quarta-feira, 22 de julho de 2009

Almoço na Vila Medeiros- tentativa frustrada...

Ficaria melhor para a minha ''imagem'' se eu dissesse logo qual é o caminho correto para ir à Vila Medeiros, local do restaurante Mocotó. No entanto, decidimos mostrar primeiro a tentativa frustrada que, como tantas outras, não nos demoveu de- no mesmo dia- corrigirmos o rumo para chegarmos ao resultado final...Entre tantas pesquisas na Internet, acabou ficando em minha mente a ideia de que era necessário ir de metrô até a Estação Jabaquara, que fica anexa a um terminal de ônibus. Sim, a Barra Funda fica no extremo sul da cidade. A Vila Medeiros fica na Zona Norte...Para piorar, o tal terminal de ônibus do Jabaquara só possuía linhas que serviam a Zona Sul( mas, detalhe importante, tem linha direta até o Zoológico- que eu visitara meses atrás saindo da estação Saúde...). Então pensei: melhor ir para a Avenida Jabaquara. Simples? Longe disto. Entre a Estação Jabaquara e a Avenida de mesmo nome é preciso percorrer cerca de 2 quilômetros, passando pelas estações Conceição e São Judas do metrô...Coisas de São Paulo( quem projeta estas coisas não tem a menor preocupação com os usuários de fora, os que não conhecem a região ou mesmo com turistas- e estamos a cerca de 5 anos na Copa do Mundo no Brasil...). Informações também são difíceis. Motoristas e fiscais aos quais nos dirigimos só conhecem as linhas dos próprios terminais- e olhe lá...Assim, ao chegar à Estação São Judas( na Avenida Jabaquara), e esperar alguns minutos por algum ônibus que se dirigisse à Vila Medeiros( missão frustrada), decidimos procurar um cybercafé para fazer nova pesquisa. Simples? Havia a propaganda de uma lan-house em quase todos os postes da região. Estávamos no número dois mil e pouco, e o cybercafé- segundo os cartazes- estava situado no número 300...Mais caminhada, sob o sol, e fomos passando pelas estações de metrô Saúde, Praça da Árvore, até as proximidades da Estação/Shopping Santa Cruz- onde finalmente achamos o único cybercafé de toda aquela região. Buscas frenéticas por SPTrans, etc., até chegarmos à informação de que haveria uma linha direta para a Vila Medeiros saindo da estação Liberdade, do metrô...Desta vez, claro, eu decidi não ir à pé...Alcnol. PS: Cerca de duas horas de caminhada até tomar o destino certo...PS2: A Avenida ''Jabaquara''( distante da estação de metrô de mesmo nome)tem vários nomes. Ali na altura do Shopping Santa Cruz( cerca de 4 km de distância do nosso ponto inicial na estação Jabaquara...)ela se chama ''Domingos de Morais''...PS3: No próximo post, enfim o caminho correto até a Vila Medeiros( Restaurante Mocotó)...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Campinas- 3: Bosque dos Jequitibás...

A intenção, após o almoço no restaurante ''Bellini''- em Campinas- SP- era assistir o jogo entre Guarani e Paraná Clube, pela série B do Campeonato Brasileiro. No caminho do estádio ''Brinco de Ouro da Princesa'', situado nas imediações da Avenida ''Norte-Sul''- região privilegiada daquela metrópole do interior paulista- deparamos com uma imensa área verde. O que seria? Condomínio? Decidi arriscar, torcendo para que fosse uma área pública e aberta...Para minha felicidade, era. Um antigo parque, com árvores restantes da Mata Atlântica. Por isto mesmo elevadas, quase cobrindo totalmente a luz do sol em seu interior...Como faltavam apenas 30 minutos para o início do jogo não foi possível mostrar muito do belo ''Bosque dos Jequitibás'', mas o registro está feito. Sorte dos moradores da cidade de Campinas, que tiveram homens públicos com visão suficiente para preservar- no início do século XX- uma vasta área verde e criar um Parque que é um pequeno pedaço do paraíso...Lembra o ''Passeio Público'' de Curitiba- PR, com a mistura entre parque e zoológico. No próximo post, estádio ''Brinco de Ouro da Princesa'', do Guarani-SP...

Restaurante ''Bellini'', no Hotel Vitória- Campinas...

Desde minha última viagem a Campinas eu já queria conhecer este que já foi eleito por diversas vezes o ''melhor da cidade'' pela Veja local. O engraçado é que passei uma vez pela frente do local e não o vi, o que acabou forçando-me a dar uma imensa volta...Atravessei a Avenida Sousa Campos e, quando já estava bem longe e do outro lado da pista, foi possível ver a placa do Hotel Vitória...Meia-volta volver, e, enfim, cheguei ao imponente estabelecimento. Colunas altas, jardins internos, muita pompa como um grande restaurante deve ter. Escolhi como prato principal bife de chorizo coberto com alho, acompanhado de batatas. Muito bom. Mas, uma vez que o ''Bellini'' é uma casa especializada em massas italianas, faltou a mim mesmo um pouco mais de ''ousadia'' para pedir um prato típico da casa que pudesse dar uma ideia mais apropriada...Tudo bem. Da próxima vez que estiver em Campinas solucionarei este pequeno ''mistério''...Um pequeno detalhe relevante: os preços ali eram cerca de 40% a 50% mais baixos que os praticados na ( inflacionada) capital paulista...

Viagem a Campinas- 1

Por via das dúvidas melhor mesmo numerar - 1, 2, 3, etc.- esta pequena viagem a Campinas-SP( 100 KM de distância), feita no último final de semana...Para iniciar a série de posts, uma breve passagem pela arborizada Avenida José de Sousa Campos( o ''drama'' é que lá em Campinas poucos a conhecem por este nome, o que nos obrigou a dar uma grande volta até alcançá-la...), a ''Norte- Sul''. Esta bem poderia ser chamada também de ''Park Avenue''( Avenida Parque). Vivendo em uma cidade onde árvores estão sendo removidas da Marginal Tietê para ampliar o número de faixas, ver uma Avenida repleta de verde como esta dá uma tremenda inveja...Nossa próxima parada será em um restaurante nesta região de Campinas...Alcnol.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Restaurante natural novo na Haddock Lobo...

A hora do almoço é uma das mais aguardadas do dia. É nela que solto todas as amarras e decido diariamente que lugares novos irei conhecer, por todos os cantos da fervilhante cidade de São Paulo. Hoje, por exemplo, não tinha a menor idéia do ''roteiro''. Até o momento em que, já na rua, decidi rumar com destino ao bairro de Higienópolis. Primeiro peguei a Paulista, desci a Augusta, atravessei a mesma, e fui descendo a Haddock Lobo sentido centro. De repente uma surpresa: um belo casarão atraiu logo os meus olhares. Na placa a inscrição ''Vegethus- restaurante vegano''. Uma rápida indagação sobre a existência ou não de lugares àquela hora- já passando um pouco de 13h- e decidimos conhecer este novo( cerca de um mês apenas de existência)estabelecimento da área vegetariana da capital paulista. O lugar( filial de uma rede que possui também restaurantes na Vila Mariana- Rua Padre Machado, 51- e em Santo André, no ABC)oferece saudáveis opções tanto por preço fixo( R$19,00, com direito a sucos e sobremesa à vontade)quanto por quilo. Além das tradicionais saladas e arroz integral, destaque também para alguns pratos interessantes: quibe feito com lentilha, e strogonoff de berinjela...Entre as sobremesas, arroz doce e vários docinhos bem ''leves'' que me fizeram quebrar, ao menos por hoje, a promessa de evitar sobremesas até perder uns 2 ou 3 quilos...Com este novo ''Vegethus''( que também funcionará à noite às sextas e sábados, com rodízio de pizzas naturais), a região em torno da Estação Consolação do metrô passa a contar, entre outros, com o Apfel e o ''Bio''( sentido Jardins), e mais um natural na Luís Melo, dois na Antônio Carlos( os dois indianos, já mostrados em posts anteriores), a Padaria ''Vegan'' da Rua Fernando de Albuquerque e esta casa nova que estamos a comentar.( todas na região da Paulista, sentido centro)...Melhor para os frequentadores daquela área que apreciarem a comida saudável, a um preço mais acessível...PS: Foto de baixo da área aberta no quintal do restaurante, a menos concorrida( salvo por mim, claro)da casa em uma gélida segunda-feira paulistana...

O ''Efeito Urtigão''...

''Efeito Urtigão''? O que é isto???! Os mais velhos se lembrarão das estórias de Walt Disney. Tio Patinhas, empresário dono do jornal ''A Patada'', costumava enviar seus dois repórteres- Pato Donald e Peninha- para uma verdadeira ''Missão Impossível'': entrevistar o irascível ''Urtigão'', que vivia em um sítio distante de tudo e de todos...''Urtigão'', claro, os recebia sempre com uma reluzente espingarda, o que provocava hilárias perseguições...Tal como o ''Urtigão'', o personagem da peça de Mário Bortolotto- interpretado pelo próprio escritor e diretor- é um jornalista que decidiu largar tudo para ir morar no mato...Jovem e talentoso, nas palavras do amigo que vai subitamente visitá-lo, cansou de ter os seus textos mutilados por editores de braços dados com o Poder. O ''Urtigão'' da peça lança seus ''dardos'' venenosos contra todos: contra as mulheres, contra a imprensa, contra o mundo. Se é assim, por que alguém decidiria visitar este incômodo personagem? Este é o ''enigma'' a ser solucionado em ''O Efeito Urtigão''... Peça rápida( meros 60 minutos), mas hilária e que faz pensar( quem disse que o humor não pode ser inteligente?). Em curta temporada no ''Espaço dos Satyros 2''( apenas mais duas sextas-feiras, até o fim do mês de julho...). Alcnol. PS: Imagem do ''Mini-teatro'', também na Praça Roosevelt. PS2: Próximos posts em Campinas(SP), que visitamos no último final-de-semana...

Praça Roosevelt e ''O Efeito Urtigão''...

Desde o almoço da última sexta o plano era finalizar o dia na Praça Roosevelt, assistindo a peça ''O Efeito Urtigão''( do diretor e ator paranaense Mário Bortolotto). Antes de falar especificamente da peça, um parêntese: a Praça Roosevelt é um interessante exemplo de recuperação de área pública sem nenhuma intervenção do Poder Público. O local estava abandonado completamente, entregue à prostituição e ao tráfico de drogas, quando foi ''adotado'' por um grupo de diretores e atores de teatro. Hoje visitar e falar da Roosevelt é ''in'', é estar ''antenado''. Matérias recentes foram publicadas na revista cultural ''Bravo'' e no jornal ''O Estado de São Paulo''. Para quem conhece a capital paulista, e os teatros dos ''Sátyros'', este pequeno post pode soar redundante. Porém, esta foi a minha ''primeira vez'' na Praça Roosevelt. E pretendo falar um pouco do que vi com estes olhos de ''iniciante''...Graças à instalação de vários pequenos bares em frente aos teatros( 5 ou 6, contando com o ''mini teatro'' recém-inaugurado), o local virou uma espécie de ''corredor cultural''. Tem até um pequeno supermercado( coisa impensável tempos atrás...). Outro estabelecimento ''vibrante'' é uma pequena livraria semi-especializada em quadrinhos, onde o dono batia animado papo com os clientes na hora em que passei por ali. Comprei, enquanto esperava pelo início da peça, até um livro de bolso de Balzac( Editora LPM). Polemiza-se em torno de tudo na Praça Roosevelt: se os bares não atrairiam mais público que as peças, se o teatro feito ali não seria ''excessivamente auto-referente''- atraindo mais as pessoas do próprio meio do que público novo, etc. Mesmo ''novato'' neste meio, ouso manifestar minhas próprias opiniões: se os bares são necessários para sustentar o teatro de qualidade que é feito ali, por que não? Na volta para casa, pela Augusta, deparei com inúmeros bares- todos lotados. Por que atores e teatrólogos não podem ter os seus, para financiar suas boas causas? Bares, assim como livrarias, são uma boa forma de passar o tempo enquanto se passa de uma peça para outra( como a estrutura da Praça bem possibilita fazer...). O fato é que, enquanto há anos promete-se a tão aguardada ''revitalização'' da Praça- que continua, como sempre, escura, suja, abandonada às moscas e aos skatistas que faziam suas manobras que ouvíamos à distância quando passamos por ali- pode-se considerar este o primeiro exemplo de uma área pública recuperada( parcialmente mas recuperada- este é o termo mais apropriado)pela cultura, sem um centavo dos diversos níveis de Poder( municipal, estadual, federal, etc.). Afinal, se fôssemos esperar por iniciativas dos governantes, talvez estivéssemos todos mortos a esta hora...A Praça Roosevelt ''fez-se'' por iniciativa da gente do teatro, a Augusta ''bomba'' por iniciativa de empresários que investem em bares e casas noturnas, São Paulo mostra- nestes e em outros lugares- sua incrível capacidade de reconstruir-se. Apesar de tudo...Alcnol. PS: No próximo post falarei especificamente da peça...

Jantar de sexta: pizza...

Há muito tempo eu não ia a uma boa pizzaria paulistana. Lembro-me até de algumas, visitadas em uma fase ''pré-blog'': a ''Braz'', a ''Quintal do Braz'', as pizzas da Ráscal tão frequentes em uma determinada época de minha vida, etc. Esta sexta decidi conhecer uma nova pizzaria, nos Jardins. O local é fechado durante o dia mas do lado de fora, na Rua José Maria Lisboa, já é possível- pela amostra da área verde na frente- ter uma ideia razoável do que virá. Pois bem, na última sexta eu decidi conhecer ,enfim, o lugar com o pequeno jardim na entrada. A pizzaria( com dois endereços: Rua Dona Veridiana, 661, Higienópolis e este na José Maria Lisboa, 493, Jardins)''Veridiana'' conseguiu transcender todas as nossas expectativas. Quem poderia pensar que ali dentro é possível escolher entre, pelo menos, 3 ambientes totalmente diversos entre si? Quem imaginaria que a casa- neste estilo bem ''over'', bem paulistano de não economizar na grandeza e na criatividade- abrigaria belíssimos jardins que nos dão a sensação de estarmos no meio de uma ''mata'' com todo o conforto da metrópole? A vontade que eu tinha era de fotografar tudo mas, infelizmente, como vocês podem constatar pelas fotos, meu celular costuma falhar em ambientes ''escurinhos'' e noturnos...Passado o fascínio inicial, quando quis conhecer ''tudo'', sentei-me às pressas para devorar a pizza e correr para a Praça Roosevelt, para a nossa próxima atração...Pedi pizza de aliche, individual, e uma pequena curiosidade: é possível escolher entre uma versão ''com queijo'' e outra sem...Como será esta última? Quem sabe uma outra vez possamos responder esta intrigante questão...Hora de pagar a conta e correr para o nosso próximo ''ponto'': o teatro...Alcnol.

Almoço de sexta...

Cronograficamente, eu ainda estou na sexta-feira...Preciso dar uma pequena ''corrida'' para colocar os assuntos deste blog em dia. Começando pelo almoço da última sexta, em um pequeno bistrô. O local: Alameda Ministro Rocha Azevedo, entre a Lorena e a Oscar Freire. Instalado em um casarão da década de 60, o ''Roux Bistrô'' pode até passar despercebido por vários dos passantes- que só enxergam, quando muito, uma pequena janela junto á rua...Eu mesmo caí neste erro, antes de decidir conhecer a casa. Dentro a impressão é outra: local espaçoso, com mesas até em um mezanino. Dispensei o prato executivo( R$29,00- com entrada, prato principal e sobremesa)para experimentar uma das delícias do cardápio do ''Roux''. Robalo com ervas e creme de mandioquinha. Original. Estava até meio crocante nas pontas, algo que eu ainda não havia visto em nenhum outro lugar. Destaque também para os pães artesanais- feitos ali mesmo- do ''couvert'', que são trazidos bem quentinhos...Como decidi voltar à boa forma com urgência, dispensei a sobremesa para finalizar com um chá natural. O lugar, caracterizado pela boa gastronomia e preços módicos, merece ser revisto. Mas, em se tratando daquela minha teoria segundo a qual é possível ter uma boa ideia da qualidade de um restaurante pedindo qualquer um de seus pratos( já que, a meu ver, nos melhores estabelecimentos não há os comuns contrastes entre os ''melhores'' e os ''piores'' pratos...), o pequeno ''Roux'' está, definitivamente, aprovado...Alcnol.