segunda-feira, 23 de agosto de 2010

''Tranquilo Bar''...

''Tranquilo Bar''. No Brasil, um estabelecimento com este nome iria rapidamente á falência...
Mas os uruguaios não tem, para nossa alegria, vergonha da palavra ''tranquilo''...Tanto que a empregam com frequência, principalmente para se diferenciar de outros países: ''o Uruguai é mais TRANQUILO que a Argentina, não é?'', perguntam.
Os uruguaios, vejam só, não se renderam à doença moderna da ''velocidade''...
Agindo assim talvez eles estejam atrás de nós no quesito ''PIB''( Produto Interno Bruto). Mas certamente nos superam no conceito criado pelo Butão: a ''Felicidade Interna Bruta''. Ser feliz, viver uma vida mais ''tranquila'', é tudo o que importa- não é mesmo?
Alcnol.

O Uruguai e a Globalização...

M
Materialmente, o pequeno( 3 milhões de habitantes)país se encontra bem atrás do nosso. Prova disto são os muitos automóveis como este- bem antigo- encontrados por todos os cantos da capital uruguaia...
No entanto, ''nem só de pão vive o homem''. Notamos no povo uruguaio, ao mesmo tempo em que desfruta das ''modernidades'' vistas mundo afora, um jeito todo especial de conciliar isto com suas tradições.
Aberto ao mundo, o Uruguai também é uma nação especial- à medida em que possui vários diferenciais importantes: seu povo é muito alegre e educado, a cultura( com teatros, inúmeros cinemas, livrarias)possui uma influência desproporcional em uma cidade de pouco mais de 1 milhão de habitantes), seus numerosos idosos em sua grande maioria tem uma vida ativa, e a capital uruguaia ainda desconhece( em grande parte)as mazelas que afligem os seus vizinhos( Argentina e Brasil).
Falo especificamente da criminalidade. Enquanto estava lá, acompanhei- via jornais e TV- o noticiário da capital argentina( Buenos Aires): inúmeras batidas e atropelamentos, disseminação do golpe conhecido aqui como ''saidinha bancária'', sequestros, etc. Comparado a isto, o Uruguai mais parece um ''paraíso''...Há crimes também em Montevidéu- inclusive sequestros relâmpagos, conhecidos lá como ''secuestros express''- como seria normal em qualquer lugar do mundo. Mas em quantidade bem menor do que em São Paulo, Rio de Janeiro ou Buenos Aires...
Moradores de rua há muitos, assim como esta ''praga moderna'' conhecida como ''guardadores de carro''( na verdade uma contravenção, pois eles de fato ameaçam os donos de automóveis que não pagarem- muitas vezes até adiantamente...). Porém, tomando os devidos cuidados( que devemos adotar em qualquer lugar onde estivermos), em nenhum momento me senti amedrontado ou ameaçado. E olha que andei MUITO, MUITO MESMO pelas ruas da capital do Uruguai...
Limpeza. Neste quesito, Montevidéu não anda muito bem. Nada que se compare à imundície que vivemos na capital paulista, mas as varrições não são feitas com regularidade- mesmo nos bairros mais ''nobres'' como Punta Carretas ou Pocitos. Por outro lado, os moradores da capital- muitos bem vestidos- jogam o seu próprio lixo em grandes lixeiras instaladas nas ruas. Não tem ''escravos'' como aqui para fazer esta tarefa...















 

Uruguai ainda em festa...

Durante minha estadia em Montevidéu, só se ouvia falar sobre a Celeste Olímpica(como é conhecida a Seleção Uruguaia, quarta colocada na última Copa do Mundo).
Suplementos especiais nos principais jornais, livros, debates na TV, a nação uruguaia ainda está eufórica com a campanha de sua Seleção.
Prova disto são as muitas- muitas mesmo- bandeirolas em automóveis e nas janelas dos apartamentos.
A Celeste não fez bonito só dentro de campo. Contribuiu para restituir o sentimento de comunidade, de união daquele povo.
Recordando: a primeira vez em que utilizou as cores azul e branco, o Uruguai aplicou um significativo placar de 3 x 1 sobre a Seleção Argentina, em um amistoso em Montevidéu...Seria apenas a primeira de muitas vitórias posteriores...Dentro das quatro linhas, a Seleção uruguaia- com dois Campeonatos Mundiais conquistados- contribuiu e muito para difundir o nome daquele pequeno país...Até hoje ainda se lamenta bastante a derrota por 2 x 1 sofrida pelo Brasil em pleno Maracanã na Copa de 1950...
Alcnol.

Pracinha na Ciudad Vieja( Montevidéu)...

Retornamos para a Plaza Independencia pela Peatonal Sarandi. Na altura desta praça, havia uma grande feirinha com produtos artesanais. O ponto mais animado da região naquela tarde de sábado...

Passeando pela ''Ciudad Vieja'', em Montevidéu...

O pequeno passeio que fizemos pelas ruas da chamada ''Ciudad Vieja'', em Montevidéu, acabou compensando com sobras a frustração que tivemos ao tentar almoçar no Mercado del Puerto daquela cidade em pleno sábado à tarde...
Isto porque, mais do que o Mercado, estas ruazinhas sim reúnem o que há de mais ''típico'' e ''tradicional'' daquele país.
Na foto 2 um dos mercadinhos de frutas- espalhadas em caixotes sobre a calçada- tão característicos da capital uruguaia. Pode-se vê-los por todos os cantos da cidade...
E, como sempre faço em viagens, na foto 3 retratei uma pequena banca de jornais na região da ''Ciudad Vieja''- com as principais manchetes do dia.
O maior charme desta região está no fato de que algumas de suas ruas são exclusivas para pedestres( em outras pode-se circular com veículos automotores, porém de modo mais restrito), na ''contramão'' do que existe no resto da capital uruguaia. Seus casarões antigos, vários em processo de reforma, completam o quadro desta área que estamos a percorrer...
Embora as fotos mostrem um cenário aparentemente ''semi-deserto'', havia sempre gente caminhando nas ruas naquele sábado à tarde...Não pude presenciar nenhuma situação de ''perigo'', tanto ali quanto no resto da cidade de Montevidéu...

domingo, 22 de agosto de 2010

Outra visita frustrada: Mercado del Puerto...

Após a tentativa frustrada de visitar o Estádio Centenário, em Montevidéu, nos dirigimos ao Mercado do Porto- na Cidade Velha.
Embora trate-se de um lugar histórico, muito conhecido e visitado, exatamente por isto- em determinados dias e horários, como neste sábado à tarde em que decidimos conhecê-lo- pode também às vezes tornar-se uma ''roubada''...
Explico porquê.
Os Mercados em geral, e não falo apenas do de Montevidéu, hoje vivem muito além de seus negócios tradicionais. Instalaram restaurantes, e tornaram-se pequenos centros turísticos. No de Montevidéu, havia até vendedores de ''lembrancinhas''( como canecas, etc.). Até aí, tudo bem.
Agora, imaginem um lugar destes repleto em um final de semana. Com restaurantes super-lotados, em que mal se consegue alguém para atender-nos. Em que temos de passar por uma multidão para poder circular ali dentro, como se estivéssemos em um Shopping Center. Em que temos de driblar outros frequentadores, enquanto eles tiram fotos dos fornos ''típicos'', ''tradicionais''.
Nestas horas é que eu lembro porque há muito não frequento o Mercado daqui, de minha própria cidade...
Desisti da ''parrillada'' do Mercado del Puerto, decidindo comê-la em algum restaurante especializado. Nos próximos posts mostraremos as ruazinhas da Ciudad Vieja( Cidade Velha), vizinha ao Mercado del Puerto...
Alcnol.

Primeira tentativa, frustrada, de visitar o Estádio Centenário: retorno, na região do Parque Battle...

O célebre Estádio Centenário, em Montevidéu, está localizado- ao contrário do que eu pensava- em uma região central da cidade. Eis um ponto positivo.
O mais frustrante é que- em um cenário de total desorganização do futebol uruguaio, paralisado por uma greve de árbitros que impediu o início do Campeonato Local- acabamos não conseguindo visitá-lo. E isto apesar de DUAS tentativas...
As fotos acima mostram a primeira. Triste por ter encontrado o Estádio abandonado e fechado, em plena manhã de sábado, me dirigi ao centro pela bela região do Parque Battle( fotos 1 e 2). Nas duas fotos de baixo, uma praça no encontro de duas Avenidas: Artigas( que mostraremos em detalhes logo adiante)e 18 de Julio( nossa conhecida, agora...).
O destino, neste momento, é o Mercado do Porto.
Infelizmente, o rol de frustrações não estava esgotado aquele dia...
Alcnol.

Pracinha à beira-mar em Pocitos, a ''Copacabana Uruguaia''...

Apesar de gélida, é impossível resistir aos apelos da ''Rambla''( a orla da cidade de Montevidéu). Ontem eu a percorri rumo ao centro da cidade. Vento forte, mal consegui fechar o mapa que levava nas mãos. O vento, literalmente, me impulsionava adiante...
No dia seguinte, percorri a ''Rambla'' na direção oposta. Mahatma Gandhi/ República do Peru. Retratamos a praia de Pocitos( esta não será a última vez)no post anterior. Agora, mostramos uma pracinha que chamou logo a minha atenção durante a caminhada. Ela fica próxima ao mar( no último dia de viagem retornaremos à mesma). E proporciona, em sua parte mais alta, uma vista privilegiada...
Vista de longe, como na foto 3, até lembra um pequeno forte- não é mesmo?
Alcnol.

Pocitos, a ''Copacabana Uruguaia''...

Cidade construída à ''beira-mar''( tecnicamente Rio da Prata, porém com ondas e sem que consigamos ver o ''outro lado''), Montevidéu tem na região de Pocitos um de seus pontos mais altos.
Cartão Postal da cidade, em função de seus altos prédios, do formato de ''ferradura'' e de sua agitação, a Praia de Pocitos também é conhecida informalmente como a ''Copacabana Uruguaia''...
Nestes poucos dias passados na capital uruguaia- gostaria de ter ficado muito mais- tivemos o privilégio de percorrer esta região inúmeras vezes( provavelmente ela será a mais mostrada por aqui).
Começamos com uma foto da praia de Pocitos pela manhã- mais uma manhã bastante fria na capital uruguaia, em que nós passeamos( tal como muitos moradores locais e turistas)à beira-mar com o nosso casaco de frio recém-adquirido. E que, literalmente, nos ''salvou'' durante estes dias gélidos...
Alcnol.
PS: Copacabana talvez tenha sido assim em seu período ''áureo'', lá pelos anos 60 do século passado...

Os Shoppings de Montevidéu...

O propósito desta viagem não foi fazer compras. Afinal, nós só a realizamos graças às milhas acumuladas de uma companhia aérea. Passear muito, e comer bem, era tudo o que queríamos.
Mas  a capital uruguaia, que, como vimos, possui um excelente centro de compras a céu aberto- a Avenida 18 de Julio- também possui os seus Shoppings.
Tal como os de cá, intransitáveis nos finais-de-semana...
São 3 os Shoppings de Montevidéu atualmente: Portones, Punta Carretas e Montevideo. 
Punta Carretas( foto de cima)- instalado em uma antiga prisão, que abrigou inúmeros militantes tupamaros( movimento de guerrilha bastante ativo naquele país durante os anos 60/70 do século passado, dirigido pelo atual Presidente do Uruguai José Mojica)- é o mais luxuoso deles...Vejam só quanta ironia: antigo cárcere torna-se centro de consumo...Sinal dos tempos...Seria como se fizéssemos Shoppings em Bangu ou no Carandirú( este presídio, desativado, abriga hoje uma Biblioteca- isto sim um avanço...).
O da foto de baixo é o Shopping Montevideo, mais popular( um pouco). Com mais lojas do que o de Punta Carretas, porém sem o ''glamour'' deste...
Mas eu acabei falando muito mais do que queria destes centros comerciais nos quais dei breves passadas- muito mais com propósitos gastronômicos( cafés e restaurantes)ou literários( eles abrigam boas livrarias). É hora de voltarmos para as ''calles''( ruas)...
Alcnol.

No final da Avenida Libertador, em Montevidéu, o Congresso Nacional...

Assim como o Palácio de Governo( que abriga a Presidência da República), situado na Praça Independência, o Congresso Nacional uruguaio é simples. Não tem fossos, espelhos d'água, guaritas, muros, nada disto com que estamos bastante acostumados em nosso país.
Afinal, à exceção da ditadura instalada em 1973 e que durou até meados dos anos 80 do século passado, o Uruguai tem uma longa tradição democrática.
E esta é a chamada ''Casa do Povo''. Ao menos as nossas deveriam ser também...
Este belo prédio aí é o Congresso Nacional daquele país, situado no final da Avenida Libertador- que acabamos de percorrer.

sábado, 21 de agosto de 2010

Agora sim, Avenida Libertador. Meio da tarde, ainda com sol, e temperatura de...vejam...

Na saída do restaurante, o atendente perguntou se eu tinha- como os demais frequentadores- deixado algum sobretudo ou casaco com eles. Respondi que não, voltando para o ventinho e o ar gélido das ruas.
Na Avenida 18 de Julio, vendo que o tempo não ia esquentar muito- prometendo até, como na noite anterior, cair bastante após o pôr-do-sol- me ''rendi'' e adquiri um casaco em uma de suas lojas. E, ao contrário do que faço no Brasil- quando escolho roupas de frio por sua ''beleza''- desta vez optei pela simplicidade e funcionalidade, adquirindo o primeiro que vi no meu tamanho...
Assim, agora devidamente ''preparado'', voltei à Avenida Libertador- que anteriormente me agradara graças a sua beleza- para um pequeno passeio no meio da tarde. Ainda fazia um solzinho mas, como vocês podem ver nas fotos, a temperatura não mudou muito em relação à matutina: meros 6 graus...
Com o casaco, não me pareceu desagradável. Ao contrário: até gostaria de ''engarrafá-la''- a temperatura-  para trazê-la para o Brasil...O que vocês acham? Já sei o que vão dizer. Até os apresentadores dos canais de TV argentinos e uruguaios também não gostam lá muito deste ''friozim''...E nem as pessoas que eu vi no centro de Montevidéu, tentanto cobrir-se de todas as formas( sobretudos, boinas, cachecóis, panos na cara, etc.)...
Gosto é gosto...
Assim como há os que não gostam de frio, existem os chamados ''turistas do frio''. Meu hotel estava lotado, com muitos brasileiros. E encontrei vários compatriotas pelas ruas também. No meu caso, acho que provavelmente não gostaria TANTO de Montevidéu se a temperatura estivesse, como no dia de meu retorno, na faixa de uns 20 graus- com sol...O que, após ter me acostumado ao friozinho gostoso, até me deu uma desconfortável sensação de ''calor''...
Alcnol.

Primeiro almoço em Montevidéu...

As fotos publicadas até aqui podem se confundir com os tradicionais relatos ''turísticos'' de diversos viajantes, à medida em que mostramos alguns pontos tradicionalmente frequentados pelos mesmos.
Porém, a gastronomia é um ponto singular. Á medida em que várias são as opções, e só escolhemos aquilo com que nos identificamos- e com que o nosso bolso possa suportar, claro...
Quando soube, com antecedência, que haveria um restaurante situado ''nas cercanias'' do Teatro Solis, em Montevidéu, planejei-me imediatamente para conhecê-lo.
E a casa- o ''Rara Avis''- não me decepcionou...
Já comentei aqui no blog sobre a tendência que os moradores da capital paulista tem de, mesmo em viagem, comparar tudo com os serviços que tem em São Paulo. Muitas vezes em detrimento do que estão tendo- ''ah, se fosse em São Paulo''...Mas, outras vezes, para qualificar favoravelmente algo a que estão tendo acesso: ''poderia muito bem estar instalado em São Paulo''. Este último é o caso deste Restaurante ''Rara Avis'', situado no Teatro Solís em Montevidéu...
I
Isto porque, além de frequentado por diversos executivos, ele tem um padrão internacional. Muito confortável, ''chique'', ele nos impressiona à primeira vista. Nas laterais, ele é composto de mesas tradicionais como a da foto 3( não ficou muito boa por causa da claridade...). Enquanto que, ao centro, divisórias de madeira separam as mesas umas das outras, permitindo que, no máximo, possamos ver uma parte das cabeças dos vizinhos. Na foto 2 uma imagem que estava á minha frente, como que a simular um palco de teatro. Bem bolado, e nada ''casual''- dado o ambiente em que estávamos...
 Prosseguindo, passamos agora para a refeição propriamente dita. Minha escolha: costeleta de cordeiro( ''uruguaio'', fez questão de ressaltar o garçom...), acompanhada de rodelas de cenoura e ervas no fundo do prato. Coisa de primeira. 
Ao contrário do que se come por aqui, os uruguaios costumam preparar a carne dessalgada, permitindo que os clientes a temperem conforme queiram. O resultado é que comer carne bovina lá não é tão desgastante quando aqui no Brasil- em que só suporto fazê-lo com cerca de um mês de antecedência entre uma refeição desta espécie e outra...Em Montevidéu abri uma exceção: só comi peixe- uma merluza negra- uma vez, e ainda assim não registrei com fotos...
C
Concluindo esta refeição inicial, uma sobremesa chamada ''Amor ao Caribe'': macaron, sorvete de côco, caldas de chocolate e um pequeno biscoito. ''Fecho de ouro''...Só não voltei ao restaurante depois porque ele fecha domingos à noite e segundas ao meio-dia, justamente quando eu já estava perto de voltar para cá...
Preços: muitos críticos gastronômicos lamentam a falta de verdadeiros bistrôs em São Paulo- cidade em que há muito já se superou a faixa de R$100,00 nos melhores restaurantes, entre eles diversos bistrôs ''franceses''...Claro que isto não é o que se paga em qualquer refeição, pois os estabelecimentos costumam- durante a semana- proporcionar as chamadas refeições ''executivas''. E os restaurantes vegetarianos escapam a esta regra,  existindo alguns com preços até abaixo de R$20,00...
No Uruguai, embora os restaurantes de primeira linha como este ''Rara Avis'' não sejam verdadeiramente ''baratos'' mesmo para os brasileiros e sua ''forte moeda''(o real, que chega a valer até $10,70 pesos uruguaios), uma refeição como esta ficou na faixa de 1110 pesos mais serviços. Uns, calculo, 20% menos do que uma refeição similar na capital paulista em estabelecimentos do mesmo gênero...Detalhe importante: eu tomei apenas água mineral com gás. Com vinhos este valor deve variar, e para cima...
Embora tenha frequentado outros desta mesma categoria- e, comparativamente, um lugar mais simples especializado em ''parrillas''( cortes de carne)- só no penúltimo dia descobri um estabelecimento que conseguiu aliar( coisa rara)qualidade e preço. Esta estória eu contarei mais adiante...

''Palhinha'' da Ciudad Vieja- antes do almoço...

Esta rua exclusiva para pedestres, nas imediações da Praça Independência, marca também o momento em que eu passei a procurar um restaurante para almoçar. Sabia que ele estava localizado ''nas cercanias'' do Teatro Solis- por que passei neste momento. 
Só ignorava que ele estava DENTRO do Teatro. Até descobrí-lo, ''penei'' vários minutos sob um vento gélido. Imagino a cara que eu apresentava quando cheguei ao restaurante( cabelos arrepiados, olhos vermelhos, etc.). Deveria ter cortado os cabelos bem curtos antes desta viagem...
No próximo post, finalmente, o almoço...
PS: Depois da refeição eu tive de me ''dobrar'' e, finalmente, comprar uma roupa mais adequada para tanto frio...Nada porém no estilo do que vi nestes dias  em Montevidéu, onde algumas pessoas- além de boinas e cachecóis- cobriam o rosto com panos, na desesperada tentativa de lidar com este gélido vento polar...Com uns dois dias já estava me ''acostumando'' e depois, quando a temperatura começou a esquentar, até lastimei a volta do calor...

Praça Independência, em Montevidéu( Uruguai).

Como já passa de 13 horas, neste primeiro dia em Montevidéu que estamos a retratar, meu estômago começa a dar sinais de vida. Porém, antes de procurarmos um restaurante- e ele está bem próximo, mais próximo do que imaginávamos- vamos dar uma breve passadinha por um dos lugares mais especiais de toda a capital uruguaia: a Praça Independência.
Além do Monumento a Artigas( herói uruguaio, líder de sua Independência), e da sede da Presidência da República daquele país, a Praça Independência marca uma espécie de ''limite'', ''fronteira'' entre territórios: além dela esta a ''Ciudad Vieja''- que mostraremos mais adiante, com suas ruas exclusivas para pedestres e o famoso Mercado del Puerto. E nela chegamos também, infelizmente, ao final da Avenida 18 de Julio...
Reparem como o  país, apesar de pequeno- tem pouco mais de 3 milhões de habitantes- não transaciona com o que lhe é mais caro: ''Libertad o Muerte''( Liberdade ou Morte)é o seu lema. O Uruguai está fazendo um belo papel em plena Era da Globalização, preservando suas tradições e costumes ao mesmo tempo em que se abre para o mundo. A isto, dedicaremos um post exclusivo mais adiante...
Alcnol.
PS: Na penúltima foto, um dos quiosques tão comuns no centro de Montevidéu. Que ''vendem de tudo''( balinhas, cigarros, fichas telefônicas, etc.)...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quer saber se uma cidade é bem cuidada? Repare em suas praças...

Por este critério, o de seu estado de conservação, a Praça Engenheiro Juan P. Fabini- no centro de Montevidéu- faz bonito. Vejam como até os chafarizes estão funcionando...
Por que é importante termos praças bem conservadas? Porque elas são um convite à confraternização, à vida social. Praças sujas e mal-conservadas- como as da capital paulista- e frequentadas por moradores de rua, são um perigo para os passantes e moradores de seu entorno. Vejam como o estado de conservação das praças, algo tão ''simples'', tem reflexos até na criminalidade urbana...
Na última foto, uma prévia da Avenida Libertador. Logo mais faremos um passeio mais completo nesta via urbana que leva a um dos principais lugares da capital uruguaia.
Alcnol.