sábado, 21 de agosto de 2010

Agora sim, Avenida Libertador. Meio da tarde, ainda com sol, e temperatura de...vejam...

Na saída do restaurante, o atendente perguntou se eu tinha- como os demais frequentadores- deixado algum sobretudo ou casaco com eles. Respondi que não, voltando para o ventinho e o ar gélido das ruas.
Na Avenida 18 de Julio, vendo que o tempo não ia esquentar muito- prometendo até, como na noite anterior, cair bastante após o pôr-do-sol- me ''rendi'' e adquiri um casaco em uma de suas lojas. E, ao contrário do que faço no Brasil- quando escolho roupas de frio por sua ''beleza''- desta vez optei pela simplicidade e funcionalidade, adquirindo o primeiro que vi no meu tamanho...
Assim, agora devidamente ''preparado'', voltei à Avenida Libertador- que anteriormente me agradara graças a sua beleza- para um pequeno passeio no meio da tarde. Ainda fazia um solzinho mas, como vocês podem ver nas fotos, a temperatura não mudou muito em relação à matutina: meros 6 graus...
Com o casaco, não me pareceu desagradável. Ao contrário: até gostaria de ''engarrafá-la''- a temperatura-  para trazê-la para o Brasil...O que vocês acham? Já sei o que vão dizer. Até os apresentadores dos canais de TV argentinos e uruguaios também não gostam lá muito deste ''friozim''...E nem as pessoas que eu vi no centro de Montevidéu, tentanto cobrir-se de todas as formas( sobretudos, boinas, cachecóis, panos na cara, etc.)...
Gosto é gosto...
Assim como há os que não gostam de frio, existem os chamados ''turistas do frio''. Meu hotel estava lotado, com muitos brasileiros. E encontrei vários compatriotas pelas ruas também. No meu caso, acho que provavelmente não gostaria TANTO de Montevidéu se a temperatura estivesse, como no dia de meu retorno, na faixa de uns 20 graus- com sol...O que, após ter me acostumado ao friozinho gostoso, até me deu uma desconfortável sensação de ''calor''...
Alcnol.

Primeiro almoço em Montevidéu...

As fotos publicadas até aqui podem se confundir com os tradicionais relatos ''turísticos'' de diversos viajantes, à medida em que mostramos alguns pontos tradicionalmente frequentados pelos mesmos.
Porém, a gastronomia é um ponto singular. Á medida em que várias são as opções, e só escolhemos aquilo com que nos identificamos- e com que o nosso bolso possa suportar, claro...
Quando soube, com antecedência, que haveria um restaurante situado ''nas cercanias'' do Teatro Solis, em Montevidéu, planejei-me imediatamente para conhecê-lo.
E a casa- o ''Rara Avis''- não me decepcionou...
Já comentei aqui no blog sobre a tendência que os moradores da capital paulista tem de, mesmo em viagem, comparar tudo com os serviços que tem em São Paulo. Muitas vezes em detrimento do que estão tendo- ''ah, se fosse em São Paulo''...Mas, outras vezes, para qualificar favoravelmente algo a que estão tendo acesso: ''poderia muito bem estar instalado em São Paulo''. Este último é o caso deste Restaurante ''Rara Avis'', situado no Teatro Solís em Montevidéu...
I
Isto porque, além de frequentado por diversos executivos, ele tem um padrão internacional. Muito confortável, ''chique'', ele nos impressiona à primeira vista. Nas laterais, ele é composto de mesas tradicionais como a da foto 3( não ficou muito boa por causa da claridade...). Enquanto que, ao centro, divisórias de madeira separam as mesas umas das outras, permitindo que, no máximo, possamos ver uma parte das cabeças dos vizinhos. Na foto 2 uma imagem que estava á minha frente, como que a simular um palco de teatro. Bem bolado, e nada ''casual''- dado o ambiente em que estávamos...
 Prosseguindo, passamos agora para a refeição propriamente dita. Minha escolha: costeleta de cordeiro( ''uruguaio'', fez questão de ressaltar o garçom...), acompanhada de rodelas de cenoura e ervas no fundo do prato. Coisa de primeira. 
Ao contrário do que se come por aqui, os uruguaios costumam preparar a carne dessalgada, permitindo que os clientes a temperem conforme queiram. O resultado é que comer carne bovina lá não é tão desgastante quando aqui no Brasil- em que só suporto fazê-lo com cerca de um mês de antecedência entre uma refeição desta espécie e outra...Em Montevidéu abri uma exceção: só comi peixe- uma merluza negra- uma vez, e ainda assim não registrei com fotos...
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Concluindo esta refeição inicial, uma sobremesa chamada ''Amor ao Caribe'': macaron, sorvete de côco, caldas de chocolate e um pequeno biscoito. ''Fecho de ouro''...Só não voltei ao restaurante depois porque ele fecha domingos à noite e segundas ao meio-dia, justamente quando eu já estava perto de voltar para cá...
Preços: muitos críticos gastronômicos lamentam a falta de verdadeiros bistrôs em São Paulo- cidade em que há muito já se superou a faixa de R$100,00 nos melhores restaurantes, entre eles diversos bistrôs ''franceses''...Claro que isto não é o que se paga em qualquer refeição, pois os estabelecimentos costumam- durante a semana- proporcionar as chamadas refeições ''executivas''. E os restaurantes vegetarianos escapam a esta regra,  existindo alguns com preços até abaixo de R$20,00...
No Uruguai, embora os restaurantes de primeira linha como este ''Rara Avis'' não sejam verdadeiramente ''baratos'' mesmo para os brasileiros e sua ''forte moeda''(o real, que chega a valer até $10,70 pesos uruguaios), uma refeição como esta ficou na faixa de 1110 pesos mais serviços. Uns, calculo, 20% menos do que uma refeição similar na capital paulista em estabelecimentos do mesmo gênero...Detalhe importante: eu tomei apenas água mineral com gás. Com vinhos este valor deve variar, e para cima...
Embora tenha frequentado outros desta mesma categoria- e, comparativamente, um lugar mais simples especializado em ''parrillas''( cortes de carne)- só no penúltimo dia descobri um estabelecimento que conseguiu aliar( coisa rara)qualidade e preço. Esta estória eu contarei mais adiante...

''Palhinha'' da Ciudad Vieja- antes do almoço...

Esta rua exclusiva para pedestres, nas imediações da Praça Independência, marca também o momento em que eu passei a procurar um restaurante para almoçar. Sabia que ele estava localizado ''nas cercanias'' do Teatro Solis- por que passei neste momento. 
Só ignorava que ele estava DENTRO do Teatro. Até descobrí-lo, ''penei'' vários minutos sob um vento gélido. Imagino a cara que eu apresentava quando cheguei ao restaurante( cabelos arrepiados, olhos vermelhos, etc.). Deveria ter cortado os cabelos bem curtos antes desta viagem...
No próximo post, finalmente, o almoço...
PS: Depois da refeição eu tive de me ''dobrar'' e, finalmente, comprar uma roupa mais adequada para tanto frio...Nada porém no estilo do que vi nestes dias  em Montevidéu, onde algumas pessoas- além de boinas e cachecóis- cobriam o rosto com panos, na desesperada tentativa de lidar com este gélido vento polar...Com uns dois dias já estava me ''acostumando'' e depois, quando a temperatura começou a esquentar, até lastimei a volta do calor...

Praça Independência, em Montevidéu( Uruguai).

Como já passa de 13 horas, neste primeiro dia em Montevidéu que estamos a retratar, meu estômago começa a dar sinais de vida. Porém, antes de procurarmos um restaurante- e ele está bem próximo, mais próximo do que imaginávamos- vamos dar uma breve passadinha por um dos lugares mais especiais de toda a capital uruguaia: a Praça Independência.
Além do Monumento a Artigas( herói uruguaio, líder de sua Independência), e da sede da Presidência da República daquele país, a Praça Independência marca uma espécie de ''limite'', ''fronteira'' entre territórios: além dela esta a ''Ciudad Vieja''- que mostraremos mais adiante, com suas ruas exclusivas para pedestres e o famoso Mercado del Puerto. E nela chegamos também, infelizmente, ao final da Avenida 18 de Julio...
Reparem como o  país, apesar de pequeno- tem pouco mais de 3 milhões de habitantes- não transaciona com o que lhe é mais caro: ''Libertad o Muerte''( Liberdade ou Morte)é o seu lema. O Uruguai está fazendo um belo papel em plena Era da Globalização, preservando suas tradições e costumes ao mesmo tempo em que se abre para o mundo. A isto, dedicaremos um post exclusivo mais adiante...
Alcnol.
PS: Na penúltima foto, um dos quiosques tão comuns no centro de Montevidéu. Que ''vendem de tudo''( balinhas, cigarros, fichas telefônicas, etc.)...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quer saber se uma cidade é bem cuidada? Repare em suas praças...

Por este critério, o de seu estado de conservação, a Praça Engenheiro Juan P. Fabini- no centro de Montevidéu- faz bonito. Vejam como até os chafarizes estão funcionando...
Por que é importante termos praças bem conservadas? Porque elas são um convite à confraternização, à vida social. Praças sujas e mal-conservadas- como as da capital paulista- e frequentadas por moradores de rua, são um perigo para os passantes e moradores de seu entorno. Vejam como o estado de conservação das praças, algo tão ''simples'', tem reflexos até na criminalidade urbana...
Na última foto, uma prévia da Avenida Libertador. Logo mais faremos um passeio mais completo nesta via urbana que leva a um dos principais lugares da capital uruguaia.
Alcnol.

Cinema de rua de Montevidéu, na Praça Cagancha...

Como capital ''callejera''(  ''rueira'' )que é, naturalmente Montevidéu deveria ter vários cinemas de rua. Este aí, na Praça Cagancha- que mostraremos com mais detalhes nos posts seguintes- é um deles. Infelizmente assistir filmes não é algo fácil quando estamos viajando- e queremos conhecer ''tudo''...
Alcnol.

Avenida 18 de Julio, Montevidéu, e a famosa ''fonte dos cadeados''...

Diz a lenda que se colocarmos um cadeado nesta ''fonte dos cadeados'' da Avenida 18 de Julio, em Montevidéu, com o nome de duas pessoas que se amam, elas voltarão juntas a visitar a capital uruguaia- e seu amor ''durará para sempre''...
Na dúvida, uma multidão encheu a pequena fonte de cadeados...
Em seguida, foto da varanda ao ar livre do café em que eu estava- vizinho à fonte. Em dias  de frio, naturalmente, esta área não é muito concorrida...
Alcnol.

Avenida 18 de Julio: o ''coração'' de Montevidéu...

Durante a última Copa do Mundo na África do Sul, quando mostravam pela TV as comemorações pelas sucessivas vitórias da Seleção Uruguaia, é na Avenida 18 de Julio- centro de Montevidéu- que elas se davam.
Uma amiga paulistana, que também esteve recentemente na capital do Uruguai, comentou que em São Paulo não há um lugar como este. E verdadeiramente não há. Com mais de 50 Shopping Centers, a agitação nas ruas da capital paulista diminuiu bastante.
Para sua sorte, Montevidéu segue o que poderíamos chamar de ''modelo europeu''. Com muitas lojas, galerias, cafés de rua com charmosas áreas livres em amplas varandas( disponíveis apenas quando faz calor, claro...), livrarias e tudo o que nós vamos mostrar nos posts seguintes.
A rua tem agitação, vibração na capital uruguaia, e o centro de tudo está na Avenida 18 de Julio. 
Diante disto, grande foi minha emoção ao entrar neste universo tão rico e repleto de história. Nesta Avenida é possível sentir muito da ''alma'' da cidade de Montevidéu. Ela, poderíamos dizer, é uma espécie de ''porta de entrada'' daquele país.Correndo o risco de parecer demasiado grandiloquente, a Avenida 18 de Julio é como umaa espécie de portal para uma dimensão ''pós-tempo''- em que, ao lado de todas as conveniências da chamada ''modernidade'', deparamos com coisas que estão lá há, sei lá, 30/40 anos.
A Avenida 18 de Julio não é algo a ser visitado às pressas, como um Museu ou um Mercado. Há que se deixar levar pelo seu clima, passando umas boas horas em um de seus cafés. Observando a apressada multidão que corre para lá e para cá, em um ritmo que- para nós, que vivemos em São Paulo- ainda assim tem um pouco de ''lento''... 
Alcnol. 
PS: Na foto 5 uma de suas ruazinhas laterais, com cara de ''boulevard''. No próximo post, mais Avenida 18 de Julio...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Na ''rambla''- orla do Rio da Prata- de Montevidéu, o Parlamento do Mercosul...

Volta e meia alguns parlamentares brasileiros dão uma ''escapadinha'' a Montevidéu, para participar de sessões do Parlamento do Mercosul. 
Agora, eu e vocês já sabemos onde ele está situado: bem na orla daquela cidade, neste prédio bonito.
O Mercosul anda meio parado, está longe de se tornar algo com a força de uma União Europeia. Mas sede ele já tem, pelo menos...E, reconheça-se, entrar no Uruguai como turista brasileiro é simples: basta portar o RG ou o Passaporte...E é até bom não termos ainda uma moeda comum: os nossos reais estão bastante valorizados nos países vizinhos( até 10,70 pesos por um real é o que se pode conseguir nas casas de câmbio uruguaias...).
O Parlamento do Mercosul foi também o final deste passeio inicial pela ''Rambla''. A partir daí, peguei o caminho interno com destino á Avenida 18 de Julio. Tema de nosso próximo post. E, longe do vento, já era até possível abrir o mapa de novo...
Alcnol.

Primeiro passeio em Montevidéu: que frio...

À noite, logo após a chegada, tratei de comer em um shopping próximo ao hotel. E, como este estava situado á ''beira-mar''( tecnicamente o Rio da Prata é chamado por este nome mas, como vocês verão nas fotos, não tem um ''outro lado'' visível- como nos rios comuns), na manhã seguinte tratei de fazer o meu passeio pela ''Rambla''( como é chamada a orla de 22 km da capital uruguaia). 
Mapa da cidade nas mãos, com destino ao centro da cidade. Só não contava que, àquela hora, estivesse fazendo uma temperatura( só descobri, e registrei, mais tarde)de 5/6 graus...Novidade para mim, e uma novidade que me fez adquirir urgentemente uma roupa mais apropriada para a ocasião( um casaco, vendido em uma das muitas lojinhas da Avenida 18 de Julio...).
Mas, na hora em que tirei estas fotos do Parque Rodo( situado na ''Rambla''), não tinha casaco algum. Só um suéter, e uma camiseta por baixo. E ventava tanto que eu não conseguia mais fechar o mapa que havia aberto, sem contar que- por instantes- o vento que soprava atrás de mim parecia impulsionar-me para frente...
Á noite eu teria outra prova desta ventania: ela soprou o tempo todo enquanto eu estava no quarto do hotel, com uma fúria que eu estimei em quase 100 km/h. Coisa ''pequena'', que no Sul do Brasil levaria o nome de ''ciclone''...
Mas não vamos nos adiantar. Por enquanto, fotos do Parque Rodo- e dos 3 ''amiguinhos'' cisnes que vieram recepcionar o mais novo visitante da cidade...
Alcnol.

Chegada a Montevidéu...

Destaque para as novas instalações- bastante modernas e confortáveis, bem diferente dos nossos ''sucatões'' que chamam de Aeroportos- do Terminal de Carrasco.
Claro que, como diz a famosa frase, ''não existe almoço de graça'': o Aeroporto da capital uruguaia é privatizado. Quem não quer pagar, ou quer pagar menos, que fique com o nosso Galeão( em péssimo estado, pelo que constantemente informam os jornais cariocas...).
Alcnol.

Por que escolhi o Uruguai como destino desta última viagem?

Considerando que o programa de milhagens de uma companhia aérea estava debitando cerca de 10 mil pontos para cada trecho de viagem na América Latina, por que escolher o Uruguai?
Para quem acompanha este blog há mais tempo, há de lembrar-se que- durante uma viagem a Curitiba-PR e em outra para Porto Alegre-RS- fotografei várias vezes cartazes e outdoors de propaganda do Uruguai( iniciativa da empresa ''Uruguai Natural'', que promove o turismo daquele país). Isto denota curiosidade pelo país vizinho.
A história daquela nação está intimamente ligada à nossa, também. O Uruguai fazia parte do Brasil, até tornar-se independente. Após o Golpe Militar de 1964, vários líderes brasileiros foram refugiar-se naquele país: o Presidente deposto João Goulart, e o saudoso líder Leonel Brizola.
Esportivamente, o Uruguai é muito maior do que o seu tamanho: bicampeão mundial, uma das vezes em pleno Maracanã( em 1950). Melhor mudar de assunto...Ou não, já que estas ''mágoas'' do passado estão quase esquecidas e, nesta última Copa, diversos brasileiros como eu torceram para a Celeste Olímpica também. Eu, porque o chamado ''estilo Dunga'' não me convencia. Outros, em especial botafoguenses, por causa da presença na Seleção Uruguaia do artilheiro botafoguense ''Louco Abreu''( até fizeram uma edição especial de uma camisa celeste com o escudo do Botafogo...).
Culturalmente, o Uruguai também tem uma influência muito maior do que teria normalmente um país de apenas 3 milhões de habitantes. Basta recordarmos alguns de seus maiores escritores: Eduardo Galeano( autor do ''best seller''  ''As Veias Abertas da América Latina), Mário Benedetti, Juan Carlos Onetti, entre muitos outros...
O Uruguai, graças a Jorge Battle, foi também precursor do chamado ''Estado de Bem Estar Social'' na América Latina( que depois seria adotado também por Perón, na Argentina, e Vargas, no Brasil). Graças a pesados investimentos sociais, em especial na Educação, ainda hoje o país se beneficia disto: Montevidéu é repleta de livrarias, cinemas, teatros e Museus, além de contar com 4 jornais diários. O Governo Uruguaio investiu pesado na compra de computadores pessoais para seus estudantes( aqueles concebidos pelo americano Nicholas Negroponte, que não deveriam passar de US$100,00- cem dólares).
Com a crise argentina, que se agravou ainda mais durante os mandatos do casal Kirshner, o Uruguai tornou-se também o maior consumidor ''per-capita'' de carne bovina do mundo. Vários dos cordeiros que consumimos aqui no Brasil são provenientes do país vizinho, que também exporta bastante para os EUA. Mas os detalhes sobre as carnes uruguaias reservamos para mais adiante...
Apesar de tudo isto, visitar o Uruguai foi como um ''tiro no escuro''. Isto porque, à exceção de um pequeno guia gaúcho- ''Montevidéu de A a Z'', Editora Artes e Ofícios- não existe mais nada nas livrarias sobre a capital daquele país. As imagens de TV, inclusive na Copa, eram ruins- e a impressão que tínhamos era de que estávamos vendo um país que vivia ainda em plena ''década de 70''. Fotos de revistas e diversas publicações também não ajudaram muito para que tivéssemos uma ideia mais apropriada daquele país. 
No entanto, quando uma pessoa conhecida me advertiu que- comparado com o ''glamour'' de Buenos Aires, visitar Montevidéu seria uma espécie de ''prêmio de consolação''- rebati firmemente. Mesmo sem conhecer a capital uruguaia, assim como a pessoa que me fez este comentário, eu ''sentia'' que, pelos motivos elencados acima e por muitos outros, iria gostar muito de Montevidéu- impressão que, pelos posts anteriores, acabou se consolidando...
Feitas estas considerações iniciais, nos próximos posts vamos- com a ajuda das fotos tiradas na viagem- falar propriamente da capital uruguaia, e da ótima visita que fizemos a esta...
Alcnol.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ùltimo dia em Montevidèu- Uruguai...

È muito fàcil familiarizar-se com a capital do Uruguai. Em cerca de dois dias, ou menos, jà sabia como chegar aos principais lugares.
Montevidèu, decididamente, me conquistou. Pudesse ficar duas semanas, ou mais, e o faria- tranquilamente...
Hoje atè peguei um ônibus, para vir ao centro, logo apòs o almoço. A passagem custa meros 17 pesos uruguaios- menos de R$1,70...Para minha surpresa, os veiculos náo contam com catracas. Os passageiros passam um cartao, ou pagam direto ao cobrador. Descem pela frente, ou pela parte de tràs- como queiram. E ninguèm, absolutamente ninguèm, tenta andar sem pagar- coisa de paìs civilizado...
Materialmente, estamos melhores que todos os demais paìses da Amèrica Latina- â exceçáo, talvez, do Chile. Porèm, embora o Uruguai náo seja uma naçáo rica- è possìvel encontrar vàrios veìculos muito antigos circulando pelas ruas- as pessoas sáo muito distintas, hospitaleiras, educadas. Isto tambèm contribui, e como, para que sejamos conquistados logo de cara...
O Uruguai certamente jà viveu dias melhores. O fausto de certas regióes de Montevidèu è prova disto. Mas, mesmo com todo o declìnio econömico que viveu, seus habitantes sabem viver com dignidade. Poder caminhar livremente por uma cidade que ainda náo sabe o que sáo grades, guaritas e vigias de prèdios( aqueles ostensivos que se vê na porta dos edifìcios na capital paulista), isto è qualidade de vida.
Do outro lado do Rio da Prata as coisas náo estáo táo boas. Os noticiàrios da TV uruguaia hoje deram grande destaque aos crimes que ocorrem no bairro de Palermo Soho- um dos mais badalados de Buenos Aires. Saidinhas bancàrias, sequestros relâmpagos, assaltos aos estabelecimentos e aos turistas- vàrios deles nossos compatriotas- estáo na ordem do dia.
 Comparado com isto, que tanto lembra os noticiarios brasileiros, o Uruguai è uma Ilha de Civilidade.
E è esta Ilha que estou, com pesar, prestes a deixar...
Hoje atè pensei em fazer um passeio pela regiáo do Prado. Mas, assim que cheguei â Avenida 18 de Julio- coraçao da cidade de Montevidèu- senti uma vontade imensa de ficar por aqui atè o fim da tarde, pegar um cineminha, sentar em um cafè e deixar o tempo passar.
A correria dos turistas, daqueles que- depois de escolher uma lista de lugares a visitar que lhes tolhe praticamente toda a liberdade de escolha- saem freneticamente a visitar todos os chamados pontos imperdìveis, me è estranha. Isto porque, sabe-se là bem o porque( um pouco de explicaçao talvez esteja nesta sèrie de posts sobre a capital uruguaia), sinto que esta cidade merece bem mais do que uma breve visita.
Montevidèu me conquistou.
Por sua modernidade e, tambèm, por lugares como Punta Carretas onde- â procura de um lugar para jantar- passei por ruas semi-escuras, que mais lembravam uma cidade do interior.
Por Pocitos, com sua òtima combinaçáo de edifìcios e ruas charmosas, com lojinhas no tèrreo- como se estivèssemos nos Jardins(SP), no Batel(PR), no Leblon(RJ)ou na Savassi(MG).
Pelas ramblas( praias), onde em pleno domingo de manhá era possìvel encontrar gente circulando coberta dos pès â cabeça( bom, como nem tudo è perfeito, è melhor contemplar os corpinhos desnudos là do Rio de Janeiro...).
Em meu ùltimo passeio matutino, hoje, atè senti calor quando- depois de caminhar por quase duas horas- o sol apareceu. Marcava apenas 10 graus- a màxima hoje è de cerca de 15 graus- mas eu, jà acostumado ao friozinho da manha e dos finais de tarde, achei quente...
Por tudo isto, deixo Montevidèu com uma dor no coraçao.
Mesmo antes de conhece-la, jà sentia que iria gostar- mesmo sem saber por que. Hoje tenho mil motivos para explicar esta paixao por esta cidade
Na ùltima Copa, o mundo redescobriu o futebol uruguaio. Hoje acabo de descobrir o paìs que, embora pequeno e desconhecido de boa parte do planeta, náo deixa de- preservando suas particularidades- manter profundos laços com os demais paìses, inclusive o nosso.
Do Uruguai para o mundo, diz um cartaz no moderno Aeroporto de Carrasco( recèm-reformado, deixa os nossos com cara de sucata...). Do mundo para o Uruguai, foi minha trajetòria desta vez. E gostei. E pretendo manter estes laços bem estreitos.
O Uruguai, Montevidèu em especial, me encanta...
Alcnol.
PS: Hora de comprar uns postais e correr para a beira da praia- para ver o ùltimo pôr-do-sol aqui...Desta viagem, claro...

domingo, 15 de agosto de 2010

Montevidèu e os extremos de seu clima...

Para quem queria me ver passar frio, para ver o que é bom, ontem no final da tarde caiu uma chuvinha fina que me deu uma sensaçao tèrmica de quase 0 graus...
Estava em Pocitos, nas proximidades do Boulevard España e da Avenida Brasil- ambas devidamente fotografadas...
Sem um guarda-chuva para proteger-me, o jeito foi continuar andando- até passar a pequena tempestade. Quando passou, foi justo o momento em que eu estava em frente a uma livraria com café- à beira-mar. Ela se chama Yenny, e tem uma filial no Shopping Punta Carretas. Pedi um suco de laranja, um chocolate quente, e uma torta de chocolate( gigante...).
Quase náo havia lugares no cafè. Pela primeira vez no Uruguai, ouvi barulho- de um grupo de velhinhas que estavam se divertindo com alguma coisa...
Com uns 3 dias de viagem, jà deu para descobrir alguns tesouros gastronômicos aqui em Montevideu. E, tal como no Brasil, quem quer comer bem tem de abrir os bolsos...Pagando um pouco mais, sem vinho, dà para degustar do bom e do melhor- e a preços cerca de 25% mais baratos que em Sáo Paulo...
Pouco depois das 14 horas de ontem, tentei visitar o famoso Mercado do Porto. Foi uma roubada. Muitos turistas, restaurantes lotados, vàrias pessoas tirando fotos dos fornos de parrillas, atendimento ruim. Decidi almoçar mais tarde, em outro lugar. Uma parrillada tìpica por menos de 500 pesos( 50 reais ). Boa, mas apenas isto...
Realmente, como se diz, pode-se comer bem a preços razoàveis aqui. Mas, para se ter o melhor, é preciso pagar mais- como em qualquer outro lugar do mundo...
Hoje faz sol- mas o relógio de rua que marcava a maior temperatura estava apontando para apenas 9 graus...Como estou andando desde de manhá, até sinto um pouco de calor agora...
Tal como no Brasil, os shoppings locais estáo ''bombando'' neste domingo. Cheios, barulhentos, com pessoas esbarrando nos corredores...Para piorar, desligam o ar condicionado- dando-nos uma sensaçao de abafamento...
Tentei trocar alguns reais, mas domingo é bastante difìcil. Muitas filas, cotaçoes piores. Acabei trocando 50 ''pilas'' no hotel, a uma cotaçao ruim- menos de 10 pesos por real. Medo de ficar sem dinheiro local em uma emergencia...Mas os táxis- velhos e com um vidro separando motorista e passageiros( paga-se por  meio de uma caixinha parecida com um cinzeiro)- são baratos, salvo os do Aeroporto. Por cerca de 10, 12 reais è possìvel cruzar quase toda a cidade...
Os jornais locais e os argentinos Clarìn e La Naciòn estao dando muita ênfase aos acidentes de trânsito. Segundo o argentino La Naciòn, mais de 20 pessoas jà morreram naquele país este ano em acidentes provocados por ônibus...
Hoje de manha vi um acidente envolvendo um automòvel e uma moto. O motorista do carro continuou seguindo em um cruzamento, como se fosse o dono do mundo. Quase feriu com gravidade o motoqueiro. Felizmente, foi só um susto- com prejuízos apenas materiais. Mas poderia ser muito mais sério, dada a fragilidade das motos. Até parece que eu estava no Brasil...
Hoje de manhã acordei cedo, e fiquei de bobeira a manha toda. Passeando por Pocitos, tirando fotos, sentando e lanchando em cafès. Tal como no Rio de Janeiro, preferi andar pelas ruas de dentro- mais distantes da praia. Passei por um parque grande que mais me lembrou um daqueles Unidades de Vizinhança lá de Brasília: com bastante espaço verde, e um clube no meio...
Fotografar árvores, algo que aprecio muito, é um pouco difìcil por aqui, uma vez que- graças ao frio- vàrias delas estão meio secas, sem flores...
Poderia ficar muito mais por aqui, e será com tristeza que deixarei em breve esta cidade civilizada e meio europeia. Hà que se cuidar em todos os lugares, mas Montevidéu- vista pelos olhos de um cidadão brasileiro- é muito mais segura. Os edifìcios daqui, salvo raras exceções, ainda náo contam com as ''muralhas'' dos de Sáo Paulo. Pode-se andar por toda a cidade em paz, salvo os inevitáveis pedidos de ''moneditas''- vindos de crianças ou pessoas idosas sem teto. 
A contravenção urbana brasileira mais comum- os tais ''vigias de carro''- começa a se disseminar por aqui, pelo que tenho observado. Mas, no geral, Montevidéu- graças a seu tamanho reduzido e ao sistema de assistência social uruguaio, criado no inìcio do século XX- ainda está longe de presenciar as maiores mazelas das grandes cidades brasileiras: o trânsito e, em especial, a violência excessiva que transformou boa parte dos habitantes destes lugares em verdadeiros prisioneiros( atrás das grades, e sem direito de ir e vir). Só por isto jà valeria ter vindo aqui, mas há muito mais...
Apenas as previsões para esta semana, de alta constante das temperaturas, me ''expulsam'' daqui. Quisera CONGELAR este inverno daqui por uns seis meses, e levá-lo nos bolsos para casa...
Alcnol.
PS: É hora de aproveitar os últimos momentos de sol do dia, um sol frio bem a meu gosto, para curtí-los em algum lugar à ''beira-mar''. E mar- tecnicamente o Rio da Prata, mas não podemos ver seu outro lado- é o que não falta por aqui...E nem frio, por enquanto...
PS2: Comparado com o Brasil, o Uruguai parece uma ILHA DE CIVILIZAÇÃO...
PS3: A TV Argentina està dando bastante destaque ao Plano de Segurança adotado pela Polícia da Colômbia para pacificar a cidade de Bogotá. Infelizmente, os nossos governantes não fazem o mesmo...Bogotá conta com várias câmeras, e os carros de Polícia tem computadores a bordo- permitindo acessar de imediato dados e informações de transeuntes e veículos...Coisa de Primeiro Mundo...
PS4: Para comparar Montevidéu com alguma cidade brasileira, diria que lembra um pouco Porto Alegre. Mas com mais parques...

sábado, 14 de agosto de 2010

Montevidèu: o melhor lugar do mundo para estar, neste momento...

Enquanto o hemisfério norte sofre com temperaturas extremas de calor, o sul da Amèrica Latina está em pleno inverno- com mínimas que beiram  zero graus...
Exatamente por isto, para alguém que aprecia o frio, Montevidéu è o melhor lugar DO MUNDO para se estar neste momento...
Hoje de manhã, caminhando pelo bairro costeiro de Pocitos, deparei com um bar chamado "Tranquilo". Interessantíssimo, e bem simbólico do que seria o Uruguai em comparação com o Brasil. É bem mais tranquilo, porém não tedioso...
Nada de carros circulando pelas ruas com o som- geralmente músicas horrendas- a toda altura, e a qualquer hora do dia ou da noite... Nada de bares ruidosos a beira-mar( e em todos os grandes centros)para tirar o sono de seus vizinhos...
O Uruguai, em certos lugares, parece um país congelado no tempo. Lembra aquelas sociedades de "cavalheiros" distintos do final do sèculo XIX e começo do sèculo XX. Homens elegantes circulando pelas ruas com boinas e cachecóis, mulheres tambèm muito distintas e elegantes- e tudo graças ao frio...
Hoje está fazendo o que voces chamariam de "tempo bom": ensolarado, sem nuvens. Com mìnimas na parte da manhã abaixo dos 10 graus, e màxima de 11 graus aqui e 13 em Buenos Aires...Depois de tentar visitar o Estàdio Centenário- fechado, inclusive o Museu do Futebol- passeei pelo vizinho Parque Battle, e estou agora na Avenida 18 de Julio. Até o inìcio da tarde de sàbado, estará repleta de pessoas circulando e fazendo compras...Algo que infelizmente jà superamos um pouco nas grandes cidades do Brasil, repletas de grandes shopping centers. É preciso bastante paciência para andar, respeitando o ritmo das pessoas que estão à nossa frente, mas é muito gostoso: no meio de pessoas idosas, crianças, e alguns jovens, temos contato com exemplares vivos da chamada "alma uruguaia"...
A pátria vizinha ainda está em festa, graças à ótima campanha de sua Seleção na última Copa do Mundo. Vê-se bandeiras azul - celestes por todos os cantos: nas janelas dos automóveis, nos apartamentos, etc.
Quando chegar a semana que vem, e eu tiver que ir embora, será com muito pesar. Advertido por uma amiga de que Montevidéu seria muito "aquèm" de Buenos Aires, repeli energicamente esta afirmação' - mesmo sem conhecê-la( a capital uruguaia) ainda...Hoje vejo que, sem saber, por puro instinto, estava certo. Para quem quer ver lugares com o charme dos Jardins, em Sáo Paulo, há semelhantes à beira do Rio da Prata. E, para quem quer ver lugares únicos e típicos- como o Mercado do Porto e o Centro da Cidade( incluindo a Avenida 18 de Julio)- a capital uruguaia há de agradar a todos. E ainda mais: para uma cidade "tranquila", de pouco mais de um milhão e meio de habitantes, Montevidéu possui uma quantidade incrível de parques- alguns gigantescos- e praças. E uma "rambla"- a regiáo costeira, das praias'- gigantesca, com cerca de 22 km...
Náo, não dá para fazer comparações superficiais e precipitadas, como as de minha amiga. Montevidéu é única, especial, e há de agradar a todos os tipos de viajantes.
Alcnol.
PS1- Os livros- na mèdia entre 200 e 700 pesos uruguaios( o câmbio está na faixa de 1 real para 10,5 pesos uruguaios)são "caros", ou melhor, estão na mesma faixa de preço que os nossos. Mas há muitas livrarias, por todas as partes, e é possìvel encontrar autores inèditos no Brasil. Por isto, mais do que qualquer outra coisa, o que mais comprei aqui até agora são livros...
PS2- A cidade està cheia de turistas, e os shoppings estao cheios de compradores em potencial. As roupas, exceto em lugares especiais, não são lá muito bonitas, coloridas. Caracterizam-se pela sobriedade. Mas o frio nos faz esquecer quaisquer considerações estéticas: ontem mesmo tratei de adquirir, na Avenida 18 de Julio, um bom casaco- muito útil pelas manhas e quando cai o sol...Falando em sol, quando ele apareceu ontem- na parte da tarde- tratei de tirar uma foto destes marcadores de rua. Estava marcando 6 graus, com pleno sol...
PS3- Mesmo aqui, com este tipo de temperatura, as pessoas estão sempre reclamando e fazendo toda espècie de comentários depreciativos- incluindo os programas de TV. Sinal de que nunca estamos satisfeitos com o que temos...Já para quem faz o chamado ''turismo de Inverno'', é o ''paraíso''...
PS4- Além dos canais uruguaios, tenho acompanhado dois canais de notícia argentinos. As manchetes dos "hermanos": quase 5 mil casos de golpe "saidinha bancária" jà foram registrados este ano na Argentina...A temperatura pela manhã em Buenos Aires estava na faixa dos 3,4 graus centìgrados, com màxima esperada de 13 para hoje...E, graças a uma "greve" dos juízes( mais precisamente árbitros) uruguaios, náo teremos partidas de futebol por aqui este fim-de-semana...
PS5- Hora de "traçar" uma boa "parrilla"...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Em Montevidèu...

Era para, como sempre, manter esta informaçáo em segredo. No entanto, náo pude me conter esta vez. A pequena surpresa que estava preparando para vocês foi revelada: estou no Uruguai, em Montevidèu...
Creio que a informaçao que todos gostariam de saber è: como està o tempo?
Quando cheguei, ontem, estava frio e chuvoso. Apòs jantar em um pequeno shopping, e circular pela àrea pròxima ao Rio da Prata, senti um vento forte e gèlido como nunca...Em determinados momentos, mal conseguia dar um passo. O engraçado è que, quando o vento dava uma trègua, nem estava táo frio. Porèm, quando soprava...
Os quartos do hotel náo tem ventiladores, e sim aquecedores...Por toda a noite o vento soprou com uma fùria que nunca vi antes em toda a minha vida...Havia previsáo de ventos de atè 100 km- hora, o que no Brasil seria chamado de "tornado". Creio que as construçóes daqui devem ser preparadas para estas contingências...
Nos shoppings e supermercados, è tudo muito parecido. Produtos Clear para os cabelos, desodorantes Axe, Pastas Dentais Colgate. Porèm, senti pequenas diferenças quanto aos iogurtes- para exemplificar. Eles sáo bem menos doces que no Brasil...
No restaurante, no jantar, eles tem pequenos recipientes com páes e biscoitos- todos devidamente plastificados. Sò pagamos o que consumimos, o que è bom para evitar desperdìcios...
Quando fui a Buenos Aires, cerca de 5 anos atràs, saì com a impressáo de que as carnes estavam "mal temperadas". Desta vez achei o mesmo, atè salgar um pouco o meu prato escolhido. Em sinal de respeito ao cliente, as carnes vem dessalgadas. Nem todos- em especial os que sofrem de pressáo alta' podem consumì-las do jeito que fazemos no Brasil. 
Hoje de manha saì do hotel com o objetivo de caminhar atè o centro da cidade. Soprava um vento hiper-gelado, que me impediu atè mesmo de dobrar o pequeno mapa da cidade que carregava nas maos...Quando cheguei em determinado trecho, o relògio de rua marcava meros 5 graus centìgrados...
Naturalmente, eu náo estava "preparado" para tanto. As pessoas aqui chegam a cobrir todo o rosto e a cabeça, alguns usando inclusive luvas...Eu usava um suèter, com uma camisa de mangas curtas por dentro e uma camiseta embaixo...Náo sinto "frio"- lamento aos que esperavam por isto'- salvo quando venta forte. No centro, com todos os prèdios, a sensaçáo tèrmica è um pouco maior...
Cheguei â Avenida 18 de Julio, que è um grande centro de compras. Inùmeros cafès, pizzarias, restaurantes, lojas- vàrias anunciando promoçoes- e, depois de tomar um suco de laranja( servido, incrìvel, com gelo!)e um chocolate quente, me preparo para almoçar. O dia està sò começando.
Minha impressao inicial sobre o Uruguai è a melhor possìvel: muitas livrarias, pessoas caminhando elegantes pelas ruas, uma imensa Avenida muito limpa e conservada, preços mais em conta que no Brasil.
Por enquanto è tudo o que tenho para dizer sobre a Capital Uruguaia. Aguardem fotos, muitas fotos, na volta- semana que vem...
Alcnol.
PS: No noticiàrio local, algo em comum com o Brasil: muitos "acidentes" de transito, provocados por motoristas alcoolizados...Esta "praga motorizada" se espalha por todo o mundo...
PS2: Para matar a saudade da Argentina, hà dois canais daquele paìs transmitidos no sistema de TV a Cabo do hotel. Em um, fiquei sabendo que uma "ventana"( janela) caiu do vigèsimo terceiro andar de um prèdio na Recoleta( bairro mais "chique" de Buenos Aires). A rua foi interditada pela Polìcia...
PS3: Embora a màxima prevista para hoje seja de 12 graus, com um pequeno sol saindo neste instante, acho que jà estou me adaptando. E concordo com a classificaçao dos uruguaios: 3 graus è "muy frio", 8 graus è "frio" e 12 graus è temperatura "fresca"...Que delìcia de inverno âs margens do Rio da Prata!!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

São Paulo, no inverno: ''vermelho''...

Não chove muito na capital paulista neste inverno. Salvo quando, raramente, chega alguma frente fria- e olhe lá...
Mas, em meio à vegetação seca, é possível encontrar, aqui e ali, alguns exemplares de flores em seu auge.
O local destas fotos é a Vila Madalena, arredores da Estação de Metrô.
A cor, claro, é um forte tom de vermelho...Ao contrário de certas pessoas, a natureza não busca ''camuflar-se''...

Painéis nos arredores da Praça Tiradentes, em Curitiba...

Embora sejam conhecidos de boa parte dos moradores da capital paranaense, para mim foi uma surpresa ter visto estes painéis artísticos nos arredores da Praça Tiradentes, em Curitiba...
Um motivo a mais para dar uma pequena ''paradinha'' para poder contemplá-los melhor.
Suscintamente, estes painéis contam a história da cidade e de seu povo.
Nas duas fotos de baixo, uma galeria- que, passando por baixo da rua, liga os dois pontos onde estão os painéis...
PS: Este post encerra mais uma série sobre a cidade de Curitiba. Se você quiser saber mais sobre a capital paranaense, basta pesquisar no blog. Não faltam matérias sobre os Parques, Ruas, Shoppings, Estádios de Futebol, etc...