sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pinheiros: prédio na Rua Francisco Leitão...

Começamos aqui um passeio por esta rua que pode, como tantas outras, ser apontada como uma ''síntese da cidade de São Paulo'': que outro lugar poderia possuir, em uma mesma região, prédios antigos como este e lofts, prédios comerciais de alto padrão, pequenas oficinas e lojas e até mesmo um pequeno bistrô estilo parisiense? Esta é a cara do ''caos paulistano'', do ''caos'' de uma cidade que não para continuamente de reinventar-se- um lugar no qual, pelo menos, jamais teremos condições de reclamar de ''tédio''...Alcnol. PS: O ''fake'' flagrado mais uma vez nas falsas casinhas pintadas na parede externa de uma oficina...

Prédio nos Jardins...

Este pequeno trecho entre a Avenida Rebouças e o miolo dos Jardins me agrada por seu aspecto ''caótico'': possui um pouco tanto dos edifícios de Pinheiros quanto das casas dos Jardins. Uma área mista, portanto...Que conseguiu escapar das normas e regulamentos da cidade- que estabelecem padrões de edificação bem mais rígidos nos dois bairros citados. Vejam só este prédio com 3 andares da Rua Cônego Eugênio Leite: não há outro edifício semelhante nas imediações. Se optarmos pelo sentido de Pinheiros, verificaremos que o restante da rua também possui características bem distintas às das duas regiões apontadas: as casas, bem pouco suntuosas- fugindo um pouco do padrão clássico das mansões dos Jardins- e uma rua tranquila tem a aparência de uma cidadezinha do interior...Isto a poucos metros da agitadíssima Avenida Rebouças...São estas ''quebras'' cotidianas de padrão- com o sentido de pequenas ''viagens''- que nos dão prazer redobrado em nossas existências na maior cidade do país( e da América Latina, excluindo o México...). Alcnol.

Outro almoço na Rua Joaquim Antunes, Jardim Paulistano...

Caso conheça a cidade de São Paulo, você não leu errado: estou falando do pequeno trecho da rua Joaquim Antunes que fica entre a Avenida Rebouças e a Rua Groenlândia( sua prolongação, com outro nome...). O local fica nos Jardins, porém ali é permitida a construção de edifícios. O resultado é um misto de casinhas, prédios mais altos e vários restaurantes que tem a cara de uma pequena cidade do interior. Já mostramos a rua na visita ao ''Brasserie'', um de seus vários estabelecimentos culinários. Conhecemos ainda o ''Mani''( não mostrado aqui porque no dia da visita eu estava sem o celular...), e agora decidimos almoçar no italiano ''Raviolí''. O prato foi bem pouco italiano: costeleta de porco, com batatas...Fiel àquele critério segundo o qual ''nos melhores restaurantes podemos pedir seja o que for, que terá um bom padrão'', esta pequena amostra da casa foi aprovada com louvor...Dali segui para a vizinha Rua Cônego Eugênio Leite, rumo ao bairro de Pinheiros( tema dos próximos posts)...Alcnol.

Trens novos do metrô...

Finalmente consegui andar em um dos novos trens do metrô paulistano( são prometidos mais de 100 até o ano que vem, além da ampliação do sistema- com a inauguração da Linha Amarela, que vai até as proximidades do Estádio do Morumbi). E o que estes trens novos do metrô tem de novo? Os bancos , em menor quantidade para acomodar mais passageiros, tem cores mais vivas( verde para os assentos comuns, e azul para os especiais). Mas o melhor mesmo é o sistema de ventilação, agora com ar-condicionado( antes era uma verdadeira ''sauna'' entrar em um carro destes super-lotado, em um dia mais quente...). O ar-condicionado até compensa o fato de que agora mais pessoas irão de pé...Alcnol. PS: Como é possível constatar pelas fotos, este é o terceiro trem novo do metrô. Todos em funcionamento na Linha Verde- que passa pela Avenida Paulista. Quando chegarmos ao, digamos, vigésimo trem, isto nem será mais ''novidade''- uma vez que veremos todos estes veículos novos corriqueiramente...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Outro prédio com jardim aberto, sem grades a separá-lo da rua...

Qual a probabilidade de achar algo semelhante em uma cidade repleta de grades, seguranças pagos e muros? Mínima. No entanto, após ver o primeiro- no bairro do Paraíso, próximo à Avenida Paulista- já encontrei um outro( mostrado no post ''padrões'')em plena Alameda Casa Branca, nos Jardins. E, vejam só quanta coincidência, agora já há até um terceiro- objeto deste post. Em plena Alameda Campinas, também nos Jardins. Reparem que esta não é uma série planejada. Até ver o primeiro do gênero, sequer imaginava haver algo semelhante em plena cidade de São Paulo. A regra, quase absoluta, é a existência de jardins exclusivos e murados/ cercados de inúmeras grades. Entregadores e visitantes de alguns prédios chegam inclusive a passar por um longo processo que inicia primeiro em uma espécie de gaiola para, após a identificação, poderem passar para o interior do edifício... Vários jardins contam até mesmo com uma cobertura vegetal para se camuflar dos olhares indesejados dos passantes...Neste contexto, achar alguns prédios com jardins abertos para a rua é quase um milagre...Mas aviso que a série não se encerra por aqui. Ontem, em pleno bairro do Pinheiros- após o almoço- descobri um quarto edifício nestes moldes. A ''moral da estória'' é que só podemos achar algo quando estamos preparados, prontos para concebê-lo...Como imaginar algo que nem sabemos como é? Uma vez visto algo semelhante, a probabilidade de acharmos outras coisas do gênero cresce bastante...Alcnol.

Rua 13 de Maio, no Bexiga...

Ao contrário daqueles horríveis ''corredores''- que, feitos apenas para a circulação mais rápida de veículos automotores, eliminaram totalmente os espaços para pedestres e ciclistas- esta Rua 13 de Maio, no Bexiga, ainda não foi ''modernizada'' pela atual Administração da cidade de São Paulo. Por isto mesmo, conta com um simpático vão central com espaço para árvores e pedestres( assim como aquele da Avenida Sumaré, já mostrado aqui, e o canteiro central da Avenida Faria Lima...). Sinal de que ''nem tudo está perdido por aqui''. Um dia ainda vão se lembrar dos condutores de outros veículos de transporte, como as bicicletas...Sem contar os milhões de pedestres, que não poluem o ar da cidade nem sobrecarregam as suas vias...Nosso passeio continua, assim, pelo canteiro central da Rua 13 de Maio, no tradicional bairro da colônia italiana: o Bexiga. Em São Paulo. Agora, ideal mesmo é o modelo de uma Avenida no centro de Florianópolis, mostrada aqui nos posts do final do ano passado, onde vi- no largo canteiro central- várias crianças andando de bicicleta e brincando...Será que aqui em São Paulo ainda conceberemos um modelo semelhante algum dia? Infelizmente os (políticos)paulistanos ainda são muito ''práticos'' e ''funcionais'', e pensam em coisas do gênero como ''desperdício de tempo e dinheiro''...

Passeio nos arredores da Paulista- agora rumo ao ''Bexiga''...

Depois de uma breve passagem pela ''Rua dos Franceses''- já mostrada aqui- e pela inédita ''Rua dos Ingleses''( cheia de casarões históricos, como mostram as fotos do post anterior), finalmente descemos as escadas ao lado do Teatro Ruth Escobar rumo ao tradicionalíssimo bairro do ''Bexiga'', na capital paulista...Lá embaixo a pracinha ''Dom Orione''. Nosso próximo passo será descer a Rua 13 de Maio rumo a alguma das atrações do bairro do Bexiga. Apertem seus cintos de segurança, que o passeio vai começar...Alcnol.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Continuação daquele passeio nos arredores da Paulista...

Como veremos nos posts a seguir, aquele passeio que começamos na Alameda Campinas e passou por vários lugares- inclusive uma rua constituída exclusivamente por casinhas antigas- não terminou bruscamente na Rua dos Franceses, como pode parecer...Comecemos de baixo para cima, na esquina da Rua dos Franceses com a Rua dos Ingleses. A esta última pertencem as belas imagens acima. Subimos a Rua dos Ingleses até o Teatro Ruth Escobar- prédio em vermelho, fotos 2 e 3...E não paramos por ali. Continuaremos o nosso passeio, agora em direção ao ''Bexiga''- tema dos próximos posts...''Boa Viagem''...

Despedida do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo...

Fechamos esta pequena série de posts sobre o Museu da Língua Portuguesa, localizado em São Paulo, com mais alguns registros sobre o salão principal e uma breve passagem no terceiro andar- onde assistimos um filme de 10 minutos sobre a nossa Língua e passamos para a vizinha Praça das Palavras- momento de reflexão e nova projeção de alguns ''flashes'' em forma de música e poesia. A escuridão deste ambiente impediu fotos mais nítidas...Finalizamos o passeio com algumas poesias na parede( fotos), de autores como o português Fernando Pessoa...O Português, somos informados no Museu, é falado por 200 milhões de pessoas em todo o mundo( além do Brasil, em Angola, em Portugal, em Macau- no extremo Oriente...). Além de uma homenagem ao nosso idioma, o Museu também procura resguardar idiomas menores- alguns até mesmo ameaçados de extinção( como é o caso de vários dialetos indígenas). Definitivamente, o Museu da Língua Portuguesa é uma bela casa em homenagem a este idioma que tem em comum o seu uso por figuras como Rui Barbosa, Machado de Assis, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Jorge Amado, Fernando Pessoa, José Saramago, Caetano Veloso...