segunda-feira, 18 de junho de 2012

Outros estandes: Venezuela e, sobretudo, Coreia do Sul...

Este último- da Coreia do Sul- era tão ''exótico'' que nem precisava de livros...
Ou melhor: até tinha. Difícil era conseguir lê-los...
Alguém aí, fora os coreanos, entende a língua daquele admirável país?
Alcnol.

Em compensação, um Centro Islâmico implantou uma verdadeira ''mesquita'' na Feira...


O interessante ''stand'' de Israel na Feira do Livro: ''claquete''!


domingo, 17 de junho de 2012

Volta á Feira do Livro de Buenos Aires...

Ir à Feira do Livro de Buenos Aires foi o motivo principal desta viagem.
Depois de uma primeira visita, não faltou vontade de revê-la.
No entanto, passando em frente ao pavilhão da Sociedade Rural Argentina, deparei várias vezes com filas quilométricas...
E não eram shows. Não eram artistas de novela. Não eram estrelas do ''show bizz''. Estas pessoas estavam pacientemente na fila para frequentar um evento literário...
Diferente esta Argentina. Encantadora esta Argentina...
Todos os receios que tive antes de embarcar, ligados exclusivamente à difícil situação econômica daquele país, se dissiparam quando enxerguei as luzes acesas das ruas de Buenos Aires. Cafés, bares, restaurantes lotados. Até altas horas da noite. E, para dar o ''fecho de ouro'' final, uma Feira do Livro concorridíssima...
Do que eu poderia reclamar?
Tive até alguns dias de frio por lá o que, no meu caso, é de celebrar...
Foi arriscado deixar para revê-la em meu último dia na capital argentina. Mas acabou dando certo: era noite, último dia do ''feriadão'' esticado de Primeiro de Maio, e estava tudo bem mais tranquilo. Dava para caminhar com tranquilidade pelos corredores, enquanto fazia meus últimos registros e, claro, procurava mais alguns livros que, ao final, ''recheariam'' minha bagagem( paguei R$ 60,00 de sobrepeso a uma companhia aérea...).
Bom, mas nada de falar em coisas desagradáveis...
É hora de caminhar com calma pelos corredores da Feira, registrando mais alguma curiosidades...
Alcnol.

Propaganda da cidade de Buenos Aires na Feira do Livro...


Detalhe nas ofertas da Feira do Livro: banca de venda exclusiva de publicações anarquistas...


Ofertas na Feira do Livro de Buenos Aires...

Só lembrando que 1 peso argentino é igual a mais ou menos quarenta centavos de real...
Por isto, embora os preços pareçam ''altos'', são na verdade ''pechinchas'' em relação ao custo dos outros livros...
PS: Detalhe. A banquinha da foto de cima( $30)vendia exclusivamente livros anarquistas...
Os anarquistas, como se sabe, são contra o Estado, os Partidos Políticos...
Dificilmente estariam em um ato como aquele que presenciamos na Plaza de Mayo...

sábado, 16 de junho de 2012

A figura mais ''exótica'' que vi em toda a Argentina: vejam só...

Em pleno feriado de Primeiro de Maio, deparei com este senhor enrolado na bandeira argentina em pleno metrô...
Tão concentrado estava neste seu gesto isolado de patriotismo que nem olhou em nossa direção enquanto tirávamos esta foto...
Nada sintetiza melhor a situação de todo um povo: ele transmite, ao mesmo tempo, altivez/orgulho e também uma profunda tristeza, que seria melhor acompanhada por alguma letra de tango( se tivéssemos este recurso de colocar músicas no blog)...
Alcnol.
PS: Na Argentina de hoje, o gesto pode significar tudo. Desde um apaixonado apoio às ''bravatas'' da Presidenta contra os ingleses( Malvinas) e as empresas espanholas( YPF), até um protesto isolado contra os políticos que levaram o país a esta difícil situação de hoje...
O fato é que ele, como bom argentino, estava concentrado no que fazia, e nem um pouco sorridente...

A caminho da Feira do Livro, de metrô...

O mapa acima mostra as atuais cinco linhas do metrô de Buenos Aires.
Há que se fazer duas conexões para pegar a linha que nos levará a Plaza Italia- imediações da Feira do Livro: primeiro, descemos da Linha A para pegar a C. Depois, descemos da C para a D( Catedral- Congreso de Tucumán).
Esta última linha é um pouco melhor do que as demais- que mais parecem trens do início do século XX...
Minha intenção foi retratar o vagão- relativamente confortável, com quase todos sentados- mas, vendo a posteriori, reparem como no canto direito há uma família que retrata a Argentina de hoje: um país miscigenado, com muitos moradores vindos de países vizinhos( Paraguai, Bolívia)ou nem tanto( Peru).
A Argentina que se enxergava como o ''mais europeu dos países latino-americanos'' em meados do século passado, com vários de seus habitantes ostentando orgulhosamente sua aparência branca e de olhos azuis, ingressa neste século como um país também ''europeizado''- em outro sentido...
Mais parecido com as capitais européias como Londres, Paris...Destino de imigrantes do mundo todo...A outrora insossa culinária inglesa agradece...
Com o desafio de garantir condições mínimas de dignidade a todos os seus habitantes, coisa que só o progresso econômico- perguntem a seus vizinhos chilenos- pode possibilitar...
Neste quesito o Brasil tem um pouco a mostrar também...
Alcnol.


 

Este eu já mostrei? Na dúvida...


Ou críticos...


Estes painéis do ''subte'' argentino podem até mesmo ser engraçados...Vejam este...

Precisa de tradução? He, he, he...

Painéis do ''Subte''( metrô)de Buenos Aires: um espetáculo a cada estação...


Arredores da Estação de Metrô ''Rio de Janeiro'', em Buenos Aires: sabem que me surpreendeu, positivamente?

Esta região ao redor da Estação de Metrô ''Rio de Janeiro'' me impressionou.
Ainda mais porque, dentro de um vagão lotado do ''subte'', eu pensava estar a caminho de alguma ''favela'' argentina...
Acho que terei de andar bem mais no ''subte'' para atingir esta meta...
O que vimos, em verdade, foi uma larga Avenida passando ao lado, uma pracinha, e um café com mesas na calçada que me pareceu bem bacana.
Tinha tudo para ser um lugar para dar uma descansada e fazer uma ''boquinha'' mas, a esta altura do dia, eu tinha uma ideia fixa: rever a Feira do Livro...
Conhecer melhor o ''Rio de Janeiro'' portenho ficaria para uma outra oportunidade...
Alcnol.

''Rio de Janeiro''. Já chegamos?

Conforme o previsto, chegamos ao ''Rio de Janeiro''( Estação Rio de Janeiro do metrô de Buenos Aires)em cerca de 15 minutos.
Conforme íamos avançando por baixo da terra até a ''Cidade Maravilhosa''( desculpem-me pela piada infame...)os vagões do ''subte'' iam ficando cada vez mais cheios.
Suspeitei que estava em algum lugar ''periférico'', se é que o termo aplica-se ainda neste mundo cada vez mais interligado e globalizado...
Saímos da Plaza de Mayo- com o ato da ''Frente de Esquerda'' ainda a pleno vapor- e pegamos o ''subte'' na Linha Plaza de Mayo/Carabobo. 
O percurso é quase em linha reta, passando inicialmente por baixo da Avenida de Mayo para, a seguir, prosseguir pela Avenida Rivadavia( os argentinos também gostam desta estória de batizar a mesma Avenida com nomes diferentes...).
Agora que chegamos ao ''Rio''- sem passar pelo Galeão, Santos Dumont ou pela Rodoviária, sem contar as barcas que fazem a ligação com Niterói e os trens que ligam aos municípios vizinhos- não custa sair e dar uma ''espiadinha'', não é?
Ao menos aqui não há o risco de ''balas perdidas''( outra piada infame: eu AMO o Rio de Janeiro...).
Lembro apenas que estes nomes de estação muitas vezes se referem a ruas e avenidas, não a bairros. ''Ana Rosa''( SP), para citar um exemplo, fica na Vila Mariana...
Não pesquisei sobre o assunto, mas esta estação ''Rio de Janeiro'' de Buenos Aires pode até ser mesmo uma homenagem à Cidade mais Bonita do Mundo...
Embora críticos, os argentinos também sabem ser generosos nas homenagens àqueles que amam e respeitam...
Alcnol.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Embarque no ''subte''( metrô)da Plaza de Mayo, com destino ao ''Rio de Janeiro''...

É mais rápido do que um ''trem-bala''. É mais rápido que qualquer espécie de avião.
Garanto que iremos do centro de Buenos Aires( Plaza de Mayo)ao ''Rio de Janeiro'' em apenas 15 minutos.
Quer apostar?
Veja o resultado a seguir...
Alcnol.

O PIOR lugar para se assistir um ato político? É estar no meio da multidão...

Se eu não tivesse visto todas estas marchas que convergiram por diversas avenidas até a Plaza de Mayo, seria dificílimo calcular quantas pessoas participaram deste ato.
Isto porque o PIOR lugar para se assistir qualquer manifestação é ali, no meio do povo...
Explico: à medida em que todos começaram a instalar-se em seus postos- fazendo as cerca de 300 cadeiras instaladas no meio da praça parecerem poucas- a visibilidade tornou-se quase nula.
Como enxergar alguma coisa em meio a tantas bandeiras e bandeirolas?
Talvez o centro do palco fosse uma boa posição, se não fosse exclusivo para oradores e, pior, se também não estivesse localizado CONTRA O SOL...
Para piorar tudo, ainda estava FAMINTO: o pequeno lanche que fiz em uma famosa cafeteria norte-americana instalada nas imediações( incluindo ''panes de queso''- pães de queijo- voltados principalmente para clientes brasileiros)não substituiu o almoço que perdi em Palermo...
Restava-me dar uma pequena volta pela Plaza de Mayo, fotografar alguma coisa e, oportunamente, ''sair à francesa''...
Depois de um início surpreendente, a manifestação torna-se convencional, como todas as demais em qualquer parte do mundo...
Minha pequena ''missão''- registrar um ato político/sindical de Primeiro de Maio na capital argentina- estava cumprida.
E os discursos?
Quem estava preocupado com discursos a esta hora do dia?
Este era o meu último dia em Buenos Aires, e ainda havia muita coisa para ver/rever...
A seguir, embarcaremos no ''subte''( metrô)até o ''Rio de Janeiro''...
Alcnol.
PS: A imprensa local não fez qualquer estimativa sobre o número de presentes a este ato. Calculando que a gigantesca coluna do Partido Obrero que percorreu a Avenida de Mayo até as imediações da Avenida 9 de Julio tivesse entre 8 mil e 10 mil manifestantes, acho razoável avaliar o número TOTAL de presentes entre 12 mil e 15 mil. Isto porque as colunas menores de outras organizações( PSTU, IZQUIERDA UNIDA e PTS)tinham entre 300 e 500 manifestantes ao todo.

Tinha de tudo ali: cruzes para homenagear os mortos na Guerra das Malvinas...