segunda-feira, 28 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Por que os ''aires'' são ''buenos''? Porque a capital argentina é repleta de parques, ora...
O Parque ''Las Heras''- ao lado da Avenida de mesmo nome, e com um simpático ar ''urbano''- é um deles.
Deixemos que as imagens, deste e do próximo post, falem por si mesmas.
Continuaremos na Avenida ''Las Heras'', com um ligeiro ''pit stop'' em um café tipicamente argentino...
Alcnol.
O coração de Palermo Viejo( Buenos Aires)...
Uma falha de minha última viagem à capital argentina foi não ter localizado este ''centrinho'' do bairro de Palermo que veremos a seguir...
Digamos que eu ''passei do ponto'', indo muito além do que desejava...
''Erros de viagem'', além de comuns, não devem nos envergonhar.
Na verdade, nada mais são do que ''pretextos'', ''convites'' para que retornemos áquele lugar para, finalmente, conhecermos ''tudo''( como se isto fosse possível...).
Mas não tenho do que me ''recriminar'': ums dois dias adiante, DOIS motoristas de táxi não souberam levar-nos a esta mesma Plaza Cortázar que veremos ainda neste post...
Como se fosse possível a algum dos ''locais'' ignorá-la...
Vamos, porém, ao que realmente importa: ''o que é que Palermo tem de tão interessante?'' é a ''pergunta de um milhão de dólares''( apenas uma expressão, não estou prometendo isto a ninguém...).
Imagine um ''misto de Vila Madalena( cultura alternativa na capital paulista)com Oscar Freire( o ''templo das grifes nacionais e internacionais). Palermo tem um pouco de cada, em uma mesma área. E tudo isto com este visual ''vintage'' que podemos conferir nas fotos acima...
Bares, cafés e restaurantes charmosos e ''badalados'' completam o ''menu''...
A ''Plaza Cortázar'' é uma espécie de ''epicentro'' da região, mas há muito mais.
O melhor mesmo é caminhar por estas ruas. Mesmo a especulação imobiliária- que ameaça transformar o bairro com a construção crescente de altos edifícios despersonalizados, dando-lhe uma cara de ''Manhattan'' ou ''São Paulo''- ainda não conseguiu acabar com o charme de uma região que parece ''congelada no tempo''.
Minha única recomendação: ''vá a Palermo sem pressa''...
Alcnol.
PS: No dia Primeiro de Maio- enquanto os shoppings estavam fechados por todo a Argentina- era possível encontrar várias lojinhas e restaurantes abertos nesta mesma região de Palermo que acabamos de mostrar. Uma vantagem considerável, que se deve à grande visitação turística...
Um trilho de trem em Palermo, separando duas áreas deste bairro portenho...
Se o ônibus acima não para, imaginem o que aconteceria...
Claro que nós, a pé, também tivemos de fazer uma pequena( e involuntária)paradinha...
Depois, é ''acelerar'' novamente para continuar percorrendo as ruas de Palermo...
PS: Estas linhas de trem urbanas me lembram, é claro, a cidade de Curitiba( onde vivo atualmente)...
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Almoço em Buenos Aires: restaurante ''Olsen''...
Tomamos conhecimento deste restaurante ''Olsen''( Gorriti, 5870- Palermo)por meio do guia ''Lonely Planet'' da cidade de Buenos Aires.
O fato de ser classificado como cozinha ''escandinava'' chamou de imediato a nossa atenção- além das fotos deste belíssimo jardim externo( que também abriga mesas).
Contrariando nossa prática de viajante- que inclui, no máximo, uma visita a cada restaurante, para conhecer o maior número possível de estabelecimentos- estivemos DUAS VEZES neste ''Olsen''. O que prova, indubitavelmente, o quanto ele nos agradou...
O cardápio era distinto nas duas vezes. À noite, nos agradaram os pescados. De dia, uma das opções- bastante recomendável em um país como a Argentina, famoso por suas carnes- incluía um ''lomo'' com ensalada.
Antes, uma agradável passada por uma tábua com ''canapés nórdicos'' como entrada...
Finalizamos com uma torta de chocolate com creme de leite.
O preço de uma refeição para duas pessoas, com uma garrafa de legítimo vinho ''nacional''( argentino, claro), ficou na casa dos $465,00( quatrocentos e sessenta e cinco pesos). O que à época, antes da disparada do dólar aqui e no país vizinho, representava mais ou menos uns R$ 200, 00( duzentos reais, um preço cada vez mais difícil de encontrar, por exemplo, em São Paulo...).
Com uma equipe de atendentes jovem e dinâmica, a impressão final que ficou é a de que o ''Olsen'', definitivamente, é um dos ''must go''( lugares de visitação obrigatória)da gastronomia portenha neste momento.
A grande clientela- que na tarde de sábado chegou a ocupar até mesmo as mesas do jardim( normalmente utilizadas para espera)- é um significativo comprovante disto...
Alcnol.
PS: Se você tiver um tempinho disponível, dispense o táxi e caminhe alguns passos até a Plaza Cortázar no coração de Palermo Viejo. É o que faremos a seguir...
Feira do Livro de Buenos Aires( fim da primeira parte)...
Por que tanta empolgação?, alguém haveria de perguntar.
Afinal, trata-se ''apenas'' de uma Feira do Livro. E nada mais...
A estrutura das Feiras do Livro, onde quer que sejam realizadas, é realmente bastante parecida. Estandes, debates com escritores, etc.
O GRANDE DIFERENCIAL aqui é a PAIXÃO, o ENVOLVIMENTO demonstrado por aqueles que, ao final, são os que realmente contribuem para o sucesso de qualquer empreitada deste tipo: os leitores...
A Argentina foi, e continua a ser, um país de leitores. Cheio de boas livrarias.
Se os prédios antigos de Buenos Aires, esta ''Paris Tropical, não o cativarem, quem sabe alguns milhares de livros possam fazê-lo...
As fotos deste post mostram não só as dependências da Feira do Livro como algumas concorridas salas de debate localizadas no primeiro piso.
A seguir, ''voltaremos'' para a cidade que abrigou por estes dias a Feira. Mas não fique triste: tem mais Feira do Livro de Buenos Aires nesta série de posts...
''Volveremos''...
Alcnol.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A importância desta Feira do Livro de Buenos Aires
Esta Feira do Livro de Buenos Aires tem História, e que História...
São 38 anos sucessivos de realização.
Por estes corredores, já passaram nomes como Cortázar e Jorge Luís Borges.
Nos anos da última ditadura argentina, os militares davam uma ''passadinha'' no dia anterior ao da abertura da Feira para tirar as obras ''indesejáveis''...
Significativo isto: nem os militares argentinos, que mataram mais de 20 mil pessoas durante a ditadura( 1976/1982), tiveram coragem de acabar com esta Feira do Livro de Buenos Aires...
A Cultura tem este efeito: ela sobrevive aos desastres provocados no terreno político/econômico...
Só a Cultura é eterna, sobrevivendo aos Césares e Napoleões...
Não tenhamos uma visão meramente utilitária da mesma: ela não nos impede de cometer erros, até mesmo os maiores equívocos.
Trataremos da situação argentina em outros posts.
Um apressado há de perguntar: ''OK. Eles adoram ler. Isto não os impede de ter os dirigentes políticos que conduziram, e ainda conduzem, o país à difícil situação de hoje. De que serve esta Cultura toda?''.
Lamentavelmente, os destinos de uma nação- e isto inclui a nossa- são decididos em lugares bem distantes das dependências destes eventos culturais...
Mesmo que se pudesse ouvir os dentes rangendo, e os palavrões que são proferidos nos cafés e nas livrarias da Recoleta e de Palermo quando se fala no atual Governo Argentino, além dos artigos mais críticos que preenchem as folhas dos jornais e revistas, as pessoas que verdadeiramente decidem os destinos de um país latino-americano hoje em dia- as ''massas'' tão aduladas por Governos Totalitários de ''direita'' ou de ''esquerda''- permanecem intocadas e indiferentes a toda esta Maratona Cultural...
Sim, no país que apresenta proporcionalmente o maior número de leitores, o número de não-leitores ainda é bem maior...
Não digo isto para desanimar, e sim para enfatizar o quanto ainda pode ser feito neste terreno...
No nosso mundo tão complexo, Cultura e Barbárie sempre conviveram aos trancos e barrancos.
Barbárie simbolizada não por aqueles que não tem acesso à Cultura, entendendo-se isto como uma limitação passageira/transitória, e sim por aqueles que, muitas vezes oriundos de uma condição social mais privilegiada, nutrem uma desconfiança permanente por todos aqueles sinais de Cultura( jornalistas, escritores, artistas)que, exatamente por isto, mostram-se incapazes de aceitar quaisquer tentativas de implantar um Pensamento Único.
A Cultura tem memória.
Exatamente por isto é tão incômoda para aqueles que, buscando (re)implantar modelos viciados e fracassados no passado, desejam eliminar quaisquer focos de lembrança ou resistência...
Alcnol.
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