quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Passeio pelos arredores da Estação Vila Prudente...

Temperatura na faixa dos  30 graus. Quase dois meses sem chuva na cidade de São Paulo. Até quando eu iria resistir neste pequeno passeio pelos arredores da Estação de metrô Vila Prudente?
O chamado ''periférico'' hoje não distoa tanto assim do ''central''. É possível encontrar, nos lugares mais longínquos da metrópole( e este não é o caso deste simpático bairro), as mesmas marcas famosas de venda de eletrodomésticos ou de medicamentos com que deparamos todos os dias na região da Avenida Paulista.
''Morrendo'' de sede, entrei em uma destas farmácias para me hidratar um pouco. Mais alguns passos, e deparo com esta simpática pracinha- repleta de aposentados jogando cartas...
Este é o lado mais tradicional da Vila Prudente. Região que, como todas as demais, também começa a ser descoberta pelas imobiliárias- que vendem seus lançamentos certamente para os novos integrantes da ''nova classe média''( bem ao modelo ''um lar'', ''vários eletrodomésticos'', ''um ou vários automóveis'', ''vários filhos'', que imperou até aqui).
Certamente os ''felizardos'' adquirentes destes imóveis deverão ''penar'' em seus automóveis quando transitarem pelas congestionadas  vias dos arredores...Ao menos já há o metrô como alternativa...
O comércio local, pela rápida passagem que dei por uma de suas ruas, é efervescente- mesmo em um dia de semana...
Hora de voltar para a Estação de Metrô, não sem antes passar por um pequeno ''contratempo'' que vocês verão no próximo post...
Alcnol.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Metrô Vila Prudente do lado de fora: com cara de ''nave espacial''...

''Pobre gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual'', disse o Carnavalesco Joãosinho Trinta.
E ele estava coberto de razão...
Há uma diferença entre a beleza e o desperdício. Desperdício é ''torrar'' recursos públicos em obras que dificilmente se manterão por si próprias- a exemplo de vários dos estádios previstos para a Copa de 2014. ''Arena'' em Brasília com capacidade para 70 mil pessoas? Só se o Flamengo passasse a mandar os seus jogos no Brasileirão lá...
O belo, por seu lado, tem como objetivo a aplicação tanto funcional como estética de recursos públicos na construção de obras que tanto tenham utilidade para a população como sejam também motivo de orgulho e, por que não, de ''divertimento''. 
Já é conhecida mundo afora a ''Teoria das Janelas Quebradas'': onde a população encontra patrimônio público mal-conservado ou depredado, a tendência de jogar lixo nas ruas, ou mesmo de cometer crimes, é muito maior...
Em uma cidade que se notabiliza cada vez mais pelo descaso com a coisa pública- com praças abandonadas, lixo nas ruas, buracos em vias importantes, calçadas  mal conservadas, e outras mazelas que volta e meia apontamos aqui- o Metrô é uma ''ilha'' de ordem e limpeza. 
Claro que isto não dispensa uma vigilância e fiscalização cotidianas. Mas , onde se encontra tudo arrumado, é muito mais difícil presenciar ''sujismundos'' capazes de atirar ''bitocas'' nos trilhos e no chão- como se faz por todas as demais partes na maior cidade do país...
Porém, o assunto é a nova Estação Vila Prudente. Do lado de fora, ela mais parece uma imensa ''nave espacial''. Muito bonita. Um bom exemplo de que, ao menos aos olhos do Metrô de São Paulo, não há nenhuma espécie de ''discriminação'' entre obras feitas em ''áreas nobres'' ou lugares ''periféricos''- que também merecem por parte dos órgãos públicos um pouco mais de investimentos que unam o ''útil'' ao ''luxo''. A população deste lugares agradece...
Alcnol.
PS: No próximo post, um pequeno passeio pelos arredores da nova Estação Vila Prudente...
PS2: Quem sabe o Metrô seja visto algum dia como ''modelo'' e ''exemplo'' para todo o resto da cidade?

Estação nova de metrô: Vila Prudente( Zona Leste de São Paulo)...

Quem diria que a Linha Verde do metrô paulistano- que corta a Avenida Paulista sentido Vila Madalena ou Sacomã- serviria como um ''atalho'' entre a Zona Leste da cidade de São Paulo e as regiões centrais...
Parece que esta é a sua nova orientação, após a inauguração da Estação Sacomã( antes a Linha Verde terminava no Alto do Ipiranga)e desta mais recente: Vila Prudente.
E não para por aí, pois já é prevista a construção de um monotrilho interligando esta Estação a lugares ainda mais distantes...
O padrão das novas estações de metrô é o mesmo que já mostramos na inauguração da Linha Amarela( por enquanto, ligando a Avenida Paulista ao Largo da Batata, em Pinheiros): catracas eletrônicas, portas de vidro que só abrem quando os vagões chegam, escadas rolantes em ritmo mais acelerado, e muita beleza e luz natural- em comparação com as estações mais antigas...
Que tal uma voltinha pelos arredores deste Metrô Vila Prudente?
É o que veremos nos próximos posts...
Alcnol.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Universo de Fernando Pessoa

O que é o ''sucesso''? Se o entendermos como o desfrute do que há de melhor materialmente neste mundo, veremos o poeta como um ''fracassado''...
Desajustado a uma sociedade que, ontem como hoje, vê o dinheiro- e a sua busca- como pilar central, o poeta não tem( muito pelo contrário)nada a apresentar aos olhos do mundo. Não possui iates, casas de luxo, não come em restaurantes da moda, sequer viaja...
Por tudo isto, ainda neste início de século XXI, o poeta não pode ser visto como ''exemplo'' aos olhos dos homens comuns. Foi, e continua sendo, um ''desajustado'': não casou, não enriqueceu, não teve filhos, nada fez de ''concreto''- a não ser os seus escritos ''incômodos''.
Não nos enganemos por sua fama, ou pela imensidão de suas publicações- algumas delas registradas nas fotos acima. Fernando Pessoa não nasceu para ser ''cânone'', ''embalsamado'' e ''consagrado'' como vários destes autores que são empurrados goela abaixo dos estudantes em sala de aula- para horror das novas gerações, que certamente desenvolverão uma ''alergia'' ainda maior em relação àquela que é a mais bela atividade que um ser humano pode desenvolver: a leitura...
''Mortos'' estão alguns dos outros ''cânones'', pois Pessoa continua, por meio de seus escritos, ainda hoje a ''incomodar'', ''tirar dos eixos''...
Sua obra, sobretudo sua humanidade, não foi feita para resistir apenas no interior dos Museus. Pessoa vive, incomoda, questiona. A melhor homenagem que podemos fazer ao Mestre é o estudo- voluntário, sem imposições, partido do fundo de nosso ser- a leitura daquele que é, reconhecidamente, um ser ''incompleto'', ''infeliz'', um buscador. Pois o que ele buscou arduamente ainda está por ser descoberto.
O ''homem que era muitos'' não é o guia mais apropriado para o sucesso mundano- deixemos isto para os manuais de ''auto-ajuda''.
O maior mérito de Fernando Pessoa foi ter apontado para o ''caminho de dentro'', onde todos possuímos um Universo a descobrir...
Alcnol.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mostra Fernando Pessoa, no Museu da Língua Portuguesa...

Fernando Pessoa está longe de ser um ''cânone'', esquecido em algum livro de História...
Isto porque a sensação que temos ainda hoje ao ler qualquer um de seus escritos é de uma forte perturbação- como se estivéssemos em frente a um ser ''vivo''...
Certamente os professores enfatizarão a ''importância de ler o Mestre''. E vários dos alunos presentes a esta Mostra chegarão desprevenidos, como se estivessem indo a uma de suas atividades sociais do dia-a-dia.
Porém os que lerem estas palavras a fundo, mergulhando nas questões que Pessoa formulou e que ainda hoje são atualíssimas e não resolvidas, nunca mais serão os mesmos...
Os leitores de Fernando Pessoa, de qualquer idade, perceberão como estas palavras mantém o seu frescor passado tanto tempo.
Isto porque a obra do ''Homem que era muitos'' possui esta incomparável capacidade de tirar-nos de nossa ''Zona de Conforto''- conceito este que não era lá muito familiar ao próprio Mestre...
Alcnol.
PS: Ainda publicaremos mais coisas sobre a Mostra Fernando Pessoa, dirigindo-nos especificamente aos leitores que moram fora de São Paulo. Aos moradores da capital paulista fica o convite: pulem esta ''introdução'', e se dirijam diretamente à ''fonte''...O Museu da Língua Portuguesa está localizado ao lado da Estação da Luz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Flores alaranjadas na Avenida Santo Amaro...

A Avenida Santo Amaro não combina muito com natureza. 
Afinal, é apenas um ''corredor'' que liga com rapidez( ou não)alguns pontos da cidade de São Paulo. Alternativa adequada para quem quer- em apenas 20 minutos ou no máximo meia-hora- chegar à região do Morumbi, ou de Santo Amaro.
Repleta de edifícios, alguns com aspecto descuidado ou decadente, ela não seria a prmeira opção de alguém que quer ver natureza/ verde.
Porém, mesmo ali, é possível detectar sinais de vida, de beleza. Involuntários, claro. Quem projetou a Avenida não estava pensando exatamente nisto...
Mas as flores laranja da Avenida Santo Amaro- em um tom vivo, forte, inconfundível- são capazes até mesmo, em mais um daqueles dias ''cinzentos'' da capital paulista, de ''suprir a ausência do sol''...
PS: Na primeira foto há uma placa em que está escrito ''pedestre: aguarde o sinal verde''. A Humanidade está aguardando este sinal - que aponte para uma nova relação mais equilibrada com o Meio Ambiente- há muito tempo...Ainda mais em São Paulo...
PS2: Felizmente estas flores acima não aguardaram o tal ''sinal''...

O ''antigo'' na ''moderna'' Moema...

Já passei em outra oportunidade por este pequeno edifício de apenas 3 andares no bairro paulistano de Moema.
Porém( ''pecado''!)sem celular ou máquina fotográfica para registrá-lo...
''Será que ainda o verei algum dia?'', me perguntava. Não lembrava mais sequer do nome da rua.
O acaso me favoreceu. Desta vez, devidamente ''instrumentado'', eu passei no mesmo lugar- e ''click''...
Alcnol.
PS: Não se diga que há apenas ''espigões'' em Moema...

Moema tradicional: repleta de ''espigões'' e, mesmo assim, tem lá o seu encanto...

O nome das ruas já não mais importa. O que interessa é, desligado o nosso ''GPS'' interno, olhar certos lugares de nossa própria cidade do mesmo jeito com que olhamos as coisas no exterior: como se fosse( e muitas vezes é mesmo)''pela primeira vez''...
Em diversas oportunidades já atravessei o bairro paulistano de Moema. Porém, em nenhuma destas ocasiões, lembro-me de ter passado pelas ruas registradas nestas fotos.
Assim, nesta hipótese, ''tudo é novidade''. Quem descobre( ou redescobre, com olhos de viajante)''volta a ser menino outra vez''...
Alcnol.
PS: Esta região, repleta de prédios altos, é a face mais conhecida de um bairro que avança célere rumo à ''modernidade''( e seus problemas mais conhecidos, como o trânsito, o barulho de carros e aviões, etc...).Mas, vista com os olhos de passante e não com os de um ''proprietário'', não deixa de ter o seu ''encanto''...Como, de resto, toda a ''caótica'' cidade de São Paulo...

Os dois lados de Moema...

Tradicionalmente, quando pensamos no bairro paulistano de Moema, lembramos do Aeroporto de Congonhas e dos altos prédios instalados em seus arredores.
Porém, como descobrimos nesta breve incursão em busca do mais bonito ipê amarelo de toda a capital paulista, o bairro também possui um lado mais tranquilo- com cara de cidade do interior.
Como nesta Alameda dos Anapurus( várias ruas do bairro levam nomes indígenas, em uma estranha homenagem: depois que botaram inúmeras árvores abaixo, e construíram prédios altíssimos, vão ''homenagear'' os índios...!). 
Tranquila, arborizada, com pouca circulação de veículos motorizados ou de pedestres, ela é um resquício do que imagino tenha sido a região de Moema em outras épocas. 
Com casas, lojinhas, temperatura mais agradável graças à vegetação. Nos posts seguintes, mostraremos o outro lado de Moema- este mais conhecido, com edifícios altos que( isto é bom, ao menos para mim) também proporcionam uma ''sombrinha'' nos dias mais quentes...
Alcnol.

Inverno em São Paulo: tonalidades violáceas discretas também podem ser encontradas aqui e ali...

A
A cidade de São Paulo, no inverno, não está cheia apenas de tonalidades vivas- amarelas, roxas, rosadas, avermelhadas, etc.
Nas proximidades do gigantesco Ipê Amarelo que mostramos no post anterior, situado na Alameda dos Aicás( Moema), encontramos também esta discreta tonalidade violeta. Boa para os que apreciam um pouco de discreção...

Um Ipê Amarelo ''hors concours''( sem competidores, incomparável)...Ou o ''IPÊ DOS IPÊS''...

Quando se trata de ipês, na cidade de São Paulo, este aí - da Alameda dos Aicás, Moema- é referência. A ponto de atrair até mesmo equipes de canais de TV...
Digite ''ipê amarelo Moema'' no Google, e você o verá na plenitude, todo florido, como estava até semana passada. 
As fotos acima foram tiradas depois do feriadão de 7 de setembro, ocasião em que- após alguns dias de frio e chuva- ele já estava começando a ''descascar'' um pouco...
Nada, porém, que tire todo o encanto desta árvore que, segundo a moradora do imóvel em frente( amarelo também), foi plantada em 1962.
Um belíssimo exemplo. Como seria a cidade se outros moradores tivessem tido a mesma ideia naquela época?
Alcnol.

Mais ipês amarelos- desta vez em Moema...

Se você quer se destacar, dizem os especialistas em cores, vista amarelo. Isto porque esta é uma das cores mais fortes, capaz de idenficá-lo/a mesmo em meio a uma multidão...
Assim é com estes belíssimos ipês amarelos que estão tomando conta de São Paulo por estes últimos dias de inverno. É possível vê-los à distância...
Alguns, na verdade, não passam de ''alarme falso''. De longe parecem vistosos e, quando nos aproximamos, não passam de um simples mudinha. 
Outros, como estes da foto- flagrados nas imediações do Shopping Ibirapuera- correspondem às nossas expectativas. Ou não, haja vista que no próximo post mostraremos o ''IPÊ DOS IPÊS''...
Alcnol.