terça-feira, 28 de outubro de 2008

Eleições no Brasil- coisa de ''Primeiro Mundo''?

Já se foi o tempo em que eram travadas apaixonadas ''batalhas'' eleitorais em que parecia ser ''decidida a sorte do mundo''...Candidatos ''aventureiros'', surgidos do nada, prometiam literalmente colocar as cidades de ''ponta cabeça''- mudando ''tudo''...As eleições no Brasil de hoje mais parecem pleitos disputados no chamado ''Primeiro Mundo''( à exceção destas apaixonadas eleições nos Estados Unidos...): o eleitor ''dá as costas'' para questiúnculas menores políticas, e está mais preocupado com a experiência administrativa dos candidatos. Salvo no Rio de Janeiro, onde foi disputado o pleito mais excitante dos últimos anos e para onde estavam voltadas as nossas principais atenções, nas demais cidades não seria exagero afirmar que estas eleições foram marcadas pelo ''tédio''. Vencedores conhecidos de antemão, debates frios, ruas vazias exceto pela eventual presença de cabos eleitorais pagos, pesquisas que deram os resultados com antecedência e precisão. Este o saldo destas eleições no Brasil. Dir-se-ia, então, que estou insatisfeito diante de tanto ''tédio''- ao melhor estilo das eleições inglesas ou suecas...Muito pelo contrário. É bastante tranqüilizador saber que a sorte da nossa cidade não estará em risco na mão de um ''aventureiro'' qualquer, surgido do nada. Em São Paulo, para citar um exemplo, estavam em jogo dois estilos diferentes de administração- de duas pessoas que já estiveram no comando da maior cidade da América Latina. Não estávamos ''apostando'' nada, só escolhendo qual estilo de governo seria mais apropriado. Sabia-se, desde o resultado do primeiro turno, que o atual Prefeito sairia vencedor. O fato é que o país cresce no plano econômico, e experimenta dar alguns passos para a frente no plano político. Políticos corruptos não faltam, é verdade. No entanto, os eleitores parecem mais racionais e menos emotivos na hora de decidirem seus votos. E, como resultado, temos uma safra de Prefeitos mais experientes, sancionados ou não pelo voto de seus administrados. Tudo muito frio, racional, ''Primeiro-Mundista''. Como é bom sentir esta espécie de ''tédio eleitoral''...

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