terça-feira, 7 de setembro de 2010

Impressões...

O sol não admite concorrentes. Em dias ensolarados, só dá o ''astro-rei''.
Já nos dias ''fechados'' como o de hoje, me parece que- à falta da iluminação solar- o verde da vegetação reina só...
Dias frios de inverno me parecem ainda mais verdes do que nunca- como se a vegetação ''desabrochasse'' sob toda esta umidade- o que, por si só, já é uma grande coisa...
Alcnol.
PS: De quebra nós, humanos, respiramos hoje melhor do que nunca...

Tons do Inverno: o amarelo( dos Ipês)...

Chega a ser engraçado falar em ''inverno'' na capital paulista, pois o que esta temporada menos teve foi cara de inverno...
Com temperaturas altas, beirando os 30 graus, e uma desconfortável secura que durou mais de um mês, o jeito- para quem, como eu, gosta/aprecia o frio- foi buscà-lo em um país vizinho( o Uruguai que, como vimos, continua tendo um Inverno normal, típico...).
Mas- agora já sob uma frente fria que derrubou as temperaturas e ,enfim,  trouxe um pouco de umidade para a capital paulista- não se diga que a natureza ficou parada neste ''inverno''.
Por toda a cidade, podemos contemplar um verdadeiro ESPETÁCULO nestes últimos dias: a cidade assume tons vivos- infelizmente ainda não aplicados em construções- ganhando um indisfarçável tom amarelo. Tudo isto graças aos ipês, que estão florescendo com toda a força...
Registramos, e continuaremos a fazê-lo, alguns destes belíssimos ipês amarelos. Os das fotos acima foram vistos na região próxima ao Shopping Morumbi...

Final do passeio pelo Parque do Carmo( SP)com ''patos''( ???!)

Os bichinhos acima atraíram uma pequena multidão para a beira da lagoa do Parque do Carmo no domingo em que o visitei.
''Vamos ver os marrecos'', diziam alguns. Para mim, eram ''patos''. Ou, como pode indicar o bico pontudo, seriam ''cisnes''?
Pouco importa. Em grupo, como uma pequena ''família'', eles faziam um gigantesco ''estardalhaço'' com seus ruídos...Era simplesmente impossível ignorá-los...
Como nós já estávamos próximos da saída do Parque, aquilo soou para mim como uma pequena ''despedida''...
Alcnol.
PS: Na última foto, o Terminal Rodoviário do Itaquera...
PS2: A volta não foi tão simples quanto a ida. Peguei um ônibus na porta do Parque do Carmo para, após meia-hora, descobrir que ele estava indo para longe do Terminal do Itaquera...Eu li, no interior do veículo, uma placa em que estava escrito ''Terminal Parque Dom Pedro''- o que havia me ''tranquilizado''.
Na verdade, o ônibus saíra do Terminal, e estava se dirigindo para lugares ainda mais ''longínquos'' que o Itaquera- que, sabemos agora, abrigará o futuro estádio do Corínthians...
Descobri que estava indo na direção oposta porque um senhor de idade cometeu o mesmo erro, e foi devidamente orientado pelo cobrador para pegar um  veículo NA DIREÇÃO OPOSTA...
Foi o que fiz para( enfim!)chegar ao Terminal do Itaquera em mais uns 15 minutos...
O resultado foi que não almocei aquele dia, mas foi tudo bem divertido. Quem não gosta de viver ''aventuras'' como esta? Toda descoberta traz consigo um ''ônus'' correspondente...

sábado, 4 de setembro de 2010

Passeio pelo Parque do Carmo( Zona Leste da cidade de São Paulo)- continuação...

Como vocês podem ver, o Parque do  Carmo possui muitas outras atrações além do Bosque das Cerejeiras- que acabamos de mostrar.
Nos brinquedos, por exemplo, a pedra gigante da foto 2 parece ''engolir'' as crianças, não é mesmo? Brincadeira. Elas conseguiram sair ilesas pelo buraco, no outro lado...

''Bosque das Cerejeiras''( Parque do Carmo- São Paulo)

Os japoneses amam as cerejeiras, dedicando a elas um Festival anual na cidade de Tóquio. Em que, entre outras coisas, são feitos doces e sorvetes de cereja- e a cidade parece ''parar'' para contemplar estas árvores...
O filme ''Haruki- Cerejeiras em Flor''( que já vi duas vezes, e que devo adquirir em DVD quando finalmente sair neste formato)mostra um destes Festivais. E a influência da cultura nipônica sobre um aposentado alemão, que acabara de se tornar viúvo- e vai visitar um dos filhos, que morava em Tóquio.
Por que os japoneses gostam tanto das cerejeiras? Pelo simples fato de que elas florescem por apenas 10 dias, durante o ano todo, e sua beleza simboliza a fragilidade, a impermanência, a transitoriedade da vida...
Claro que aqui no Brasil- no Parque do Carmo, que decidimos visitar alguns domingos atrás- isto não seria diferente. Não há cerejeiras ''florindo o ano inteiro'', à nossa ''disposição'' a qualquer hora...Mesmo assim, neste seco e quente ''inverno'' paulistano, pode-se dizer que- embora não floridas- é sempre um espetáculo ver estas cerejeiras. Assim como nós, elas podem( na verdade devem)ser vistas por todo o seu potencial...
Pela beleza que elas acumulam durante um longo período de tempo para, em poucos dias, poderem mostrar com toda a sua força. Como tantos nós, que muitas vezes conseguimos ''florescer'' apenas em pouquíssimos momentos de nossas existências, nem por isto- por seu caráter breve- menos importantes...
Alcnol.
PS: O passeio pelo Parque do Carmo continuará nos próximos posts...
PS2: Embora ainda não seja a época própria, as cerejeiras- ainda assim- estão muito bonitas, não é mesmo?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

''Tem cerejeira aí?''( Parque do Carmo- SP- continuação...)

Já são célebres estas cerejeiras do Parque do Carmo, na Zona Leste da cidade de São Paulo.
A tal ponto que nos perguntávamos, a esta altura, se havíamos visitado este Parque por ele, em si próprio, ou por causa das cerejeiras...
Não importa. ''Caçar cerejeiras'', ali, era um bom ''pretexto''  para conhecer um pouco mais do Parque do Carmo...
Na terceira foto, acima, flagramos- em uma área cercada, e à distância- uma espécie de ''incubadeira de cerejeiras''. Serão estas as cerejeiras tão célebres, fotografadas e comentadas?
Melhor um pouco mais de cautela, pois o nosso passeio está apenas começando...
Alcnol.
PS: O lugar flagrado nesta última foto até lembra um campo de golfe, não é mesmo?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ainda ''viajando'', só que desta vez dentro de São Paulo: Parque do Carmo( Zona Leste)...

Encerrada a viagem a Montevidéu, mostrada exaustivamente em vários posts neste blog, continuamos a ''viajar''- só que agora ''para dentro''...
A capital paulista, eis um de seus principais méritos, nos oferece continuamente inúmeras opções no que se refere a passeios. Horto Florestal, Zoológico, Jardim Botânico, Museus do Futebol e da Língua Portuguesa, Parques, Ciclovia às margens do Rio Pinheiros, etc, etc,etc...
Já tínhamos um projeto antigo de conhecer este Parque do Carmo, na Zona Leste da cidade de São Paulo. Agora, recém-retornados do exterior, decidimos enfim botar as ''mãos à obra''. Como chegar lá?
Saindo da Paulista, linha verde do metrô até a Estação Paraíso. Depois, linha azul até a Praça da Sé. Lá, linha vermelha sentido ''Corínthians- Itaquera''. Uma vez que esta estava naquele domingo sendo reparada, foi preciso várias vezes trocar de vagão do metrô...
Chegando, enfim, a Itaquera( a última estação da Linha Vermelha), é preciso ainda pegar um ônibus( a linha ''São Matheus'', ao lado do Terminal Rodoviário do Itaquera...Com mais uns 10 minutos, chegamos enfim ao Parque do Carmo...
Uma vez que este Parque é célebre por suas cerejeiras, vamos empreender uma verdadeira ''caça'' às mesmas em seu interior...''Onde estão as cerejeiras?'', nos perguntávamos o tempo inteiro. Será que iremos encontrá-las?
O resultado você verá aqui, alguns posts adiante...
Alcnol.
PS: Saindo da Paulista às 11 horas da manhã de um domingo recente, levei cerca de 2 horas mais ou menos para chegar ao Parque do Carmo...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Despedida de Montevidéu: almoço no ''La Perdiz'' no último dia...

Nada melhor para aproveitar os últimos momentos em Montevidéu do que me despedir da cidade no restaurante ''La  Perdiz''- que eu descobrira na véspera. Sem sombra de dúvida, o melhor ''custo-benefício'' de todos os restaurantes que frequentei ali( não me refiro exclusivamente a preço, fique bem claro, mas à relação entre a qualidade dos pratos e seu custo...).
Tal como inúmeros outros cafés e restaurantes daquela cidade, o ''La Perdiz'' conta com uma estrutura externa para dias de sol como aquele. Não é feita para pessoas como eu, fique bem claro: com calor, em uma temperatura de 15/16 graus, jamais pensaria em ficar ao sol sem uma cobertura qualquer. No entanto, em poucos minutos esta área ao ar livre ficou cheia, tornando-se o ''point'' do dia no estabelecimento...
Seguem-se fotos do segundo andar da casa, com uma privilegiada vista para o lado de fora...Não é demais avisar que é bom chegar cedo- inclusive no almoço- pois o ''La Perdiz'' é concorridíssimo...
Finalizo o post, e esta série sobre a capital uruguaia, com o prato que degustei antes de me dirigir para o Aeroporto de Carrasco( minha mala já estava pronta no hotel): uma excelente ''picaña''( picanha)com batatas...Devido à pressa, acabei- decisão dolorosa esta- dispensando a sobremesa. Preço desta última refeição da viagem: quatrocentos e oitenta pesos( menos do que R$48,00), sem vinhos- fique claro...
Tivesse mais um ou dois dias, adivinhem onde é que eu voltaria em Montevidéu para almoçar ou jantar?
Alcnol.
PS: Depois de comer tantas carnes, acho que vou me tornar um vegetariano por um bom tempo...A não ser que o estabelecimento ofereça carnes uruguaias, irresistíveis...
PS: E vocês: ficariam ao sol em um ''calorão'' destes?

Montevidéu, último passeio: o lado de ''dentro''...

Onde se ''põe'' o sol, em Montevidéu? 
A impressão, quando deixamos a Avenida ''beira-mar''( beira- Rio da Prata, na verdade), é que está mais iluminado para dentro, por detrás destes prédios na região de Pocitos...
Embora já houvesse comentado, em um dos posts, a respeito destas fachadas livres dos edifícios da capital uruguaia- sem uma, duas guaritas, muros eletrificados, cachorros e vigias armados- ainda não havia feito o registro fotográfico disto.
Deste que representa, ao menos para mim, um modo de vida mais livre- embora talvez não tão ''sofisticado'' materialmente como o nosso...Qualidade de vida é isto: é poder circular livremente, sem medo. É poder olhar para um lugar destes, sem deparar com os sinais da privação de liberdade de seus moradores que, mesmo com todas as medidas elencadas acima e mais algumas outras( câmeras, etc.), nem assim livram-se totalmente do risco a seu patrimônio ou, pior, a suas próprias vidas...
Quiçá possa eu deparar no futuro, em uma de minhas muitas viagens para a capital uruguaia que certamente ainda farei, com esta mesma cena- uma prova de que a dita ''modernidade''( ou melhor, o ''pior'' da modernidade)ainda não chegou por ali, e de que as pessoas ainda podem circular alegremente- como eu vi naquele dia- de dia ou de noite. Como, não faz muito tempo, se fazia na Copacabana original( a do Rio de Janeiro), ou nas ruas de São Paulo...
Esta cena, que alguns de nós puderam ver nesta vida- há alguns anos- ainda é possível na capital do Uruguai. Só por isto já valeria a pena visitá-la...
Alcnol.

Caminhada pelas margens do Rio da Prata, no último dia em Montevidéu...

Feita a escolha( difícil dilema)entre o pôr-do-sol às margens do Rio da Prata e um interessante filme uruguaio que estava passando em um cinema em Pocitos, agora há que se seguir o caminho que decidimos tomar até o fim...
Nada mais consequente poderia surgir com a nossa trajetória na capital do Uruguai, em que procuramos sempre enxergar a ''alma das ruas''...
Estas daqui, no caminho à beira-mar pela ''Rambla'' Mahatma Gandhi( Punta Carretas), um pouco mais tranquilas do que as do centro. Mas, se eu buscava ''despedir-me'' de Montevidéu nesta viagem( melhor dizer ''até logo'' do que um ''adeus''), não haveria lugar mais apropriado. Ás margens do rio, ''curtindo'' estas tonalidades meio avermelhadas de um sol que já se pôs mas que ainda dava o ar de sua ''graça'' no céu daquela cidade...
Difícil não querer ficar ali mais um tempo. Creio que pelo menos umas duas semanas, para poder me familiarizar com tudo. Justamente quando estamos começando a ''entrar no clima'', nos adaptar a todas as mudanças climáticas/linguísticas/culturais, é chegada a hora de ir embora.
Saio levando um sentimento se não de ''amor''- ainda é cedo, estamos apenas nos conhecendo- no mínimo de muito carinho por aquela cidade. Esta não foi, com toda certeza, a minha última passagem por ali...
Hora de dizer ''adeus''( ou melhor, até logo)para a ''Copacabana Uruguaia''( a Praia de Pocitos, logo acima).
Os/as mais atentos/as perceberão que terminei este post na mesma pracinha à beira-mar( com cara de ''forte'', daqueles utilizados para proteger a cidade contra as constantes invasões no passado)mostrada em um post anterior...
Ela tem uma privilegiada vista...
Alcnol.