sábado, 11 de abril de 2009

O drama do ''Imperador'' Adriano e sua ligação com os problemas de outros craques brasileiros...

Todos tomaram conhecimento dos problemas do jogador Adriano, da Inter de Milão, brevemente ''desaparecido'' em solo brasileiro: o ''Imperador'' estava, na realidade, na favela onde nasceu, lugar que- na sua opinião- é ''melhor do que a Itália''. O drama de Adriano foi objeto de uma série de reportagens no jornal carioca ''O Dia'', que apresentou ao mundo sua ex-namorada- uma belíssima personal trainer- e acabou( tal como no episódio Ronaldo ''Fenômeno'', envolvido com 3 travestis no Rio de Janeiro)com explicações públicas no Jornal Nacional. Lá Adriano revelou ter perdido a vontade de jogar futebol, além de fazer a surpreendente comparação entre a favela e a Itália...O grave nisto tudo é que o episódio envolvendo o ''Imperador''- que incluiu, segundo a imprensa, bacanais com garotas de programa, ao melhor estilo sensacionalista- não é um fato isolado nem na carreira de Adriano nem na de diversos dos melhores jogadores brasileiros de futebol. Contrariando a máxima segundo a qual ''o dinheiro rege o mundo'', vários atletas bem sucedidos como Ronaldinho Gaúcho( segundo o ex-jogador Tostão seria caso de tratamento psicológico), Ronaldo Fenômeno( aparentemente em estado de ''recuperação'' no Corínthians, mas a revista Playboy deste mês revela detalhes de um recente escândalo na concentração do clube envolvendo este jogador e garotas de programa)e até mesmo Robinho( tentando aparentemente ''defendê-lo'' após uma recente acusação de estupro na Inglaterra, o Rei Pelé acabou insinuando que o craque faria uso de drogas- para surpresa do próprio Robinho...), bem-sucedidos materialmente e no auge de suas carreiras dão ou já deram sinais de descontrole e perda do gosto de viver/jogar futebol. Deixemos claro que tais comportamentos não são exclusivos de jogadores pátrios: o próprio Maradona, da Argentina, é um grande exemplo de profissional brilhante com carreira precocemente encerrada...Mas a junção de problemas envolvendo vários de nossos maiores atletas, alguns até mesmo integrantes da nossa Seleção, não deixa de ser preocupante. E o confronto com a figura pública de Kaká acaba sendo até mesmo inevitável: este não fuma, não bebe, é extremamente religioso e afirmou ter feito sexo pela primeira vez apenas após o casamento...Kaká, diante dos atletas apontados anteriormente, pode até parecer ''chato'', pois só é notícia profissionalmente, quando se contunde...Ao contrário do que possa aparentar a uma multidão que acredita que uma bolada de dinheiro solucionaria todos os seus problemas, os exemplos de alguns de nossos maiores jogadores apontam no sentido contrário: o psicológico não só não é secundário, como mesmo é determinante na vida de qualquer pessoa. Ascensões súbitas profissionais e materiais podem se chocar com as barreiras psicológicas de um indivíduo, e são inúmeros os exemplos de pessoas que ganharam ''boladas'' na Loteria e ''torraram'' tudo em pouco tempo...Citei Kaká aqui por um motivo simples: é um dos poucos entre estes atletas a ter uma sólida base moral e religiosa, que acaba fortalecendo-o e sustentado-o no topo onde vários outros já estiveram e não souberam permanecer. A ''solução'' encontrada por Kaká é a única? Claro que não. Ter fé de pouco adianta se não tivermos também um enorme talento...No meio futebolístico a figura de um Kaká soa como a de um ''outsider'', não inspira imitações. Mas, no redemoinho que envolve vários atletas subitamente retirados de seu meio para alcançar algumas das maiores posições e regalias materiais deste mundo, não deixa de ser importante ressaltar a importância de se possuir âncoras- sejam quais forem- para não sermos tragados pela tempestade. Os dramas psicológicos, ao contrário daqueles que polarizam o mundo em ''colonizados'' e ''olhos azuis'', não escolhem classes nem locais para aparecer. Todos podemos passar por coisas parecidas. Os dramas pessoais de Adriano, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, Maradona- entre outros- nos comovem exatamente por isto: mostram como até mesmo os nossos ''Deuses'' podem se revelar, em determinados momentos, humanos. Excessivamente humanos, aliás...Alcnol. PS: Tentando defender Adriano, Ronaldo Fenômeno chamou-o de ''garoto''. Eis um fator comum a todos estes craques: a juventude. O próprio Ronaldo, jogando videogame ao lado do filho Ronald, passa mais a imagem de um ''irmão'' divertido do que a de um pai. Aliás, a revista ''Época'' desta semana aborda o tema ''Por que se comportam tão mal as nossas crianças?''. Pergunta perfeitamente pertinente a vários dos jogadores citados aqui...

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