quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Surpresa no Brooklin( SP)...

Avenida Portugal- Brooklin( São Paulo). Deparamos com uma gigantesca área arborizada. O que seria? Um condomínio fechado? Uma empresa? Um parque?
Torcendo para que seja uma área pública- não cercada e cheia de seguranças na porta- nos adiantamos e tiramos as fotos acima...
No próximo post revelaremos este pequeno ''mistério''...
Alcnol.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Rua Pensilvânia, no Brooklin( São Paulo)...

''Subir'' a Rua Pensilvânia como fizemos- a partir da foto 1, logo acima deste texto- só é possível, naturalmente, para um pedestre...Isto porque fomos na direção contrária à dos carros, o que é perfeitamente perceptível na foto...
O que buscávamos ali?
Nem eu sei. Conforme ''subíamos'' a rua, sentíamos cada vez mais a presença da vegetação. Todo este verde normalmente exerce um fortíssimo efeito sobre mim. Imagino parques, praças, e muitas vezes acabo acertando. Foi o que ocorreu neste caso: minha ''bússola verde''- a necessidade que temos de encontrar natureza mesmo nas maiores cidades deste planeta, já que não somos originários de ''sucos de caixinha'', ''refrigerantes'' ou chaminés de fábrica- acabou levando-me a uma nova descoberta. Que partilharei com todos nos próximos posts...
Por enquanto, é o que mostramos acima: ''subindo'' a Rua Pensilvânia, cruzamos novamente com ''New York''( flores vermelhas)e, nas proximidades da Rua Portugal, deparamos com uma imensa área verde. Quem conhece o Brooklin já sabe a resposta de todo este ''mistério''...Eu não conhecia até aquele momento. Motivo pelo qual este encontro casual com este pequeno ''oásis'' dentro da cidade de São Paulo me pareceu tão maravilhoso...
Alcnol.

Passeio pelo Brooklin- continuação...

Querem saber qual é verdadeiramente uma ''Missão Impossível''?
Conhecer a cidade de São Paulo é uma delas...
Eis uma tarefa que requeriria não uma, mas várias existências.
Se já é difícil para os nascidos aqui, que dirá para um ''estrangeiro'' como eu...
No entanto, enquanto estiver vivendo por estas bandas, não me furto a esta tarefa. O resultado pode parecer ''caótico''. Até a mim parece também, por vezes...
Mas acredito que a soma destes anões de jardim( é, eles ainda existem...!), destas ruas formadas por antigas casinhas- na vizinhança de prédios ''modernos'' de vidros fumê e concreto- das inúmeras ruas sem saída( que nos forçam continuamente a voltar, como se fizessem parte de um labirinto), das ruas arborizadas e semi-desertas e das vias repletas de caminhões e automóveis em que mal se pode respirar, creio que tudo isto faça parte de um gigantesco mosaico, de um hilário ''quebra-cabeças'' montado pelo Universo com o intuito não de confundir-nos e sim de nos proporcionar algumas risadas ao final de cada capítulo...
Sim, porque São Paulo não deve ser levada a sério. Mesmo as ''carrancudas'' faces de alguns de seus moradores não passam simplesmente de uma forma de defesa. Não espere você que sinos toquem, e que pessoas com colares o recebam no desembarque- como no Havaí. A capital paulista, se fosse simbolizada por algum animal, provavelmente deveria sê-lo por um porco-espinho...Se você resistir aos golpes iniciais- aos inúmeros problemas que surgirão, tentando fazer com que desistamos desta empreitada- a máscara cairá. E descobriremos que a mesma metrópole ''árida'' e ''poluída'', repleta de ''caras amarradas'', também possui os seus tesouros. E, como se sabe, ninguém guarda um tesouro ao ar livre e com um sorriso na cara. Os índios, que agiram de modo semelhante em relação aos invasores lusos e espanhóis, acabaram massacrados por estes...
Os verdadeiros tesouros estão enterrados. Há que se cavar bem fundo para achá-los. Acreditamos que estamos a fazer algo semelhante. Paulistanos, quando os conhecemos melhor, podem ser bons amigos. A cidade, do mesmo modo, só é ''feia'' para aqueles que se concentrarem apenas em seus aspectos secundários...
Em meio a esta junção de várias coisas que, por sua  complexidade, desafiam avaliações superficiais decorrentes de ''pré-conceitos'', tentamos lidar com este fenômeno dentro do alcance de nossas forças. De passo em passo. Dia a dia.
Claro que, como tudo o que fazemos aqui, boa parte das ''descobertas'' é fruto de uma navegação que, em alguns momentos, chega a dispensar a existência de ''planos''. ''Perder-se'' na imensidão das cidades e do mundo, este poderia ser o nosso lema. Descrito assim até parece algo bonito. Disfarça bem as ''tempestades'' e o ''caos'' cotidiano com que temos de lidar a cada dia...
Em São Paulo, aprende-se a nadar sem nunca termos nadado antes...Se sobrevivermos, certamente ficaremos bem mais fortes...
Alcnol.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Feirinha de Primavera na Praça Osório, em Curitiba-PR...

Embora situada em uma região central da capital paranaense, a Praça Osório- e a vizinha Rua XV de Novembro, a célebre ''Rua das Flores''- constitui, para mim, uma espécie de ''fronteira sentimental'' da cidade de Curitiba.
Explico.
Quando chego a um dos limites desta Praça, finalmente ''cai a ficha''. E percebo, com toda a força, que estou de verdade naquela cidade. Não se trata de minha imaginação...
Divagamos, em textos anteriores, sobre o chamado ''Mundo Plano''( expressão criada pelo jornalista norte-americano Thomas Friedman, referindo-se à chamada ''Globalização'').
O mundo, segundo ele, ''estreita-se''. Serviços e comodidades antes exclusivas dos chamados povos de ''Primeiro Mundo'' começam a se difundir por todas as partes.
Salvo se estivermos na mais distante das selvas, longe até mesmo de algum sistema de comunicação via satélite, a sensação que temos é que não há mais lugares ''afastados'', alheios a todo este processo de desenvolvimento.
Notamos isto em Montevidéu, onde estivemos recentemente. Com pouco mais de 1 milhão de habitantes, a capital do Uruguai dispõe de todas as comodidades a que estamos acostumados nos chamados ''grandes centros''( a exemplo de São Paulo): TV's de plasma nos hotéis, shoppings lotados e luxuosos, uma gastronomia de primeira.
Você pode visitar um lugar destes, sem a sensação de estar ''afastado'', ''distante de tudo''...
No entanto, se comodidades e serviços eficientes se difundem por todas as partes- dando ao viajante superficial a sensação de que ''tudo se parece''- as cidades continuam diferenciando-se por sua história, por suas peculiaridades. Detalhes únicos que só elas tem. E é atrás disto que nós fazemos as nossas viagens e passeios- inclusive pela metrópole em que atualmente vivemos( a cidade de São Paulo...).
Curitiba- e isto me encantou desde a primeira vez em que estive por lá- já foi descrita alhures como um ''misto de pequena vila e cidade grande''.
Mesmo durante eventos que levam boa parte de seus habitantes para o litoral ou para outros destinos- como por ocasião do Natal e do Carnaval- a capital paranaense mantém uma boa estrutura para visitantes: a Linha Turismo, com ônibus especiais que percorrem alguns dos principais destinos turísticos daquela cidade, é um dos exemplos. Shoppings e restaurantes( ressalte-se que alguns aproveitam a oportunidade para fechar)continuam também a ''pleno vapor''.
Ao lado de todas estas ''comodidades'' que fazem o conforto de um viajante moderno, a cidade possui- nestes momentos, quando se esvazia quase que por completo- uma tranquilidade dificilmente encontrada em outras metrópoles de mesmo porte.
Algumas edificações mais antigas até nos confundem, dando-nos a impressão de que estamos na verdade em outra época. Como se tivéssemos entrado no famoso ''Túnel do Tempo''( série antiga, do produtor Irwin Allen, que durou apenas uma temporada- exibida aqui em meados dos anos 70...).
A bela Praça Osório, que estamos a mostrar, é uma destas especificidades de Curitiba. Aos sábados, para nossa alegria, é possível encontrar nos arredores músicos de rua, artistas vendendo seus quadros, idosos discutindo em um dos cafés da chamada ''Boca Maldita'', famílias passeando pela Rua XV. Coisas raras de encontrar nos grandes centros de hoje, e que mais lembram pequenas cidades do interior...
E o que vende na Feirinha de Primavera da Praça Osório, que mostramos nas fotos acima?
Bonecos para crianças, pães e doces artesanais, criações de todos os tipos- algumas beneficiando projetos sociais daquela cidade.
Por tudo isto, a Praça Osório constitui um dos chamados ''portões sentimentais'' da cidade de Curitiba. Impossível afirmar que a visitamos se não passamos por ali, se não andamos por seus limites, se, ao final destes passos, não demos um suspiro ao avistar todo o ''agito'' da Avenida Luís Xavier- com 150 metros, a ''menor Avenida do mundo''- e da Rua XV de Novembro.
E se, ao menor dos pingos que sentimos sobre nossas cabeças, não corremos também para comprar logo um guarda-chuva na mão de algum dos inúmeros camelôs que acorrem com prontidão nestas horas...Pois, se uma coisa é certa para mim, é que sempre chove durante minhas visitas a Curitiba...
Alcnol.

Meu único limite: as calçadas de Curitiba...

Cronistas das duas cidades já polemizaram, em seus textos, sobre quais seriam as ''piores calçadas do país'': as de São Paulo, ou as de Curitiba?
Entro neste espinhoso debate inicialmente ressaltando que, se não há limites para o que a nossa mente e a nossa curiosidade podem conceber- em matéria de possíveis passeios pelas duas capitais- o físico deste escriba se vê também diante de alguns obstáculos bem reais e concretos. As calçadas da capital paranaense constituem um destes obstáculos...
Feitas de pedra, na foto acima até é possível constatar que há perigosos desníveis-  podem levar-nos ao solo em questão de segundos...
Meus pés estavam tão doloridos ao cabo de algumas horas de caminhada por este piso que até deixei de voltar à Bienal do Livro do Paraná- para assistir os debates noturnos programados, as melhores atividades do dia...
Porém, arrisco dizer que as calçadas de Curitiba não são as piores de todo o país. Se não há conforto nestas pedras, ao menos não são muito comuns os desníveis. Em geral, anda-se por uma base plana. Creio que, neste quesito, nada se iguala- no que elas tem de pior- às calçadas da capital paulista...
Como a responsabilidade é de cada morador- e não há fiscalização neste sentido- andar pelas calçadas paulistanas equivale a passar por cotidianas ''montanhas russas'' ou ''corridas de obstáculo''. Até mesmo para um pedestre ''normal''- sem aparentes problemas físicos- isto pode se tornar uma ''tortura''. Que dirá para cadeirantes ou pessoas que necessitam usar muletas...
São Paulo, há que se reconhecer, ''pertence aos automóveis''...
Toda a preocupação dos poderes públicos está voltada para a satisfação, por menor que seja, dos motoristas. Se é que é apropriado falar em ''satisfação'' quando se tem de passar horas no trânsito diariamente, claro...
Enquanto obras viárias de bilhões de reais são planejadas e anunciadas, não se tem o menor cuidado com coisas  ''menores'', ''supérfluas'' como a conservação de praças ou calçadas. São estas coisas, estes ''detalhes'' porém, que mais tem a dizer sobre a qualidade de uma Administração Pública. 
Como já disse anteriormente por aqui, ''quer saber se uma cidade é bem cuidada? Repare nos chafarizes das praças''. Se eles estão funcionando- a exemplo dos de Santos-SP ou de Curitiba-PR, para citar algumas cidades que conhecemos- isto é sinal de que aquela cidade é bem admistrada...Há que se pensar ''micro'' nestas horas, pois é nos detalhes que se pode vislumbrar uma grande ''obra de arte''( ou uma pessoa muito especial, se vocês preferirem assim...).
Alcnol. 

''O outro lado de Curitiba'': ''fim''( desta série de posts, claro...).

Conhecer um outro lado de uma cidade que já nos parecia ''familiar'' é sempre bom. E não creio que, em poucas horas, tenha mostrado ou ''vasculhado'' tudo o que há para ver...
Ao contrário: novas visitas a esta região da capital paranaense se fazem necessárias. Uma ''desculpa'' a mais para rever lugares tão interessantes e, quem sabe?, para descobrir outros...
A série de posts ''O Outro lado de Curitiba'' acaba por aqui. O blog, evidentemente que não...
Alcnol.
PS: Convido os leitores a visitar agora o bairro paulistano do Brooklin- que havíamos começado a mostrar antes desta série sobre a capital do Estado do Paraná...

sábado, 16 de outubro de 2010

''O outro lado de Curitiba'': perto do ''final''( ? )...

Quando me vejo na iminência de sucumbir ao discurso ''catastrofista'' feito pela mídia, gosto de perguntar: ''minha vida, de verdade, é tão ruim assim?''.
Eu, como muitas outras pessoas, tenho na realidade uma existência muito melhor do que a chamada ''realidade'' que vemos nos meios de comunicação...
Ao mesmo tempo em que tomamos conhecimento de fatos horripilantes, violentos mundo afora- e vejam bem: não prego que seja necessário fugir deles. Ao contrário: sou ''viciado'' na leitura de jornais e revistas...- deparamos, em nosso cotidiano, com inúmeros fatos que mostram, ao contrário, que tudo está ''bem''...Paradoxal, não?
Só consegui ver isto quando deixei de me preocupar exclusivamente com o chamado ''macro'', e passei a adotar uma certa visão ''micro'' da existência. Este blog marcou esta radical ''guinada'' em minha vida...
Revendo estas imagens do que batizei como ''o outro lado de Curitiba'', impossível não pensar que, ao menos no momento em que as registrei, estava tudo ''certo''. Se morresse ali, naquele exato instante, partiria com a recordação de que a vida é repleta- muito mais do que de ''catástrofes'', atropelamentos, acidentes e assassinatos- de momentos felizes como aquele. Que agora estou a compartilhar com todos os que lerem este post...
Alcnol.

''O outro lado de Curitiba'': Estádio Couto Pereira e arredores...

Já mostramos o Estádio Couto Pereira( do Coritiba Football Club)em diversas outras ocasiões. Até mesmo em partidas de futebol disputadas na terça-feira de Carnaval( acreditem!)...
Uma particularidade deste Estádio consiste na alimentação que é servida nos jogos disputados em dias mais frios, tão constantes na capital paranaense: até mesmo pedaços de pizza são oferecidos nas lojinhas da Praça de Alimentação...Os mais famintos chegam a pegá-los com a mão mesmo...
Gorrinhos para a cabeça e capas de chuva- ou casacos de frio- fazem parte da indumentária dos torcedores do alviverde. Certamente algo bem diverso da dos torcedores de Ceará ou Fortaleza, para citar um exemplo...
Mas não é o Couto Pereira o tema deste post, e sim os seus arredores. As ruas arborizadas e tranquilas do bairro Alto da  Glória, onde tiramos estes retratos, certamente constituem um ''must go''- um lugar de visitação praticamente obrigatória- para aqueles que desejam conhecer de fato a capital paranaense.
Com uma advertência: como diz a famosa música, ''você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui''...
Alcnol.

Centro de Curitiba e um raro condomínio de casinhas...

Cenas como esta ainda são comuns em algumas regiões da cidade de São Paulo- Pinheiros, em particular.
Uma rua constituída completamente por casinhas antigas...
Algumas ainda abertas ao tráfego de veículos e pedestres. Outras, adaptadas aos ''novos tempos'' de violência urbana, com portões na entrada e até mesmo guardas em guaritas...
Esta ruazinha aí, no centro da cidade de Curitiba- PR, é fechada. Aproveitamos um raro momento em que a cancela estava aberta, certamente devido à  entrega de alguma encomenda, para fotografá-la...
Na capital paranaense é a única que já vi até hoje no centro da cidade...
Resiste, enquanto altos edifícios são construídos ao seu redor...
Um motorista de táxi me contou que vilas como esta eram comuns na época de sua infância.  Algumas casas deste tipo abrigavam até mesmo pensionatos para moças e rapazes, que vinham do interior para estudar na capital...
Pensionatos?
Acho que estou mesmo ficando velho...
Alcnol.