Foi sofrido ter de esperar pela exibição do último episódio da série ''Lost'' no Brasil, nesta terça-feira, dois dias após o final da série nos Estados Unidos. Isto porque a imprensa não deixou de fazer análises neste intervalo, inclusive com algumas revelações( que insisti em não ler...).
O tom predominante nos periódicos foi o de que ''teria faltado alguma coisa'' e ''a série deixou muito mais perguntas do que respostas''. Será?
Alguns fâs de ''Lost'' e a imprensa parecem ter se deixado levar por algumas pistas falsas. ''Enigmas'' que, como em um livro policial, são largados aqui e ali para despistar os leitores...
Analisando o último capítulo de ''Lost'' ,por si só, acredito, ao contrário, que este episódio final respondeu as principais perguntas. Explicarei porque...
Várias tradições espirituais tentam explicar o motivo pelo qual estamos aqui neste planeta. Esta é a trilha para tentar entender o que se passou em ''Lost''.
No episódio final, vários personagens que parecem viver uma realidade alternativa- em que o vôo da ''Oceanic'' não caiu na ilha- são tomados subitamente por um sentimento de ''dejá vu'', quando lembram de tudo o que ocorreu após a queda do avião. Mais do que um súbito ''flashback'', provocado pela presença de pessoas queridas, esta é uma metáfora das vidas que levamos neste mundo.
Nascemos como que ''zerados'', sem lembrança alguma de existências passadas ou do propósito de nossa vida presente. Os ''conflitos'' e insatisfação decorrem justamente disto: deste desconhecimento do que somos na realidade( seres espirituais, sob a máscara de seres em carne e osso...).
O encontro de ''Jack'' com o pai esclarece tudo isto: o pai lembra que o Doutor está ''morto''. Que o propósito da reunião daquele grupo era o de fazerem juntos uma evolução. Que não há um ''fim'', e sim uma transição para algo maior. Na Igreja, estão vários outros componentes do grupo- alguns dados como ''mortos''...
O que ocorreu na Ilha? A Ilha é uma metáfora de nossas vidas. Das existências que vivemos muitas vezes sem saber por que. Dos conflitos que marcam as nossas existências. Das inúmeras dúvidas que nos ocorrem enquanto vivemos.Não há como ''fugir'' da Ilha. Só podemos ''deixá-la'' quando, assim como aquele grupo de personagens, quando nos dermos conta do que verdadeiramente somos( espíritos ).
Assim, o capítulo final de ''Lost''- com duração de duas horas e meia- é completo em si mesmo, esclarece nossas principais dúvidas. É emocionante para os fãs da série, que podem até mesmo deixar-se levar pelas lágrimas em determinados momentos. E é profundamente espiritual( nenhuma surpresa para uma série que tinha uma ''Iniciativa Dharma''...).
O que podemos concluir ao final? Vendo o avião caído, destruído, podemos achar tranquilamente que não sobrou nenhum sobrevivente do vôo da ''Oceanic''. Que tudo o que vimos ali nos vários anos de exibição de ''Lost'' refletiu nada mais nada menos a resistência daquele grupo de espíritos em assumir que haviam ''morrido''. E que exatamente por isto, assim como ''Kate'' disse para ''Jack'' que ''assim que ele estivesse pronto os demais o estariam esperando'', a ''decolagem do avião'' nada mais era do que um símbolo para a ascensão daquele grupo para planos superiores...
Claro que não será esta explicação de ''Lost'' a definitiva. A série foi criada justamente para despertar mais dúvidas do que certezas...Por isto atraiu tanto público, mundialmente.
Mas confesso que, pelo que havia lido nos jornais, esperava ficar tão ''confuso'' quanto alguns repórteres...O que, surpreendentemente, não se deu. O episódio final é, repetimos, coerente- faz sentido. Não é apenas um jogo, aleatório e arbitrário. E não inova, na realidade. Na verdade, diz em outras palavras o que várias tradições espirituais vem abordando há milhares de anos. Basta que, assim como os personagens da série neste último episódio, tenhamos disposição e abertura para olhar além do que consideramos, neste mundo, ''real''...
Alcnol.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Vida sem muros...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
No último domingo, retorno ao restaurante uruguaio ''El Tranvía''...
Enquanto não posso realizar meu desejo de comer as famosas carnes uruguaias pessoalmente- em visita a Montevidéu- tenho de satisfazer-me com a existência de um estabelecimento ligado àquele país vizinho na capital paulista...
Falo do ''El Tranvía''- misto de restaurante e galeria de arte- localizado no bairro de Santa Cecília( Rua Conselheiro Brotero).
Este domingo estive lá, mais uma vez para provar de suas excelentes carnes. E, ansioso que estava por fazê-lo, acabei pedindo uma porção inteira de filé de cordeiro( que, tecnicamente, não é uma ''carne'' como as demais- de vaca...).
O resultado foi este: uma porção para ninguém botar defeito, acompanhada- a meu pedido- por farofa de ovos e mandioca frita...
Enquanto não vou ao Uruguai, um sonho antigo que pretendo realizar o mais brevemente possível, o simpático país vizinho vem a mim na forma de suas inigualáveis carnes...Acompanhadas, para quem gosta de beber, por sua cerveja local( a forte ''Norteña'', com garrafa de quase um litro...).
Alcnol.
PS: Para quem estiver ainda curioso sobre o ''El Tranvia'', há um outro post neste blog sobre aquele estabelecimento. Mostra a primeira vez em que estivemos lá, com fotos do ambiente e tudo...
terça-feira, 18 de maio de 2010
Restaurante ''Sobaria'', na Vila Mariana...
Já visitamos um típico representante do Estado do Mato Grosso. O restaurante ''Siá Mariana'' ( Rua Amauri ), célebre pelo seu ''rodízio de peixes de água doce''.
A culinária do vizinho Estado do Mato Grosso do Sul não podia ficar atrás. Assim, nos dirigimos até a Vila Mariana( Rua Áurea, já mostrada no blog), com o objetivo de conhecer mais um restaurante: o ''Sobaria'', daquele Estado...
Começamos com um ''caldinho'' ( na verdade ''caldão'', em um grande vasilhame)''de piranha'', prato típico da região do Pantanal. Este caldinho também é servido no restaurante ''Brasil a Gosto'', em seu Festival dedicado à região pantaneira...
Prosseguindo, pedimos uma ''linguiça pantaneira''( feita de carne de porco). Prato forte, substancioso. Acompanhado de arroz e farofa.
E, aproveitando o fato de o ''Sobaria'' estar localizado ao lado da sorveteria ''Frutos do Cerrado''( os dois estabelecimentos pertencem ao mesmo dono), decidimos comer a sobremesa- um pequeno pote de sorvete de jaca- nesta última...
Em suma, esta Rua Áurea permite ''programas casados'' deste tipo. Sem contar o fato de que a Vila Mariana, onde ela se encontra, é pródiga em ruazinhas como esta- um verdadeiro ''lado B'' de São Paulo( mais tranquilo, tradicional, com cara de cidade do interior)- ao lado do ''lado A'' que nós bem conhecemos...
Alcnol.
domingo, 16 de maio de 2010
Edifício sem grades em Higienópolis...
Lugares que remetem ao Rio de Janeiro...
Retorno ao restaurante ''Sal''...
Ruas estreitas do centro: e bota estreita nisto...
Metrô Luz, no final da tarde: uma confusão só...
sábado, 15 de maio de 2010
Centro de São Paulo: arredores da ( Dona)''Onça''...
Na foto 6 o Anhangabaú, visto de cima desta vez...A imagem é tão bonita que acabei colocando-a entre as que ilustram o blog...
Finalizando, foto 7, com uma foto tirada no alto do Viaduto Santa Ifigênia( imediações da Estação São Bento e da Rua 25 de Março): vistos de cima, um dos maiores problemas da capital paulista- os engarrafamentos- até parecem ''belos''...Isto porque, claro, não estamos ali no meio daquela ''muvuca''...
Ao contrário de certas metrópoles, como o Rio de Janeiro( conhecida mundialmente por suas atrações físicas como as praias e montanhas), a cidade de São Paulo parece transcender conceitos e avaliações apressadas: é ''bela'' e ''feia'', dependendo do ângulo que se veja...No final, é um pouco de uma e de outra coisa, tudo ao mesmo tempo...
Alcnol.
PS: Podem me acusar de ''otimista'', mas há quem consiga ver beleza no ''caos''...
Bar? Restaurante? O ''Dona Onça'' transcende todos os conceitos...
Já mostramos o bar ''Dona Onça'' aqui no blog. Isto antes da reforma que dobrou o espaço deste estabelecimento...
Na sequência de andanças pelo Centro da cidade de São Paulo, decidimos retornar ao lugar que transcende conceitos: bar? restaurante? E onde já se viu bar com ''chef''?
Sentimos que estamos em um bar quando prestamos atenção à clientela da casa. Pessoas com aparência mais humilde se misturam a executivos engravatados...
Mas uma olhada mais atenta ao cardápio serve para minar nossas certezas. O cardápio, sob responsabilidade da chef Janaína Rueda- bastante atenta a tudo enquanto conversava alegremente no balcão da casa- possui vários ítens com nível de restaurante e não de bar( como constataríamos durante a refeição)...
Abrimos( foto de baixo)com uma panelinha de frutos do mar com curry. Salvo as animadas conversas nas mesas ao lado, regadas a bebidas diversas, já não dar para manter a impressão inicial de ''bar''. Algo mais está sendo gestado ali...
Nossas suspeitas se confirmam quando chega à nossa mesa o prato principal: ''stinco de leitoa caipira''. Ali percebemos em toda a sua extensão o talento da chef deste inusitado ''bar''...
Como as comidas são de ''gente grande'', feitas para degustar lentamente- ao contrário dos petiscos habituais dos chamados ''bares''- os preços também correspondem ao que conhecemos como ''restaurantes''...
Nada que possa assustar-nos( não chega aos valores praticados em certos estabelecimentos da região dos Jardins/Itaim Bibi). Afinal, não existe- salvo em ''lendas urbanas''- comida de primeira servida a preços de ''PF''( prato feito)...
O mínimo que se pode dizer deste ''Dona Onça'' é que ao final lembramos muito mais da qualidade da refeição que saboreamos do que dos preços cobrados. O que, em se tratando da capital paulista, já é um elogio e tanto...
PS: Sem contar o fato de termos mantido nesta segunda visita a mesma impressão favorável que predominou na primeira...E que é, sobretudo, um convite para novas- e preferencialmente próximas- incursões por este estabelecimento no térreo do Edifício Copam...
Alcnol.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Mais centro de São Paulo...
O Blog tem destas vantagens: é possível apresentar imagens tiradas em dias completamente diferentes como se fosse uma coisa só...
Isto porque o ''tema'' é o mesmo: o centro da cidade de São Paulo...
Depois de uma caminhada pelo Anhangabaú, onde voltaremos mais adiante, pulamos para a região da Praça da República. Logo na saída do metrô República registramos as imagens deste post. O que faremos por ali? Vamos almoçar em um dos bares da região...
O caminho percorrido desde a saída do metrô República pode ser acompanhado melhor de baixo para cima...
A foto de cima mostra as formas do Edifício Copan, nosso destino...
Exposição de Arte Eletrônica na Praça da Sé...
Centro de São Paulo- avulsas...
3- Como todo centro de grande cidade, as ruas são bastante estreitas- não é mesmo?
4- Toda a agitação da Rua São Bento, no meio da tarde...
5- As belas pilastras de um edifício no ''Largo do Café''...
6- Um café no ''Largo do Café''...
PS: Em função da falta de espaço- o blogger me informa que 81% de meu espaço disponível já foi ocupado neste e no blog www.caminhadasurbanas.blogspot.com - fui forçado a reduzir o tamanho padrão das fotos para ''médio''. Esperamos, com este recurso, poder prolongar um pouco mais as atividades destes blogs que tem ''hora certa'' para acabar( isto se o blogger mantiver o espaço limitado para seus blogs, como é provável)...
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