não saem ''a toda'' mal abre o sinal, como em certas cidades brasileiras...
A condução de veículos motorizados é, sem sombra de dúvida, um bom reflexo de uma sociedade. Neste quesito, a nossa perde ''de goleada'' para a do Chile...
Alcnol.

O ''lado boêmio'' de Santiago: Rua Lastarria...

( Ordem das  fotos: de baixo para cima...).
O Patagonia Resto/Bar tem um folheto que lista várias das atrações históricas da região. O Museu de Belas Artes é uma delas.
''Perca'' alguns minutos para dar, pelo menos, uma voltinha até o final da Rua Lastarria. Você não vai se arrepender...
Em meio a edifícios tradicionais, pracinhas, feiras-livres, cinemas de rua, é possível sentir ali um pouco da verdadeira alma de Santiago. Daquilo que, felizmente, a dita ''modernidade'' não é capaz de suprimir...
Alcnol.
PS: Iremos, caminhando, até a Feira do Livro. Não perca, nos próximos posts... 
PS2: Nas fotos de cima deste post o ''onipresente'' Cerro Santa Lucia, bem ali pertinho...

Segundo dia em Santiago, e um almoço no ''bairro boêmio''( Rua Jose Vitorino Lastarria)...

Sem querer, esta viagem para  Santiago- do ponto de vista gastronômico- acabou assumindo o formato de uma ''escada'': fomos, ali, do mais ''simples''( Mercado Municipal)ao mais sofisticado( surpresa...).
Neste segundo dia de passeio, o destino foi o restaurante ''Patagonia''- proximidades do metrô Universidad Catolica.
Instalado em uma tranquila ruazinha, pudemos contemplar durante os agradáveis momentos em que estivemos ali executivos/as empurrando suas malas de rodinhas, casais com crianças pequenas, pessoas de idade, ciclistas. Ou seja, uma ''fauna'' humana caracterizada pela diversidade...
Um poeta sentou-se em uma mesa próxima e, enquanto lia alguns trechos de seus livros, tomava bem lentamente um simples café. Depois recebeu alguns companheiros, e o tema certamente deveria ser a Feira Internacional do Livro de Santiago- nosso próximo destino...
Abrindo a nossa refeição, ''pinchas de albóndegas de cordero com salsa( molho)de cabernet( huuummmm!)y romero''( tradução: almôndegas de cordeiro com molho de cabernet).
Infelizmente não foi possível provar um dos ''carros-chefe'' da casa, a famosa parrilla com carnes de cervo, cordeiro, javali, novilho e vegetais grelhados. Também não estava disponível a carne de javali, individual.
Contentamo-nos com um ''cordeiro magallonico'', com polenta e molho de vinho( sic)com frutos do bosque.
O que dizer? 
''Magnifique''...
O ''Patagonia Resto/Bar'' também serve- raridade na cidade- uma água mineral extraída no Sul do Chile, de muita qualidade. Sutil como uma Perrier, para dar um exemplo...O nome é ''Puyehue''...
Encerramos a lauta refeição com sorvetes artesanais de pistache e baunilha. O detalhe é que são servidos com frutas no fundo do copo( identificamos maçã e banana). Frutas, por sinal, não faltam na capital chilena. Detalhes mais adiante...
Preços?
Digamos que não há muita diferença, em termos de preço, entre as refeições que tivemos em Santiago e as que temos corriqueiramente na capital paulista.
O Chile não é um país para ''pechinchas''. Ao contrário da Argentina, onde a desvalorização da moeda local em relação à nossa acabou resultando em ótimos preços para brasileiros, os preços do Chile estão rigorosamente iguais aos nossos( na parte gastronômica, diga-se).
Há opções baratas, como aqui. E os melhores restaurantes oferecem  ''pratos executivos'' durante a semana na hora do almoço, exatamente como em qualquer parte do Brasil.
Optamos porém, já que só podíamos passar uma vez nos lugares citados durante nossa permanência em Santiago, por pratos que fazem parte do cardápio normal de cada casa. Sai mais caro, contudo nos dá uma noção mais precisa do que o estabelecimento pode fazer de melhor...
Assim como quase todo mundo, não posso ter ''todas as coisas ao mesmo tempo''. O ideal seria ficar em um hotel 5 estrelas, comendo nos lugares mais caros e fazendo inúmeras compras. Para comer melhor, ao menos no meu caso, é preciso cortar um ''pouquinho" nas acomodações e nas compras...Cada um tem suas prioridades, e uma das minhas é comer bem...Disto não abro mão... 
Alcnol.
PS: No próximo post, passeio pela Rua Lastarria- imediações do ''Patagonia Resto/Bar''. E, em seguida, Feira Internacional do Livro de Santiago( ponto alto desta viagem...). 

De ''Las Condes'' ao centro, rapidamente? Vá de metrô...


Segundo dia em Santiago: bairro de ''Las Condes'' e um ''paseo'' de esculturas...


Nada melhor para escapar de um ''veranico''( com temperaturas de até 30 graus Celsius)como o que estava fazendo naqueles dias em que estivemos na capital do Chile do que ''fugir'' para bairros mais arborizados. ''Las Condes'', que mostramos neste post, é um deles.
Abriga o centro financeiro de Santiago também, que mostraremos mais à frente...
Tal como em Montevidéu, que visitamos em agosto deste ano, os edifícios de classe média não estão cercados. Não há guaritas, seguranças, muros. Ao contrário: os apartamentos de primeiro andar de alguns destes edifícios chilenos meio que se ''projetam'' sobre a calçada, como se não quisessem exatamente esconder-se...As portas são fechadas, com porteiros no interior de suas dependências. Mas  é só. 
''Las Condes'', pelo noticiário local, é um dos bairros mais visados por bandidos. Algumas casas sofreram assaltos durante o período em que estivemos visitando a cidade, e estes fatos receberam grande destaque nos jornais chilenos. No entanto, a criminalidade é praticamente uma novidade por ali. O país é um dos mais seguros da América Latina, e os ''Carabineros''( Polícia Militar do Chile)podem sempre ser vistos percorrendo várias das ruas.
Mostraremos, nos posts seguintes, mais alguns edifícios que ilustram a qualidade de vida de que gozam os moradores daquela cidade. Com áreas comuns entre edifícios, abertas...
As primeiras fotos deste post mostram a Municipalidad( espécie de sub-prefeitura)de ''Las  Condes''. Que, naquele momento, estava promovendo uma espécie de mostra artística( vide corações)com o intuito de incentivar a doação de órgãos.
Atravessando o prédio da Municipalidad de ''Las Condes'', deparamos com um ''paseo de esculturas'' na vizinha Calle( Rua)''La Pastora''. São ao menos 10 esculturas a céu aberto, espalhadas por toda aquela via. Um espetáculo.
Não serão, aliás, as únicas esculturas que mostraremos no transcorrer desta viagem. Santiago é um verdadeiro ''Museu a céu aberto'', com inúmeras manifestações artísticas que refletem o profundo gosto estético do povo chileno...
Deixamos agora ''Sanhattan''- o centro financeiro de Santiago, Chile- com destino a...ao segundo almoço em solo chileno...
Alcnol.

No metrô de Santiago, rumo a um novo destino...


''Deslumbrado''? Eu?

Uma amiga brincou comigo chamando-me de ''caipira'', pois eu só exalto as maravilhas de cada lugar que visito.
Difícil mesmo conter meu ''deslumbramento'' diante das maravilhas de Santiago, talvez a cidade mais bela que eu tenha visto em toda a minha vida...
Minha maior ''tentação'', neste primeiro dia, era fotografar tudo o que se oferecia aos meus olhos no bairro de Providencia, onde me hospedei.
Voltando ao tema do ''deslumbramento'', creio que este marca uma nova fase de minha vida. Como todos,  passei vários anos lutando contra o que me desagradava. Com resultados pouco significativos, assim como ocorre com quase todo mundo...
Este blog marca o início da segunda fase, em que estou mais concentrado em- sem culpa alguma- coisas de que gosto. Conhecer lugares novos em minha cidade ou em outras, viajar, comer bem...Talvez tenha descoberto um pouco tarde que o nosso propósito nesta existência é sermos o mais felizes que possamos, mas creio que ainda há tempo de desfrutar o máximo possível- não é mesmo?
Isto não significa que os problemas tenham sumido de minha vida, ou que eu esteja procurando ''alienar-me'' deles. 
Volta e meia, até mostro algumas coisas bem desagradáveis aqui- a sujeira e o abandono dos lugares públicos na capital paulista é uma destas coisas...
No entanto, o mais importante é mostrar aquilo de que gosto. Este não é propriamente um diário de minha pessoa, enaltecendo-me, e sim daquilo que aprecio- e que possa, eventualmente, interessar a outros indivíduos...
Por buscar preponderantemente aquilo de que gosto, boa parte de meus comentários sobre lugares, restaurantes, etc. são elogiosos. Nada me obriga a estar ali. Eu os escolho, buscando sempre o melhor. Em Santiago, nesta série de posts, isto não será diferente...
Alcnol.
PS: Como este post assumiu um aspecto quase ''confessional'', revelo em primeira mão uma novidade. Tal como o personagem de Júlia Roberts em ''Comer, Rezar e Amar'', filme recente que me marcou muito, também estou em período ''sabático''- antes de maiores transformações.
Farei neste final de ano 3 viagens importantes, antes de um fato que implicará em uma mudança de cidade- graças a uma oportunidade profissional nova que se coloca no horizonte deste escriba.
O blog, porém, manterá este aspecto de ''viajante''. Dentro e fora da  metrópole que habitarmos. Afinal, sempre foi uma dificuldade manter aqui qualquer aspecto ''local'' exclusivo...

Metrô de Santiago: um caso à parte...

O Metrô de Santiago nos foi muito útil durante nossa estadia naquela cidade.
Com uma extensa rede- e pelo menos 5 linhas diferentes- ele cobre boa parte da capital do Chile, incluindo algumas das chamadas ''áreas nobres''...
Isto nos motivou a comprar até mesmo um cartão de metrô, daqueles recarregáveis. Nossas constantes viagens por este meio de transporte renderão ainda várias fotos da decoração de algumas estações, como estas acima...
Alcnol.

Tentativa frustrada de visitar a Feira Internacional do Livro de Santiago...

Após o almoço, me dirigi à vizinha Estação Mapocho( ex-estação de trem, hoje centro cultural)com o objetivo de visitar a Feira Internacional do Livro de Santiago.
Missão frustrada.
Ainda tentei fazer como várias pessoas, que se abrigaram sob as árvores e sentaram em banquinhos à beira do Rio Mapocho( o principal rio que cruza a capital chilena). Isto porque o calor estava muito forte( único ponto negativo: peguei um ''veranico'' que durou todos os dias de minha estadia, com temperaturas beirando os 30 graus...).
O barulho do rio correndo me deu um pouco de sono, eu que mal havia dormido aquela noite...
O certo é que deu 14h30m, e nada de a Feira abrir. O horário marcado pela câmera digital indica que talvez eu tenha feito uma pequena confusão, orientando-me ainda pelo Horário de Verão brasileiro( uma hora a mais...).
 Desisti de visitar a Feira do Livro neste primeiro dia, prometendo voltar no dia seguinte- o quanto antes.
PS: A foto mostra pessoas descendo as escadarias da vizinha Estação de Metrô Cal y Canto. Por ela seguiremos para o nosso próximo destino...

Mercado Público de Santiago...

O que é uma viagem perfeita?
No meu entendimento, é aquela que consegue conciliar o nosso planejamento com um pouco de improviso...
Algo muito ''turístico'', muito organizado, pode dar-nos uma falsa impressão de um lugar.
Se você quer conhecer São Paulo, por exemplo, deve passar por alguns dos contratempos que a cidade oferece aos seus moradores. Sair à rua, ''bater um pouco de perna'', andar de ônibus ou metrô.
O oposto disto é hospedar-se em um hotel de luxo e pegar táxis para todas as partes- o costumeiro programa de executivos...
Até aqui, nossa viagem por Santiago( Chile )assemelha-se a tantos outros relatos semelhantes: mostramos lugares turísticos habituais( como a Plaza de Armas e o Cerro Santa Lucia), e não será neste post que sairemos de um roteiro ''turístico'' normal...Muito pelo contrário: agora a atração é o imperdível Mercado Público de Santiago.
Como ainda não o conhecia, nem sabia qual seria o melhor de seus restaurantes( alguns até mesmo com um segundo andar)fiz o que qualquer ''ignorante'' faria no meu lugar: perguntei para alguém qual seria uma boa opção para o meu almoço. Detalhe: não o fiz na frente de algum estabelecimento, já que vários deles ''disputavam'' clientes àquela hora( cerca de meio-dia)...
O sujeito me indicou o ''Rei dos Mariscos''( Rei del Mariscal, creio eu).
Notem que alcunhar-se como ''Rei'' de alguma coisa é uma empreitada arriscada. O ''Rei'' tem sentido de um ''ás'', um especialista de determinado ramo. O ''Rei do Futebol''( Pelé)é simplesmente alguém incomparável, um ''hors concours'' de sua categoria. O Rio de Janeiro, por exemplo, não está para mim no rol de cidades comuns brasileiras...Não a comparo a nenhuma outra. Talvez seja até mesmo o lugar mais bonito de todo o planeta- mas estou longe de poder afirmá-lo com toda a certeza( o que conheço do mundo, até aqui, está na América Latina...).
Para começar esta refeição- a primeira em solo chileno- pedimos um caldo de congrio, esta verdadeira especialidade daquele país. Pensávamos em algo pequeno, como um caldinho de feijão. Mas ele é servido no Chile em porções generosíssimas como esta da foto acima...Por si só já valeria como uma refeição mas, a esta altura- após tantos passeios- eu já estava simplesmente faminto...
Prossegui o almoço com um filé de congrio ao molho de camarão. Acompanhado por uma salada.
Habitualmente, embora os Mercados Públicos das  mais diversas cidades sejam um programa praticamente obrigatório quando estamos ou não em viagem, dificilmente se qualificará algum de seus pratos como ''excepcional''. A combinação entre a qualidade do que é servido e o ambiente diferenciado é uma tarefa bastante complexa.
Notem que isto se dá não apenas nos Mercados. ''Implico'' um pouco também com restaurantes de aeroportos, shoppings, lugares turísticos( no alto de uma montanha, por exemplo...). Existem vários muito bons, mas são minoria. Comer nestes lugares é sempre um pouco ''arriscado'' para quem busca o melhor...
Toda esta introdução para dizer que este primeiro almoço em Santiago( Chile)estava maravilhoso...A qualidade dos alimentos, dos pescados- muito frescos- ajudou um pouco, com certeza. Mas criar um molho que não ''brigue'' com o prato principal é uma tarefa difícil. Coisa que diferencia um verdadeiro ''chef'' de um amador...
O melhor elogio que eu posso fazer é afirmar que ''não parecia comida de mercado'', ao menos do tipo que eu conhecia até ali...
Quebrei também um hábito- o de não beber álcool...Meus almoços no Chile, doravante, seriam regados por pequenas taças( ''copas'')do melhor vinho ''nacional''. Afinal, ''ninguém é de ferro''...
Alcnol.