quarta-feira, 8 de julho de 2009

Rua Huet Bacelar- Ipiranga...

Caso você conheça esta estreita rua, saberá também qual é o tema do nosso próximo post...Se não souber, fique com esta pequena introdução que mostra algumas curiosidades do bairro do Ipiranga, em São Paulo...

Praça ''Jornalista Abelardo Barbosa'', no Ipiranga...

''Espera aí'', dirão os mais atentos, ''Abelardo Barbosa não é o nome do saudoso apresentador de TV Chacrinha?''. Isto mesmo. Para seus inúmeros fãs, bem que o ''Chacrinha'' mereceria uma homenagem muito maior do que esta. Mas aí está a humilde pracinha do bairro paulistano do Ipiranga que leva o nome de Abelardo Barbosa para a posteridade- como ele sempre mereceu...Que tal aumentarmos as homenagens a este gigante da televisão brasileira? Alcnol.

Chácara Klabin- III

Antes que eu desperte inúmeros ''inimigos'' entre os moradores do bairro ''Chácara Klabin'', esclareço que o bairro é apenas um exemplo entre muitos que podem ser encontrados nas principais metrópoles brasileiras( Alphaville, Alto de Pinheiros, Lagos Sul e Norte em Brasilia, condomínios na Barra da Tijuca( RJ), etc. Não buscamos denegrí-lo, nem estigmatizá-lo. Meu papel, neste modesto blog, não é o de julgador: apenas mostro- um tanto desencantado, claro- uma forte tendência da chamada ''modernidade'' que se agiganta por todos os cantos. Seguranças, muros eletrificados, carros blindados, uma verdadeira indústria...Mas tranquilizem-se, moradores da ''Chácara Klabin'': críticas feitas, eis que neste post mostrarei um posto da Polícia Ambiental do Estado de São Paulo e, ao lado, uma escola estadual em meio a muito verde...E acabei descobrindo, para minha surpresa, que mesmo em um bairro ''artificial''/pré-montado como ''Chácara Klabin'' há espaço- como nesta pequena viela mostrada acima- para manifestações artísticas em defesa da natureza...Certamente de iniciativa de crianças ou adolescentes sedentos de vida, em meio à solidão dos imponentes edifícios e das ruas semi-desertas...Alcnol. PS: No próximo post, passeio no Ipiranga...

Chácara Klabin-II

O bairro paulistano ''Chácara Klabin'' é um forte exemplo de uma determinada tendência da dita ''modernidade'', com grandes chances de se generalizar em um futuro próximo: os bairros artificias, construídos ''on demand''...Sim, porque este bairro não surgiu naturalmente. Ele foi fruto da enorme procura por novos imóveis de alto padrão na cidade. Assim, eles demarcaram uma região que, claramente, já foi local de várias chácaras, e aproveitaram-na para construir inúmeros edifícios. Criado que foi pelas empreiteiras, ressente-se da falta de equipamentos públicos. OK, lá estão algumas praças- em geral vazias...Enquanto passeava por ali senti um certo arrepio( de desconforto, óbvio): quase ninguém- exceto, talvez, os empregados de todos aqueles altos edifícios- nas ruas, e muitos, mas muitos mesmo, automóveis circulando apressadamente por todos os cantos( não se engane pelas fotos de ruas vazias...). Você pode perguntar se, afinal, eu não achei sequer um café. Para falar a verdade sim. Dois( um era de uma rede famosa: ''Fran's Café'', e o outro da ''Copenhagen''...). Mas nada típico. Nada que me motivasse a sair daqui, da vizinhança da Avenida Paulista, para me dirigir até um local que eu saiba que só existe ali- na ''Chácara Klabin''...A região me lembrou alguns bairros semi-desertos de cidades que conheço: o Lago Sul, em Brasília, ou o Alto do Pinheiros, aqui em São Paulo. Com a diferença que o ''deserto'', aqui, era composto de edifícios, e não de casas...A vida nas gaiolas, digo, condomínios, é assim: de casa para o trabalho, óbviamente de automóvel, e vice-versa. Nenhum contato com ''estranhos'' no caminho. Nada de passeios a pé pela vizinhança. Assinaturas de jornais e revistas para não ter de ir até a banca de jornais...Um modo de vida que, embora compreensível porque motivado pelo medo, é radicalmente oposto ao de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo( repletas de cafés, livrarias, cinemas, praças cheias de gente, servidas por metrôs que percorrem boa parte dos dois grandes centros). Com todo o respeito em relação aos leitores que virtualmente residam em lugares semelhantes, andar pelo bairro de ''Chácara Klabin'' me lembrou o México nos dias de ''quarentena'' após o início da epidemia de ''Gripe A''...Mas, reconheço também, tais comentários de nada servem. Estes bairros artificiais- alguns repletos de restaurantes, parques, cinemas e shoppings fechados, para o uso exclusivo de seus moradores- isto cheira cada vez mais a presente e futuro do nosso país. Queiramos ou não. E, por mais que isto pareça ''confortável'', a vida ''atrás das grades'' não tem feito boas coisas para a cabeça dos jovens que vivem nestes espaços fechados e exclusivos( com raras exceções...). Alcnol.

Arredores do metrô ''Chácara Klabin''...

Não estamos, como de hábito, seguindo nenhuma ''ordem'' sequencial. É assim que, após o almoço de segunda na Vila Mariana, decidimos mostrar uma matéria feita no último fim-de-semana...Existem guias especializados em falar sobre os arredores das Estações de Metrô. Evidentemente eles devem seguir ''roteiros'' prévios e cuidadosamente traçados, para falar sobre o que consideram assuntos mais importantes. Nosso ''métódo'' é mais simples: desembarcamos no último sábado à tarde na Estação ''Chácara Klabin'', e o objetivo é conhecer um pouco da região. Esta era, até o último sábado, a única estação de metrô da chamada ''Linha Verde''( Alto do Ipiranga- Vila Madalena)que ainda não havíamos mostrado. O nome ''chácara'' também nos animou: será um lugar repleto de verde? Será parecido com uma cidade do interior? Infelizmente, tais devaneios não se concretizaram... Falaremos mais sobre o assunto nos próximos posts. Alcnol. PS: Notem que, até aqui, não mostrei nenhum ponto de referência como cafés/restaurantes, e os lugares públicos que aparecem nestas fotos estão semi-desertos...

Os dilemas de Honduras...

O economista Celso Ming, no ''Estadão'' de ontem: ''Se Zelaya voltar, ficarão desmoralizadas as instituições democráticas do país, como o Congresso e a Suprema Corte. Se não voltar, a ONU e a OEA é que ficarão desmoralizadas. Dá para chamar a deposição de golpe militar, se os militares obedeceram ordens e nem tomaram o poder?''. Outro risco do retorno do Presidente deposto é que ele finalmente faça o que prometia: reformar a Constituição para, com o ''apoio do povo'', permanecer infinitamente no cargo...Será que é isto que Obama quer? Mesmo com todas as boas intenções do Presidente norte-americano, todas as possíveis saídas para o dilema hondurenho são custosas...Alcnol.

Ainda na Vila Mariana...

Deixando o restaurante ''Natural da Vila'', mostrado no último post, segui pelos arredores da Rua ''Major Maragliano''- na Vila Mariana. Na sequência( de baixo para cima): belo prédio na Vila Mariana( quem foi que disse que ali só havia casinhas e edifícios baixos?); na parede de uma loja, a placa engraçada: 8672 km de distância até Santiago de Compostela, na Espanha...o ''castelinho'', quem diria, é um instituto de beleza...fotos do terminal de ônibus anexo à Estação Ana Rosa do metrô e da Rua Vergueiro; terminando( primeira foto)com um ''chamativo'' edifício laranja do lado da Estação Ana Rosa( é possível contemplá-lo do outro lado da Rua Vergueiro, quando nos dirigimos ao Parque da Aclimação...).

Restaurante natural na Vila...Mariana...

A Vila Madalena caracteriza-se por possuir diversos empreendimentos alternativos. Inclusive restaurantes vegetarianos ou de linha orgânica. Mas a Vila que visitei esta segunda-feira foi outra: Vila Mariana... À qual cheguei de metrô, o meio mais rápido nesta cidade de ruas congestionadas...Espera aí, alguém pode perguntar. Como é que você foi parar do nada na Vila Mariana? Meu ''método'' inclui, principalmente, muitas caminhadas. É assim que, um dia eu conheço um lugar novo. E não me limito a comer e ir embora, como faria um ''crítico'' tradicional. Neste processo, quando visitei um restaurante na Borges Lagoa( ''Vegetao''), acabei percorrendo várias ruas da Vila Mariana- o bairro mais próximo. Assim, acabei descobrindo que havia por ali um restaurante natural- ''Natural da Vila''- ao qual eu prometi a mim mesmo conhecer assim que fosse possível...Esta segunda fui lá conferir. Desci no metrô Vila Mariana, percorri alguns metros pela Rua Domingos de Morais até chegar à rua Capitão Cavalcanti , até chegar ao cruzamento desta com a ''Major Maragliano''( quantos nomes militares, não?). Nesta última, no número 375, fica localizado o restaurante...Parece complicado, mas é coisa de menos de 5 minutos de caminhada. Gosto destes restaurantes que não ficam muito longe do metrô...A capital paulista está cheia de restaurantes vegetarianos, diga-se de passagem. Nem todos dignos de referência. Outro dia fui a um que acabou não sendo mencionado aqui. O motivo? Não havia nada memorável...O lugar era comum, assim como a comida. Mas a viagem não foi perdida de todo, pois acabei fazendo um outro post sobre algo nas imediações...O esquema de restaurantes vegetarianos é quase sempre o mesmo: bufê à vontade, por um preço fixo. Ressalte-se que este do ''Natural da Vila''- R$18,00 a refeição, com suco e sobremesa inclusos- destacou-se pela qualidade e sabor dos alimentos. Salada, arroz, feijão, mas também bolinhos deliciosos de soja e até filé de badejo...Falando do restaurante, este é amplo e espaçoso- com dois andares. Na hora em que fui, o térreo já estava lotado e as pessoas começavam a instalar-se no segundo andar( de onde as fotos foram tiradas...). O ''Natural da Vila'' possui um ''cartão fidelidade'' que dá direito a uma refeição gratuita após o preenchimento de uma cartela com espaço para 10 anteriores. Apesar de ser um pouco distante de minha residência, o que dificilmente fará de mim um ''habitué'' da casa- mesmo sendo muito boa, como já deixei claro- eles dão um largo prazo para que preenchamos este carnê: 1 ano. O que me fez aceitar de pronto a promoção( são 12 meses para comer ali mais 9 vezes, o que não é nada difícil...). Saindo dali, rumei em direção à Estação Ana Rosa do metrô. No próximo post mostrarei o que vi no caminho( propositalmente diverso do da ida...). Alcnol. PS: Você deve estar se perguntando qual é o papel de todos estes carros estranhos nos posts...Nenhum, ou melhor, eles refletem o que estou vendo naquele momento na região visitada. E muitas vezes, como aquele da Rua Cônego Eugênio Leite, em Pinheiros, combinam em cheio com o lugar( automóveis antigos em bairros cheios de construções antigas como o bairro de Pinheiros, a combinação perfeita...). Que fique claro que não sou dono de revenda de carros usados nem proprietário de um, de qualquer marca que seja. Sou um pedestre, e faço os posts à bordo do meu ''SP-2''( ''São Paulo- 2 pés...). Carros, de todos os tipos, são poluentes, e se você quiser saber qual modelo recomendo aqui está: uma bike...